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Nem tudo está na pauta!

Os policiais reivindicam tudo dentro do que prevê a lei. Eles já estão usando camisetas em alusão ao movimento grevista, autorizado em assembleia nesta quarta-feira.
Os policiais reivindicam tudo dentro do que prevê a lei. Eles já estão usando camisetas em alusão ao movimento grevista, autorizado em assembleia nesta quarta-feira.

Tubarão

A postura da Polícia Civil de Tubarão comprova que, ‘a união faz a força’. Eles não abrem mão dos seus direitos e seguem as orientações do sindicato da categoria em Santa Catarina.
Depois da realização de várias assembleias regionais nesta quarta-feira, os profissionais analisaram a proposta do governo e decidiram protestar contra o descaso com a categoria.
Além do indicativo de greve, eles aprovaram algumas ações paralelas. Entre estas, o uso permanente da camiseta do descaso e afixação de faixas de protesto nas unidades.

E foi exatamente isto que ocorreu ontem, na Cidade Azul. Na Central de Plantão Policial (CPP), por exemplo, este era o quadro. Mas algumas informações ventiladas não estão dentro das reivindicações.
Uma delas é a redução da jornada de trabalho. “Isto não existe. Não está dentro de nossa pauta. Queremos o reajuste, que não ocorre há 12 anos, e tem sido o motivo da expressiva evasão de policiais”, esclarece o agente Mauro Fabrício dos Santos, da CPP.

Conforme ele, o governo também não repassou a data base deste ano e tampouco cumpriu a lei 254, de 2003, que estabelece uma proporcionalidade remuneratória salarial entre delegados e demais funções. A implementação do quadro de funcionários também é pleiteada, assim como as melhorias nas condições de trabalho, com a compra de equipamentos.

“A proposta de parcelamento é absurda”

O governo de Santa Catarina fez uma proposta de pagamento de três parcelas de 20% de reajuste sobre o vencimento básico até dezembro de 2015. “Isto é um absurdo, pois no final perderemos os nossos benefícios”, reclama o policial civil Pedro Dalbosco, escrivão de polícia na CPP.

Outra luta da categoria é o reconhecimento do governo do estado – a lei existe – da carreira jurídica. “A Polícia Civil possui função de polícia judiciária, mas a nossa remuneração não condiz com esta realidade”, destaca Pedro. Segundo o policial, a reivindicação também é receber o salário em forma de subsídios e, assim, acabar com as horas extras, abonos e adicionais noturnos. “Queremos que isto tudo seja incorporado em nossos vencimentos para não perdermos estes direitos na aposentadoria, que é o que ocorre hoje”, lamenta o policial. Os próximos dias serão fundamentais para a tomada de decisões. Caso o governo do estado não apresente uma proposta a paralisação poderá ser total.
 

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