Imbituba
O Turismo de observação de baleias embarcado (Tobe) está suspenso desde 2012 e de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) deve continuar assim neste ano. Conforme documento encaminhado nesta quinta-feira ao Instituto Baleia-Franca, em Imbituba, a atividade não será autorizada devido à necessidade de conclusão do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Baleia-Franca (Apabf), além de dois outros requisitos, um deles “O Plano de Manejo, que é a principal das demandas de gestão da Unidade e grande anseio de todo o território, estando em sua fase final de elaboração com previsão de aprovação e publicação para o início de 2018”, informa o documento.
Ainda de acordo com o comunicado, o turismo não está liberado devido à realização de pesquisa de impacto acústico do Tobe sobre as baleias. “As informações geradas no primeiro ano da pesquisa (2017) irão gerar subsídios técnicos para os ajustes e/ou complementações necessárias ao Plano de Fiscalização e Portaria de Ordenamento da Visitação, instrumentos essenciais à liberação e controle da atividade.”, afirma o instituto.
O documento ainda relata que não houve tempo hábil para análises técnica e jurídica nas diferentes instâncias do ICMBio visando a revisão, adequação e publicação final da portaria em tempo razoável que permitisse a realização do Tobe na temporada atual, também não havendo tempo e condições institucionais suficientes para o devido cadastramento, seleção e capacitação das operadoras neste ano.
Decisão é contestada por instituto da Baleia-Franca
O presidente do Instituto Baleia-Franca contesta a decisão. “O turismo de observação de baleias embarcadas é uma das poucas esperanças de atrair turistas na baixa temporada para a região. Em 2012, na última vez em que ocorreu este tipo de atividade, mais de dez mil turistas estiveram por aqui. É uma cadeira que se forma. Fortalecendo hotéis, pousadas, fomentando a região”, argumenta Enrique Litman. O instituto destacou que está comprometido para que a atividade do Tobe esteja devidamente regulamentada e ordenada e para que possa vir a ocorrer plenamente a partir da temporada de 2018.

