Angelica Brunatto
Tubarão
Há 31 anos a comunidade de Tubarão espera por novas obras de dragagem na calha do Rio Tubarão. O desassoreamento do manancial é essencial para a segurança da população em épocas de cheias. Mas a execução do serviço depende de três projetos: o básico, o executivo e de impacto ambiental.
O nome da empresa vencedora da licitação deve ser conhecido em 20 dias. Pelo menos é esta a expectativa do secretário estadual de planejamento, Filipe Mello. Os projetos devem estar todos finalizados até dezembro deste ano.
Os dados para a elaboração dos projetos foram retirados de uma batimetria realizada em 2009. “Esta é a parte do estado. Serão investidos aproximadamente R$ 8 milhões”, revela Mello.
Com tudo em mãos até dezembro, o secretário irá a Brasília para entregar os projetos no Ministério das Cidades. “A promessa do governo federal é que os trabalhos comecem no próximo ano. Porém, como houve uma troca de ministro, tivemos que começar algumas conversas do zero”, lamenta Filipe.
Para a redragagem, é necessário um investimento de aproximadamente R$ 80 milhões. A verba virá do governo federal. “Sozinho, o estado não consegue executar esta obra”, pontua Mello.
Projetos complementares serão discutidos na próxima semana
Ontem, a questão da redragagem do Rio Tubarão pautou de uma reunião na sede regional da Cidasc, na Cidade Azul. Representantes da secretaria de desenvolvimento regional e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão também participaram. Ficou agendado um novo encontro, na próxima semana, para discutir o termo de referência dos projetos complementares.
“Pretendemos criar canais paralelos ao rio, para que haja mais vazão da água em épocas de cheias. Ainda não sabemos onde poderiam ser feitos”, antecipa o secretário estadual de planejamento, Filipe Mello.
A obra
A areia do fundo do Rio Tubarão é contaminada por materiais pesados, e não pode ser depositada em qualquer lugar. Em alguns pontos a calha do manacial está 40% comprometida. É necessário remover pelo menos 6.831.455,075 metros cúbicos de areia. A obra compreende 29,7 mil metros entre a área urbana de Tubarão até a foz, em Laguna.

