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Nova proposta não é apresentada

Zahyra Mattar
Pedras Grandes

 
Desde o mês passado, os mais de 100 trabalhadores que atuavam na indústria de medicamentos Airela, em Pedras Grandes, aguardam o pagamento das rescisões. Até o último dia 2 deste mês, a dívida trabalhista da empresa estava orçada em R$ 1.185.299,94.
 
Há duas semanas, os ex-funcionários aguardam a apresentação de nova proposta de pagamento, mas até agora nada foi formalizado. Como não existe diálogo, a única esperança está na justiça. A expectativa é que a primeira reunião conciliatória ocorra no começo do próximo mês, possivelmente na próxima semana. 
 
Caso não haja entendimento, o processo prossegue na esfera judicial. Além dos salários atrasados desde fevereiro, os ex-funcionários também aguardam o pagamento da rescisão de contrato, bem como a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). 
 
No começo deste mês, a 1ª Vara do Trabalho em Tubarão concedeu liminar e determinou a imediata indisponibilidade do imóvel da empresa em Pedras Grandes. Com isso, o prédio onde funcionava a indústria farmacêutica não pode ser vendido.
 
No começo de março, a Airela entrou também com um pedido de recuperação judicial. A manobra foi uma tentativa para que a empresa não feche as portas em Pedras Grandes e o resultado direto foi a demissão da maioria do quadro funcional. 
 
A medida é legal e visa a evitar a falência da indústria, cujo destino é uma possível venda. É uma possibilidade de apresentar, em juízo, aos credores formas para quitar os débitos.
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