quinta-feira, 30 abril , 2026

Operação prende quatro pessoas por revender carne podre da enchente de Porto Alegre

Uma operação da Delegacia do Consumidor (Decon-RJ) prendeu quatro pessoas nesta quarta-feira (22), em Três Rios, no Sul Fluminense, acusadas de maquiar e revender carne estragada para consumo humano. A carne ficou submersa por dias na enchente histórica de Porto Alegre, em 2024, que devastou o Rio Grande do Sul, deixou mais de 200 mortos e causou uma das maiores tragédias climáticas do país.

Operação desmantela esquema ilegal em Três Rios

A empresa investigada, chamada Tem Di Tudo Salvados, foi denunciada por ter adquirido 800 toneladas de proteína animal deteriorada de um frigorífico de Porto Alegre. A justificativa apresentada pela empresa era de que o material seria reaproveitado para a produção de ração animal, mas, segundo as investigações, os alimentos foram maquiados para esconder os danos provocados pela água e lama da enchente e revendidos para mercados e açougues em todo o Brasil.

Entre os presos está Almir Jorge Luís da Silva, um dos sócios da empresa. De acordo com a polícia, a carne foi transportada para diferentes estados em 32 carretas e distribuída a consumidores que desconheciam a procedência do produto. Segundo o delegado Wellington Vieira, o consumo dessa carne representa sérios riscos à saúde, já que alimentos submersos em água contaminada adquirem condições insalubres.

Descoberta do esquema começou no RS

O caso começou a ser investigado no Rio Grande do Sul após uma coincidência. Um dos frigoríficos que compraram a carne maquiada reconheceu o lote como o mesmo que havia sido vendido à Tem Di Tudo Salvados como impróprio para consumo humano. A partir daí, produtores gaúchos acionaram a polícia, o que desencadeou a operação.

Nesta quarta-feira, agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresa e aos sócios. Durante a ação, foram encontrados alimentos vencidos ou em estado de decomposição armazenados de forma inadequada. Produtos embalados a vácuo do lote da enchente foram localizados, além de carnes sem refrigeração, congelados em prateleiras enferrujadas e alimentos diretamente no chão.

Lucro milionário com esquema ilegal

As investigações revelaram que a empresa lucrou de forma exorbitante com a fraude. Segundo os documentos analisados, a carga de carne deteriorada, avaliada originalmente em R$ 5 milhões, foi adquirida por apenas R$ 80 mil. O esquema permitiu um lucro de até 1.000% com a revenda dos produtos.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, receptação, adulteração e corrupção de alimentos. Agora, as autoridades trabalham para localizar outras empresas que compraram a carne sem saber de sua origem e garantir a retirada dos produtos impróprios do mercado.

 

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