sexta-feira, 10 abril , 2026
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Sete escolas abriram o Carnaval de São Paulo

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Os desfiles das escolas de samba do Carnaval de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi, na zona Norte da cidade, iniciaram na noite desta sexta-feira (24).

Neste sábado desfilam mais sete  escolas do Grupo Especial. A escola Tom Maior abriu as apresentações e a última a desfilar na primeira noite foi a Águia de Ouro. Pela ordem, desfilam Tom Maior, Mocidade Alegre, Unidos de Vila Maria, Acadêmicos do Tatuapé, Gaviões, Tucuruvi e Águia de Ouro.

De acordo com as previsões da São Paulo Turismo (Spturis), a maioria do público no Sambódromo, cerca de 90 mil pessoas, deve comparecer nas duas primeiras noites de desfiles. Os demais deverão acompanhar as escolas do Grupo de Acesso, no domingo (26), e das escolas associadas à União das Escolas de Samba de São Paulo (Uesp), na segunda-feira (27).

Para evitar tumultos nos acessos às arquibancadas e camarotes, haverá dez portões de entrada, cinco pela Marginal Tietê e cinco pela avenida Olavo Fontoura.

Cerca de 4,7 mil pessoas irão trabalhar na organização do evento, entre elas duas mil na parte de segurança, como bombeiros, policiais civis e militares, além de equipes da Guarda Civil Metropolitana e seguranças privados.

Furtos são registrados pela Polícia em Jaguaruna

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Publicado às 14h24min deste sábado

Dois furtos foram registrados durante esta sexta-feira (24) em Jaguaruna. O primeiro ocorreu na avenida Beira-Mar, em Balneário Esplanada. No local, a Polícia Militar conversou com a vítima, um homem de 84 anos. Ele relatou que assim que chegou na casa que havia alugado, reparou a porta da frente arrombara. Foram levados uma televisão, quatro ventiladores, um micro-ondas e outras peças.

Mais tarde, outro furto foi registrado na cidade. Desta vez, guarnições se deslocaram à rua Nelson Ramos. A vítima, 47, informou que havia deixado seu carro com os vidros abaixados e foi até o supermercado. Ao voltar, sentiu falta de uma pochete que continha cerca de R$ 2,7 mil. Nenhum suspeito foi avistado. As viaturas fizeram rondas, mas não encontraram suspeitos.

Fonte: Portal DN Sul.

Homem morre em acidente na BR-282

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Publicado  às 13h59min deste sábado (25)

Lages

Um acidente na manhã deste sábado na BR-282, em Lages, na Serra catarinense, envolvendo três veículos resultou na morte de uma pessoa.

A colisão foi registrada por volta das 8 horas no km 189,5 da rodovia. Havia oito pessoas nos três veículos, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Lages, a vítima foi um homem, ainda não identificado pelas autoridades. Três pessoas ficaram feridas e quatro não sofreram lesões.

Foto: PRF/Divulgação

Peixe arranca empate em jogo acirrado na capital

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Publicado às 12h06min deste sábado 25)
Rafael Andrade
Florianópolis
Aos oito da etapa inicial, Ermel cruzou rasteiro para dentro da área. A zaga afastou em um primeiro momento e Weldinho chegou chutando. A bola desviou no defensor adversário antes de entrar. Figueirense 1 x 0 Tubarão.
Mas aos 15 minutos ainda do primeiro tempo veio o empate com Rafael Ratão, em boa jogada pela esquerda, o Tubarão igualou o placar. Everton Júnior recebeu a bola, avançou na área e cruzou para o Ratão, que estava bem posicionado. O atacante chuta de esquerda e não deu chances para defesa de Thiago Rodrigues.
Veio o segundo tempo e várias outras chances de gol para ambos os lados, mas o placar não mudou até o apoito final, aos 50 minutos.
Agora, o Peixe terá três compromissos seguidos em casa. Na Quarta-Feira de Cinza, recebe o Criciúma em um confronto adiado da 7ª rodada do Catarinense. No dia próximo dia 5, o jogo será com o Almirante Barroso, fechando o primeiro turno da competição. Uma semana depois, é a vez de encarar o Metropolitano, abrindo o returno.

Filas são registradas no trecho entre Tubarão e Laguna

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Publicado às 11h38min deste sábado (25)

Rafael Andrade

Tubarão

Uma colisão traseira na BR-101, por volta das 11h10min deste sábado, nas proximidades da Engie Energia, em Capivari de Baixo, já foi o suficiente para que uma fila de cerca de três quilômetros fosse formada no trecho entre Tubarão e a Cidade Termelétrica. Também há lentidão no acostamento da mesma rodovia no acesso a Laguna, que está lotada de turistas. O fluxo de argentinos, uruguaios e gaúchos, que procuram as praias catarinenses para passar o Carnaval, cresceu consideravelmente entre a madrugada e o fim da manhã deste sábado.

