
Maria Julia Goulart
Braço do Norte
Com um prazo de entrega para início de dezembro, as obras para a conclusão da pavimentação da BRN-424, que liga o município de Braço do Norte à comunidade de Pinheiral, segue em ritmo acelerado. O trecho de cerca de três quilômetros já foi concluído. Mais três precisam receber a camada asfáltica.
“A empresa Setep, responsável pela obra, já realizou toda a parte do traçado e marcação das pistas, bem como a colocação das canaletas. O andamento do serviço caminha melhor que o esperado. Com isso, acreditamos que a obra poderá ser entregue em dezembro”, afirma o secretário de desenvolvimento regional de Braço do Norte, Roberto Kuerten Marcelino (PSD).
Esta parte da pavimentação custou em torno de R$ 5,2 milhões, com recursos exclusivos do governo do estado. Os serviços de terraplanagem e traçado da obra foram praticamente concluídos. Os aterros de nivelamento de pista são partes que ainda são realizadas. O restante aguarda somente a colocação da camada que antecede o asfalto.
Desde o ano passado, o agronegócio na microrregião foi ainda mais impulsionado. Com o início das obras, o número de indústrias da comunidade de Pinheiral aumentou e chegou a 25 estabelecimentos, que, juntos, geram cerca de dois mil postos de trabalho. Uma das principais bacias leiteiras também está situada próxima à rodovia. A Estrada do Pinheiral interliga o centro de Braço do Norte com outras quatro comunidades: Avistoso, Taquaruçu, Riacho Alegre e Baixo Pinheiral.
A primeira etapa da obra foi inaugurada em junho de 2012.
Quase R$ 8 milhões
A pavimentação é uma reivindicação antiga dos moradores e empresários. A primeira etapa foi feita do Pinheiral até o Avistoso, em uma extensão de 6,5 quilômetros. Foi inaugurada em 31 de maio de 2011 e teve um custo de R$ 7.576.968,97. Dinheiro exclusivo do estado, por meio do Programa Propav Rural.
Investimentos
Pelas margens da BRN-424, dezenas de frigoríficos e granjas de suínos geram centenas de empregos. Além das pequenas indústrias, a região do Pinheiral, formada ainda pelas comunidades de Avistoso, Taquaruçu, Riacho Alegre e Baixo Pinheiral, é conhecida por abrigar a bacia leiteira do Vale. Toda esta microrregião é uma das mais importantes economicamente para Braço do Norte e municípios vizinhos.
Antes do início das obras, em 2010, havia 17 empresas – entre pequenos frigoríficos, laticínios e queijarias – instaladas às margens da rodovia. No ano passado, antes mesmo da conclusão da primeira fase das obras, o número de indústrias instaladas no local passou para 25. Juntas, geram quase dois mil postos de trabalho.
SC-407: obras devem recomeçar
A pavimentação da Estrada de Albertina também vive um entrave. A obra que está parada há alguns meses, caminha para um novo desfecho. Na última visita do governador Raimundo Colombo à região, ficou acordado o pagamento das medições, equivalente a R$ 1,7 milhão. Contudo, esta ação ainda precisa ser regularizada. “Viajo para Florianópolis na próxima semana para regulamentar esta situação. Precisamos que a obra recomece o quanto antes”, afirma o secretário Roberto Kuerten.
O recurso será viabilizado por meio de repasse da secretaria de estado da fazenda, para dar mais agilidade ao serviço. Com a verba, a empresa A. Mendes, responsável pela obra, poderá colocar a camada asfáltica. Os contratos também precisam ser refeitos, pois dois deles haviam vencido. O trecho compreende 7,5 quilômetros da SC-407, que liga o centro de São Martinho à comunidade de São Luís, em Imaruí. Esta é a obra pública mais antiga em execução na Região Metropolitana de Tubarão.
A obra
O projeto de pavimentação da SC-407 contempla a pavimentação de 7,5 quilômetros, entre São Martinho e a comunidade de São Luís, em Imaruí, com um investimento inicial de R$ 8 milhões. O dinheiro é exclusivo do governo do estado. O asfaltamento deste trecho é parte importante para o desenvolvimento do turismo em todo o sul. A pequena comunidade é foco de peregrinações de milhares de fiéis todos os anos.
Indenizações
Um dos principais impasses da pavimentação da SC-407, a conhecida da Estrada de Albertina, está relacionada à indenização de moradores que tinham propriedades no local. O último pagamento, no valor de R$ 100 mil, já foi feito. Ao todo, foram R$ 280 mil por três casas. Com o pagamento feito, a empresa pode, agora, iniciar o traçado do terreno, que precisará ser refeito.