Silvana Lucas
Tubarão
Um dos assuntos muito discutidos atualmente é a falta de água no país. Em Tubarão e região, não há registro de escassez, mesmo assim, é visível o nível do Rio Tubarão registrar oscilações de volume.
O secretário de proteção e defesa civil da prefeitura, Rafael Marques, informa que na Cidade Azul e municípios vizinhos não há ocorrência de falta de água desde 1939, ano de início das medições. “Desde que começamos a registrar os níveis do rio, mesmo sem cair uma gota por dois meses, nunca houve falta de água para a população”, lembra Rafael.
Para o secretário, as oscilações do nível do maior rio da região sofrem variações comuns. “O nível do mar e as mudanças das marés são determinantes para nossas águas, além das ocorrências de chuvas nas cabeceiras do rio, em cidades como Orleans, sistemas de baixa e alta pressão e ainda por influência de frentes frias”, explica Rafael. A direção do vento é outro fator. “Provavelmente amanhã (hoje), deve entrar o vento nordeste, situação que contribui para a redução das águas, diferente de outros ventos”, completa o secretário.
Ele ainda relata que não há motivos para preocupação em nossa região. “Eminentemente não corremos nenhum risco de ficarmos sem abastecimento de água, a não ser que por algum acidente de contaminação ou muita água do mar, ou ainda não chova por muitos meses”. A bacia hidrográfica do Rio Tubarão e complexo lagunar tem mais de 5,9 mil quilômetros quadrados de área, que se forma com a influências de vários rios, detalha Rafael. A escassez em outros estados deve servir de exemplo para discussão mais científica no futuro.
O desafio do balde de água com gelo jogado na cabeça, se continuar com esta proporção de participantes, resultará em 16,5 milhões de litros do mais precioso líquido do mundo atirado ao lixo. Enquanto isso, milhões de moradores do continente africano e oriente médio morrem de sede e fome todos os dias.

