As ideias republicanas no Brasil vieram trazidas da Europa, onde a Revolução Francesa inspirava movimentos de emancipação em várias colônias ibéricas. Estas inspirações contribuíram para a formação de movimentos que lutaram contra o domínio português no Brasil colônia e buscavam a independência para algumas províncias e viam na República a forma ideal de governo. Logo, estes movimentos foram sufocados, alguns de seus líderes foram mortos. Porém, as ideias republicanas fixaram-se por aqui. Logo depois da independência, alguns outros movimentos buscaram uma independência para suas províncias e novamente a república era vista com ideal de governo. Após um período de cerca de 50 anos em que o Brasil foi sacudido por diversos movimentos, há uma trégua nas lutas. Pois as lutas não se davam por uma unidade nacional. Eram revoltas regionais e por isso não obtiveram êxitos em seus objetivos.
Tão logo o capitalismo se desenvolve na Inglaterra, atinge o Brasil imperial, há um pequeno surto industrial por aqui, principalmente por iniciativa do Barão de Mauá, que traz da Inglaterra ideias liberais que se chocam com o conservadorismo do império, onde a base de sustentação política, que era os grandes produtores agrários, defendia a vocação do Brasil para seus produtos, sendo eles contrários num primeiro momento à modernização dos meios de produção. Logo, vendo a necessidade de modernizar seus meios de produção e de ampliar uma estrutura para escoar seus produtos, esta elite conservadora, principalmente os grandes produtores de café, começa a ditar suas políticas de modernização, que se chocam com o conservadorismo do imperador em relação à modernização do país. Vendo isto, os produtores rurais lançam um movimento republicano através da fundação de um partido político. Logo com ações desfavoráveis do imperador para com os latifundiários e por parte de militares que exigem maior participação na política, há união entre essas duas forças que tinham por objetivo derrubar o ministério conservador do imperador e através de um golpe, implantar a república no Brasil. Assim, os militares garantiriam a ordem social, e os produtores assumiriam o poder, ditando assim os investimentos para beneficiar suas produções. Em suma, o capitalismo necessitava ganhar espaço no Brasil, e chocou-se com a estrutura social e econômica do império, que manteve seu conservadorismo e com isso permitiu com que a república fosse instaurada no país.
Logo, estes republicanos para se justificarem no poder, criam uma série de símbolos e criam herói para legitimar a república, tão logo estes símbolos não caem num gosto popular assim como a imagem do herói, pois como houve uma mudança estrutural apenas no campo da política e não socialmente, o povo brasileiro não se identificou com isto. Houve apenas identificação com a bandeia e o hino, pois a bandeira conservou aspectos da bandeira imperial, e o hino manteve a melodia imperial, mudando apenas a letra.
Nos dias atuais, a Proclamação da República não tem grande importância para a sociedade, que por muitas vezes não sabe o significado histórico da data e tão pouco sabe de sua história, sendo que a educação, como um meio transformador da realidade de grande formação de opinião não se encarrega de enraizar a importância do dia 15 de novembro, seguindo uma tendência da sociedade, e isto faz com que se perca o significado das conquistas que a república trouxe para o Brasil.
E isto faz dos historiadores os responsáveis por estarem discutindo o processo republicano, para mostrar a importância histórica da república no Brasil para relacioná-las com as conquistas a partir de sua instauração no Brasil.

