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Padrasto que matou bebê de 10 meses é condenado a 25 anos de prisão

São Ludgero

Luan Loch Carlota foi condenado a  25 anos, 5 meses e 23 dias de reclusão sob acusação de matar a entenda Mariah Della Giustina, que tinha apenas 10 meses de vida, em 25 de fevereiro do ano passado, em Braço do Norte. O caso teve grande repercussão em toda a região, e o júri popular ocorreu nesta quinta-feira (15), no Plenário da Câmara Municipal de São Ludgero.

Na época, ele e um cunhado chegaram a levar a bebê ao Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte, e informaram a primeira versão sobre a possível causa da morte: engasgamento por ingestão de iogurte. A mãe da criança, Taynara Della Giustina, de 21 anos, estava no trabalho em um salão de beleza no momento da tragédia. Ela também prestou esclarecimentos na polícia e foi liberada. Luan foi autuado por homicídio duplamente qualificado. O flagrante foi encaminhado para o judiciário, que transformou a reclusão em preventiva.

Na época em entrevista para o Notisul, o delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão, William Cezar Sales, que estava de plantão no dia do crime e elucidou o homicídio contou que foram 17 horas de depoimentos ininterruptas do padrasto, amigos e familiares da bebê Mariah. Conforme Sales, assim que foi constatado não ter sido ‘acidental’, iniciaram-se as diligências para localizar os supostos autores. “Nos dirigimos até Braço do Norte, onde ocorria o velório, no sábado à tarde. Até então não sabíamos quais pessoas estavam envolvidas de fato. Nos identificamos e prendemos o padrasto e a mãe da criança. Tínhamos que tomar uma atitude para evitar uma possível fuga, por exemplo”, explicou.

O delegado revelou que durante o interrogatório do padrasto, ele mostrou as fotos da menina. E que após esta intimação e questionamento, o jovem pediu que ficassem na sala somente sua advogada e o delegado. Então, o escrivão e um agente saíram a pedido de Sales. “Num primeiro instante, ele afirmou ter sufocado a criança com um travesseiro. Estava nos testando para saber o que realmente sabíamos. Então, falei como teria sido a ação criminosa e ele arregalou os olhos”, contou o delegado.

Depois disso, o jovem admitiu e contou em detalhes. Segundo Sales, o padrasto disse que estava cheio de problemas, estressado, viajava muito, chegava em casa cansado, não havia dormido a noite inteira porque a bebê chorava muito. Naquele dia teve que levantar cedo pra cuidar da criança. A esposa havia deixado a mamadeira pronta.“Ele colocou a menina sentada na sala, ela começou a resmungar e chorar. Em um momento de fúria, ele a asfixiou com as mãos”, lembrou Sales.

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