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ONG pode ‘fechar as portas’

A presidenta da ONG, Laura Macedo, nunca escondeu o seu apego aos animais, mas sabe que sem recursos a luta fica praticamente inviável
A presidenta da ONG, Laura Macedo, nunca escondeu o seu apego aos animais, mas sabe que sem recursos a luta fica praticamente inviável

Lily Farias
Tubarão

 
A diretoria da ONG Movimenta-Cão, de Tubarão, decidirá hoje se continuará com os trabalhos ou se irá parar as atividades. O motivo é a dificuldade de manter os mais de 150 animais, de responsabilidade da ONG, cuidados por três voluntários em suas casas. 
 
Conforme a presidenta da ONG, Laura Macedo, atualmente a entidade sobrevive com R$ 600,00 por mês, pago pelos 60 associados. Até novembro do ano passado, eles recebiam da prefeitura R$ 2 mil mensal para ajudar nas despesas. O convênio com o poder público foi iniciado em abril doi ano passado e encerrou em fevereiro deste ano.
 
A preocupação é justamente quanto à manutenção do convênio. “Se fechar, como vão ficar os cachorros? Temos que dar um destino para a ONG. Nossa alternativa é suspender todos os trabalhos e manter a entidade apenas com a arrecadação mensal dos associados para garantir a alimentação dos animais”, lamenta Laura.
 
O secretário de gestão da prefeitura, Euclides Magri, explica que o responsável por este assunto era o ex-presidente da Fundação Municipal de Saúde, Gustavo Dassoler, que deixou o cargo ontem. O novo diretor, Marco Antônio dos Santos, precisa inteirar-se do assunto. 
 
“Ninguém imagina o que estamos pagando de conta. Por isso, fazemos as coisas dentro do possível, para pagar tudo em dia. Cada conta que pagamos do ano passado deixamos de ter recursos para investir este ano. Planejamos o que vamos pagar, mas cada dia que passa surge uma novidade e planejamos tudo de novo”, declara o secretário de gestão. 
 
Prefeitura deve avaliar a situação minuciosamente
A ONG Movimenta-Cão, de Tubarão, mantém mais de 150 animais, por meio de três cuidadores. Cada um cuida em média de 50 cães. Um dos cuidadores mora no bairro Passagem, outro em Oficinas e mais um no Caruru. 
 
Sem o convênio, a presidenta da ONG, Laura Macedo, avisa que a entidade não terá como arcar, sozinha, com os custos. Ela garante que era com o recurso proveniente da administração municipal que fazia o pagamento de veterinários, distribuidores, compra de ração, medicamentos e cirurgias. 
 
“Estamos sem sede, sem convênio e sem verba para nada. A população nos cobra também porque fazemos o trabalho que deveria ser da prefeitura”, diz Laura.
 
O ex-presidente da Fundação Municipal de Saúde, Gustavo Dassoler, passou o cargo ao colega Marco Antônio dos Santos, que assume hoje. Ele diz que orientou o novo presidente a avaliar a situação minuciosamente. “Queremos que tudo seja resolvido da melhor forma possível. Ele é quem vai decidir tudo daqui em diante”, explica. 
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