Tubarão
O câncer de mama é o tipo mais comum em mulheres no mundo e no Brasil, excetuando os de pele não melanoma. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se para este ano aproximadamente 60 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. De acordo com o médico mastologista do Centro Médico Unimed, Marcos de Sousa Medeiros, apesar de o câncer de mama aumentar o risco com a idade, a doença tem sido constatada em pessoas mais jovens.
A neoplasia em sua maioria apresenta algum sintoma durante a sua evolução, por exemplo, um nódulo palpável ou retração da pele. “Apesar disso, o ideal é diagnosticar antes que isso ocorra. Quando se consegue fazer o diagnóstico de lesões assintomáticas, ou seja, lesões iniciais a chance de cura é maior”, pontua.
Conforme o profissional, a realização do autoexame é interessante para a mulher se autoconhecer, mas o que vai impactar em um diagnóstico precoce e consequentemente na sobrevida é a realização do rastreamento para o câncer de mama corretamente. Segundo o mastologista, a evolução em pesquisas na área vem contribuindo para tratamentos menos traumáticos e cada vez mais individualizados.
O profissional destaca que no universo masculino também existe a possibilidade do surgimento de algumas patologias que atingem as mamas, a neoplasia é uma delas. Mas neste caso para cada 100 mulheres surge um homem com este tipo de câncer. Por isso sempre no caso de alguma anormalidade, um mastologista deve ser consultado.
“A prevenção e o diagnóstico precoce são as formas mais importantes de se combater o câncer de mama. O movimento Outubro Rosa constitui em um dos principais aliados na luta contra a doença. O fato de existir um mês dedicado à conscientização sobre isso, é muito importante para a saúde das mulheres”, finaliza.

