
Maria Julia Goulart
Tubarão
A partir da meia-noite deste sábado, os relógios deverão ser adiantados em uma hora nas regiões sul, sudeste e centro-oeste. O horário de verão inicia neste fim de semana e prossegue até o dia 16 de fevereiro do próximo ano.
A exemplo de outros anos, a expectativa é que o novo horário reduza 5% na carga do sistema elétrico, o que representa 0,5% a menos no consumo de energia, o que representa em Florianópolis, por exemplo, uma redução de 79% da carga do município.
O objetivo principal da medida é reduzir a demanda máxima em horário de pico. “Entre os principais fatores do horário de verão está ligado à iluminação. Os dias ficam mais longos e as pessoas acabam acendendo as luzes mais tarde”, explica o engenheiro da Cooperativa de Eletrificação de Braço do Norte (Cerbranorte), Fábio Mouro.
A mudança de comportamento dos consumidores residenciais é o fator que mais influencia na geração de economia. O exemplo disso está na vendedora Patrícia Lúcia Miguel, que utiliza muito mais a luz natural. “Com este horário consigo aproveitar melhor as tarefas. Faço mais exercícios e consigo até arejar a casa”, planeja.
Os novos hábitos também são empregados no adiamento de certas atividades, como o uso de eletrodomésticos. O fato de a iluminação pública também ser acionada mais tarde também contribui para a economia. “Apesar das pessoas adquirirem estes novos hábitos, o consumo nas três cidades de abrangência da Cerbranorte (Braço do Norte, Rio Fortuna e São Ludgero) aumentou em relação ao mesmo período em 2010”, lembra Fábio.
Entenda a mudança de horário
O procedimento é adotado durante o verão porque os dias são mais longos, devido à posição da Terra em relação ao Sol. No Brasil, o horário de verão existe desde 1985. Até 2007, a duração e a abrangência geográfica da medida eram definidas por meio de decreto da presidência da república. Agora, a decisão fica a cargo de cada estado.
No ano passado, Tocantins, na região norte, aderiu ao sistema. Outro exemplo é o estado da Bahia, que aderiu ao horário em 2011, mas em função do descontentamento da população, os relógios não foram mais adiantados no local.
Economia milionária
O relatório do Operador Nacional do Sistema (ONS) aponta que o horário de verão, que será adotado a partir da meia-noite deste sábado, vai proporcionar uma economia de R$ 400 milhões durante os quatro meses de vigência do horário. O valor é quatro vezes maior que o obtido com a adoção do horário do ano passado, que ficou entre R$ 130 e 150 milhões.
Benefícios
Nas regiões onde há a implantação do horário de verão, a expectativa é que haja a redução da carga máxima durante o horário de pico, entre 18 e 22 horas. A aplicação da medida vem sendo praticada em pontos geográficas em que a sua eficácia é comprovada.
"Todos dizem que o horário de verão gera economia, mas eu não consigo ver isso na minha conta de luz. Poupamos dinheiro, mas não sabemos para quem é revertido"
Rosângela Martins – dona de casa
"O dia fica mais comprido, consigo fazer mais atividades e aproveito melhor o tempo"
José André Martinez – representante comercial
"Adoro o horário de verão. O dia fica maior e consigo fazer muito mais coisas. Para quem trabalha o dia todo fora é, sem dúvidas, maravilhoso"
Léia Lúcio Goulart – costureira.