Em Paulo Lopes, no Km 249, também na 101, houve um capotamento por volta das 11 horas deste sábado. O veículo foi parar no canteiro central. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) do posto de Penha, está no local para controlar o tráfego até a retirada do carro. Não há registro de feridos graves.

Operação Carnaval
A Operação iniciou à zero hora desta sexta-feira (24) e se estende até a meia-noite de Quarta-Feira de Cinzas, totalizando seis dias. O objetivo é intensificar ações de policiamento e fiscalização nas rodovias federais do Estado, no sentido de educar, prevenir, manter a normalidade do fluxo de veículos e reduzir o número de acidentes e vítimas no trânsito.
O efetivo conta com reforço nas escalas de serviço de grupos especializados de policiamento: Grupo de Motociclismo Estadual (GME) e o Núcleo de Operações Especiais (NOE). Será dada atenção especial à fiscalização da embriaguez ao volante, excesso de velocidade, ultrapassagem em local proibido e trânsito pelo acostamento.

Outras informações sobre a qualquer momento…

Morre ex-prefeito de Santa Rosa de Lima

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Publicado às 10h11min deste sábado (25)

Santa Rosa de Lima

O ex-prefeito de Santa Rosa de Lima, Bertilo Heidemann, aos 61 anos, natural de Rio Fortuna, que sempre teve fortes ligações com o PMDB, morreu na madrugada deste sábado (25), por volta de 1h30min. O velório ocorre na capela da Previne, no centro de Santa Rosa, e o sepultamento está agendada para este domingo (26) de Carnaval, às 10 horas. Muitas lideranças políticas e amigos prestam homenagens ao ex-prefeito que sempre defendeu a bandeira do PMDB.

Na última gestão, a esposa de Bertildo, Dilcei Heidemann (PMDB), foi prefeita entre 2013 e 2016, tentou a reeleição em outubro do ano passado, mas obteve 918 votos, contra 975 do candidato Salesio Wiemes (PT), que governa Santa Rosa, e deve decretar luto oficial ainda neste sábado.

Santa Rosa de Lima é o menor município em número de habitantes da Amurel e dos menores do Estado, tem 2.100 pessoas. O território onde se situa a cidade foi, primeiramente, habitado pelos índios botocudos. Em 1915, chegaram os primeiros imigrantes alemães, dos quais destacaram-se Germano e José Hermesmayer, Miguel e Germano Becker e Abrão Kobas. Famílias brasileiras também fixaram-se na região. A primeira capela foi construída por oito famílias, em 1919. A primeira escola foi erguida pelos próprios habitantes e por eles mantida até 1951, quando, então o Estado se responsabilizou. Foi elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Santa Rosa de Lima, pela lei estadual nº 823, de 10-05-1962, desmembrado de Rio Fortuna. Instalado em 10 de junho de 1962.

Em breve, outras informações…

Conta de luz terá bandeira amarela em março, com extra de R$ 2,00 a cada 100kWh

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Publicado às 9h10min deste sábado (25)
Tubarão
A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz em março será amarela, ou seja, com cobrança extra de R$ 2,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A bandeira amarela é ativada quando é preciso acionar mais usinas termelétricas, por causa da falta de chuvas.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a previsão de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas no mês de março ficou abaixo da expectativa anterior, o que levou a indicação de maior geração termelétrica como medida para preservar os níveis de armazenamento e garantir o atendimento à carga do sistema.
Desde dezembro, a bandeira tarifária estava verde, sem custo extra para os consumidores. Na semana passada, a Aneel aprovou os novos valores para as bandeiras neste ano.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração de eletricidade.
Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

Figueira recebe Atlético Tubarão no Scarpelli

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Time ainda está na lanterninha da competição, mas pode deixar indigesta posição com uma combinação de resultados na próxima rodada.

Tubarão

Sábado de Carnaval também é dia de futebol. O Peixe vai até Florianópolis enfrentar o Figueirense às 10 horas, no Estádio Orlando Scarpelli, pela 8ª rodada da Série A do Catarinense. Com a mudança no horário – antes previsto para às 16 horas -, o grupo modificou alguns treinamentos e se preparou durante a semana para realizar sua primeira partida de manhã no campeonato.

“O calor é muito forte, desgastante e consequentemente o cansaço é maior também. Mas, são as duas equipes que perdem. O Figueirense está se entrosando, eles são muito bons na bola parada e nós temos que tomar cuidado com isso. Será um jogo muito difícil, de muita pegada para os dois times que precisam do resultado”, destaca Waguinho Dias.

