Neste ano, tive a graça de ter minhas ordenações marcadas, por Dom João Francisco Salm – nosso bispo. A ordenação diaconal ficou para este domingo, dia 26 de maio, às 15 horas, na igreja São Francisco de Assis do bairro Monte Castelo em Tubarão, onde desde 2011 faço meu estágio pastoral. A presbiteral ocorrerá no dia 31 de agosto, também às 15 horas, na igreja Nosso Senhor do Bom Fim de Braço do Norte, minha cidade natal.
Qual a diferença entre o diácono e o padre? Os diáconos têm funções importantes desde a igreja primitiva e, assim como os padres e também os bispos, recebem o sacramento da ordem. Entretanto, o diaconado é o primeiro grau do sacramento da ordem. O presbiterado (padre) é o segundo e o episcopado (bispo) é o terceiro. Pode-se dizer que são três degraus, no mesmo serviço ao Evangelho, mas com funções próprias, diferentes.
Segundo o catecismo da igreja católica, a principal função do diácono é “ajudar e servir”. Na ordenação de um diácono “são-lhes impostas as mãos, não para o sacerdócio, mas, para o serviço”, conforme o catecismo. Neste caso, apenas o bispo impõe as mãos sobre o ordenando, significando que o diácono está diretamente ligado a ele. Na ordenação presbiteral, além do bispo, todos os padres presentes impõem as mãos sobre o ordenando.
O diácono tem suas vestes litúrgicas diferentes das dos padres e bispos. A estola é transversal, e não vertical. Também pode usar a dalmática, que é diferente da casula dos padres e bispos. Cabe dizer ainda que existem dois tipo de diáconos: os transitórios e os permanentes. Os transitórios são homens que se preparam para o sacerdócio. No meio do caminho e antes de receberem a ordenação sacerdotal, recebem a ordenação diaconal. Depois de um tempo atuando como “ministros ordenados”, recebem o segundo grau da ordem, o presbiterado. Os permanentes são homens que não estão caminhando rumo ao sacerdócio. Geralmente, são homens casados há um bom tempo, com ativa participação nas atividades da igreja e vocação para as obras sociais e de caridade.
Todavia, ninguém nasce padre! Há um itinerário a ser percorrido, de discernimento vocacional e preparação humano-afetiva, pastoral-missionária, espiritual e intelectual. São longos anos de formação recebida no seminário, precedida da convivência familiar. No meu caso, fui coroinha dos 7 aos 15 anos e em 2001 ingressei no Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Tubarão, onde cursei o ensino médio. No ano de 2004, fui para o Seminário Propedêutico Sagrado Coração de Jesus, em São Ludgero, onde com outros dez colegas fizemos a preparação para o ingresso no chamado seminário maior (filosofia e teologia). Em 2005, iniciei a graduação em filosofia na cidade de Brusque. Concluída esta etapa, tive a oportunidade de um ano de estágio pastoral, na Paróquia Santa Otília, de Orleans. Em 2009, iniciei a graduação em teologia em Florianópolis. Ali, foram quatro anos de um profundo debruçar-se sobre o estudo da fé e tudo aquilo que lhe é inerente.
Percebe-se assim que a trajetória de preparação para o ministério ordenado é longa, mas vale a pena! Ao mesmo tempo em que muito se aprende, muito se percebe também que mais devemos estar abertos ao conhecimento e a formação permanente, como nos pedem as diretrizes para a formação presbiteral da CNBB.
Agradeço a todos pelas orações, amizade, ensinamentos e colaboração para com os nossos seminários e paróquias; aproveito também a oportunidade para convidá-los para minha ordenação diaconal.

