Pepê Collaço
Presidente da Câmara de Vereadores de Tubarão
Muito tem se falado nos últimos anos sobre o Sul de Santa Catarina ser “a bola da vez” no que diz respeito a desenvolvimento. Tenho plena convicção de que isso é totalmente possível e viável. Mas não podemos esquecer que esse desenvolvimento passa necessariamente pela questão de logística, em ampliar as opções para escoar as produções e também facilitar o deslocamento, principalmente dos empresários.
O Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, é um instrumento essencial para alcançar este propósito. Desde que entrou em atividade comercial, muito se evoluiu nesse sentido. Porém, ainda existem muitas incertezas.
Antes de aumentar a quantidade de linhas e os destinos, é necessário buscar meios de garantir a manutenção dos voos já ofertados. Nove meses atrás, a decisão da Azul Linhas Aéreas de suspender seus voos diários impossibilitou as viagens de ida e volta a São Paulo no mesmo dia.
Felizmente, esta semana recebemos a excelente notícia de que a empresa voltará a oferecer voos matinais partindo de Jaguaruna com destino a Campinas, com retorno à noite, a partir de 20 de agosto. Uma conquista extremamente importante. Entretanto, não podemos esmorecer, o assunto precisa estar constantemente em pauta.
Além das linhas comerciais, construir um terminal de cargas é fundamental para continuar com o plano de desenvolver o Sul.
Essa parte foi suprimida do projeto original do aeroporto como forma de reduzir gastos, para que o empreendimento enfim saísse do papel.
Para isso, a pista precisa ser ampliada em um quilômetro na extensão, passando de 2,5 mil para 3,5 mil metros, e em 15 metros na largura, de 30 para 45 metros. Só assim poderá receber grandes aviões e atuar no transporte de cargas.
O Aeroporto Regional Sul é nosso, de todo o Sul, e é nossa responsabilidade lutar por ele.