A partida é a segunda do treinador no comando do Tubarão, que treina o grupo há 11 dias. A estreia, no último sábado, foi com vitória, por 2 x 0 em cima do Joinville no Estádio Domingos Silveira Gonzales. Desses pouco mais de dez dias desde a sua chegada à Cidade Azul, com jogos apenas uma vez por semana, o técnico conseguiu conhecer melhor o grupo e intensificar as suas orientações à equipe.

“Com duas semanas, eles se adaptaram aos treinamentos muito bem! Tentamos qualificar individualmente cada jogador para obter o máximo deles. Estes últimos dias foram importantíssimos. Conseguimos ganhar um pouco mais deles na parte física e tática. Precisamos somar pontos e vamos em busca de um bom resultado em Florianópolis”, comenta.

Antes de viajar, o grupo fez o último treinamento antes da partida na manhã desta sexta, na Vila. Após enfrentar o Figueirense, o Peixe terá três compromissos seguidos em casa. Na quarta-feira, o time recebe o Criciúma em um confronto adiado da 7ª rodada do Catarinense. No dia próximo dia 5, o confronto será com o Almirante Barroso, fechando o primeiro turno da competição. Uma semana depois, é a vez de encarar o Metropolitano, abrindo o returno.

Tapumes são retirados e rua é liberada no Centro

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Laguna

Os tapumes da obra de restauro do antigo hotel Rio Branco, no Centro, em Laguna, foram recuados para a calçada, liberando o fluxo da rua. A interdição da pista havia se transformado em motivo de queixa entre os comerciantes, que reclamaram de queda no movimento e consequente aumento de risco de roubos. Em 6 de fevereiro, o assunto foi tema de reportagem do Notisul.

A secretária de Planejamento, Silvania Cappua Barbosa, visitou a obra para avaliar o andamento dos trabalhos.

Durante a vistoria, viu-se que a cobertura do prédio está quase concluída. “O serviço demanda tempo. Além disso, toda a estrutura da cobertura estava comprometida, assim como as paredes, que estavam cedendo para o lado externo da rua Barão do Rio Branco”, explica a secretária.

Por se tratar de um serviço que exige mão de obra qualificada, o trabalho demanda muito tempo até ser concluído. “As pessoas não conseguem observar muita coisa sendo feita, mas os serviços realizados são no interior da cobertura”, afirma Silvania.

O processo de restauração é minucioso, para se preservar as características arquitetônicas do prédio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Estaremos fiscalizando a obra junto com o Iphan”, garante. A obra deve levar dois anos para ser pronta.

A história do prédio
O ex-Hotel Rio Branco é um dos sobrados mais antigos de Laguna. Trata-se de dois prédios construídos lado a lado, o mais velho datado do início do século 19.

Leonardo Alonso Rodrigues – “Há uma luz no fim do túnel e a retomada do crescimento será de forma gradual”

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Leonardo Alonso Rodrigues tem apenas 27 anos, é natural de Santo André, São Paulo. O jovem reside em Florianópolis há sete anos. Ele veio para o Estado Barriga-Verde porque em 2010 passou no vestibular em Ciências Econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. É formado há quase dois anos e atua por dois como analista de economia da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc). Na última segunda-feira, promoveu a palestra intitulada ‘O cenário econômico 2017’. O evento ocorreu na Associação Empresarial de Tubarão (Acit).

Jailson Vieira
Tubarão

Notisul: O país tem atravessado um período difícil. Você acredita que 2017 será um ano melhor que 2016?
Leonardo: Antes de começar a falar de 2017, temos que ter bem claro o tamanho da crise que ainda presenciamos. Viemos de um ano de 2015, no qual a economia recuou 4%, e em 2016, ainda, não temos os dados oficiais, mas é possível que os números sejam de 3,5%. Nos últimos dois anos, a economia caiu um pouco mais de 7%. De certa forma, isso nos trouxe uma crise generalizada à região, Estado e país. Só Tubarão fechou quase três mil vagas de empregos. Neste ano, deve ser diferente, mas ainda se inicia com um processo de grandes desafios pela frente.

Notisul: Temos uma economia em queda, porém as pessoas não têm deixado de comprar. O que se deve este consumo?
Leonardo: Quando se trata de consumidor, obviamente o consumo não pode parar, porém, a economia deixou de crescer como estava antes. Ainda mais com o aumento do desemprego, pois as famílias consomem menos e, paralelo a isso, a economia fica em retração. Santa Catarina sofreu com a crise, entretanto, não como em dimensão a outros Estados, por exemplo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Temos alguns fatores de diferença, contudo, essa crise ainda é muito real e presente.

Notisul: Dizem que o melhor período para investimento é na crise. Essa máxima é verdade ou não se deve aplicar nesta época difícil?
Leonardo: A crise é o melhor momento para se investir no sentido de oportunidades. Por isso um fator essencial é estar antenado nas tendências para, diante disso, ser tomada uma decisão mais acertada. Um exemplo, o Airbnb, uma empresa que foi inaugurada na maior crise dos Estados Unidos, e isso afetou a nível mundial, onde as pessoas começaram a utilizar-se disso como empreendimento. O próprio Uber iniciou-se em um setor tradicional, o qual era do táxi veio com uma ideia inovadora e atualmente tem tomado grandes dimensões, como temos observado. Diante de crises temos que tomar as nossas rédeas para que sejam aproveitados esses momentos e possamos fazer grandes investimentos e desta forma voltarmos a crescer.

Notisul: Qual a forma de colaboração da Facisc?
Leonardo: A Facisc tem ajudado muito os empresários e as associações comerciais com esta nova área da economia, apostando com as ferramentas de análise de dados, com essa percepção de quais são as tendências e isso serve para o empresário se preparar. Diante da crise precisamos ter uma gestão muito mais eficiente, a qual se adotava há três ou quatro anos. Estamos delineando qual o caminho que se pode seguir. Outro fator é de que como estamos diante de uma crise, ela depende essencialmente de diálogo do setor público, privado e sociedade civil organizada, e o papel da Facisc é ir ao encontro para tentar, junto com os órgãos competentes, sanar ou até propor novas ideias para a saída da crise.

Notisul: O Brasil ficou estagnado? De 2014 até os dias atuais, o país ficou parado?
Leonardo: Nas minhas palestras procuro trazer qual o grau de crise que estamos vivendo. Dimensiono. Estávamos de 2003 até 2014 em um crescimento, porém esse ciclo foi encerrado. E agora tomamos essas proporções menores da atividade econômica. Para fazer uma correlação, hoje, dentro das Américas Central, do Norte e Sul, em termos de crescimento o Brasil só ficou à frente de Suriname e Venezuela. Todos os países cresceram no ano passado, menos o nosso.

Notisul: Qual o cenário atual: A situação ainda é crítica na região?
Leonardo: Após esta contextualização trazemos alguns dados referentes do desemprego no país, o qual já abrange mais de 12 milhões de pessoas. E em Santa Catarina, apesar de ter a menor taxa de desemprego do Brasil, esta foi a pior desde 2012. Temos um cenário conturbado no país. Na região, Tubarão, nos últimos dois anos teve saldo negativo de vagas de emprego, chegou a 2.885. Infelizmente, com essa situação da economia, o impacto é geral, nos municípios, nos Estados e no Brasil.

Notisul: O que precisamos para realmente sair da crise?
Leonardo: Diante disso, pergunto até onde vai essa crise? Há uma luz no fim do túnel? Rapidamente digo que sim e começo a delinear a causa da minha resposta. Só de início atualmente temos uma tendência de inflação e juros menores… e esses fatores são instrumentos para que se volte o investimento, e também uma maior estabilidade econômica, capacidade de instalação de indústrias, ou seja, a cada dez máquinas que se tem em um parque industrial, apenas sete estão em uso, as outras três estão paradas por falta de demanda. Isso por falta de novas compras nos setores de comércio e de serviços, e isso abre margem para que, assim que retomamos o crescimento, não precisamos mais investir em novas máquinas. Com essa planta industrial já pronta, a situação fica muito melhor. Esse fator nos auxilia.

Notisul: O que pode ser auxiliado neste processo de crescimento. O brasileiro ainda sofrerá muito?
Leonardo: A taxa do câmbio, o dólar, também é mencionada nestes encontros. Atualmente, ainda é muito superior àquela de dois ou três anos. E isso tem feito que ocorram menos importações, que as pessoas tragam menos produtos do exterior, viagem menos para fora do país e voltem a aquecer a economia brasileira. Isso é outro fator que nos auxilia no processo de recuperação. Além disso, há outra variável: a expectativa de investimentos que vem de fora. Em 2014, chegamos a uma das menores entradas de capitais e agora, começamos a voltar a ter o crescimento desses capitais. Podemos aproveitar dos recursos que vem do exterior para poder retomar o aquecimento da economia brasileira.

Notisul: Quais recursos são esses? De onde vieram?
Leonardo: Esses recursos, em 2014 fecharam em 68 bilhões de dólares em investimentos vindo do exterior, e hoje temos uma tendência para 72 ou 73 bilhões. Um incremento de cinco bilhões que se espera vir para o Brasil. É um fator interessante e, com isso, temos uma percepção de mercado em mudança. Se analisarmos o índice Ibovespa nos últimos três meses nós temos crescido. Tanto este índice tem vindo de um aumento significativo, quanto como o valor das empresas transacionadas em bolsa. E isso nada mais é que uma percepção que o Brasil está voltando a crescer. Outro indicador seria a percepção do grau de risco no país: de investimento. Temos um conjunto de fatores, os quais sabemos que nos levará a uma retomada da economia brasileira. Vivemos um grande período da estagnação e para se ter essa melhora será em um processo gradual. Ela não virá de uma hora para outra, mas já começa ainda neste ano. Ainda não temos clareza quando será, mas acredito que no próximo semestre teremos um pouco mais de visualização com a retomada de empregos, na venda das indústrias e no comércio.

Notisul: Quem integra a Facisc?
Leonardo: A Facisc, atualmente agrega 146 associações empresárias, onde temos 34 mil empresas que compõem o sistema Facisc. O trabalho desenvolvido é colaborar com os empresários no sentido de capacitação, integrá-los para discutir os problemas, tentar solucioná-los em conjunto. Ela atua junto ao poder público, associações e federações, sempre tomando posicionamentos e opiniões sobre os fatos que ocorrem constantemente.

Notisul: A confiança aumentou por parte dos empresários ou população?
Leonardo: Nos últimos meses, vimos que o empresariado catarinense está mais confiante para a retomada do crescimento. As próprias famílias estão consumindo mais. Além disso, o Estado não aumentou os impostos assim como ocorreu em outras 21 Unidades da Federação. E como estamos em um cenário de retomada de crescimento da economia e investimentos, os empresários sempre colocam na conta os custos, quanto será para produzir e vender. Quando analisamos o mapa do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação), estamos com uma alíquota interna de 17%, enquanto outros Estados estão com 17, o Rio de Janeiro chega a 19%. Como fator positivo com a capacitação de investimentos, a empresa vai analisar, ‘se pago menos impostos então trarei recursos e mais benefícios para esta região. Não temos tanta diferença em termos de competitividade e estrutura política para com o Sudeste, por isso é um ponto a se analisar.

Notisul: Santa Catarina foi o último Estado a ter problemas com a crise. Será o último a sair dessa situação adversa?
Leonardo: Temos conhecimento de empresas vindo se instalarem em Santa Catarina, como é o caso da Kelloggs comprando a Parati, um investimento do exterior. Há um conjunto de fatores que estão nos fazendo enxergar que o Estado tem tudo para sair primeiro dessa crise. Quando realmente estivermos na retomada do crescimento poderemos verificar que não temos tantos gargalos para resolver e se enfrentar como os demais Estados que passaram por dificuldades maiores.

Notisul: Quais seriam esses gargalos?
Leonardo: Sempre citamos que as melhorias seriam no setor de infraestrutura, que traria mais competitividade em um todo. Apesar de elencarmos esta questão, sabemos que Santa Catarina, hoje, é um dos poucos que ainda investem nessa área. Há Estados que estão correndo para pagar a folha de pagamento e nós estamos a todo vapor fazendo obras. Porém, esses gargalos que precisam ser sanados não são apenas no Norte, na região Oeste ou ainda no Sul, mas em todo o Estado.
No ano passado, a Cidade Azul sofreu com a falta de postos de trabalho, foram mais de 600 vagas, seguido por Laguna e posteriormente Imbituba. Entretanto, não foram todos os municípios que tiveram essas baixas, Braço do Norte e Jagurauna, por exemplo, criaram importantes vagas de emprego. O crescimento não foi significativo, mas foram perceptíveis.

Notisul: Quais são as propostas econômicas
Leonardo: Esse emaranhado de situações na política tem afetado nas decisões dos empresários para com os investimentos. Além disso, quando se trata de criar cenários mais favoráveis para os negócios, temos que passar por alguns processos para a criação de empregos e realização de investimentos, os quais podemos citar a Reforma da Previdência e Trabalhista, que são alguns pontos importantes a serem tocados. Não são atos simples, mas é necessário ter a consciência que temos problemas e que devem ser solucionados da melhor forma possível, para que volte a criação de novos empregos.

Notisul: Essas Reformas não devem ser levadas à população e só aí serem construídas?
Leonardo: As Reformas da Previdência e Trabalhista não são temas recentes, mas são postergadas desde 2002, quando já foram diagnosticados problemas financeiros. Elas não são nada simples de se resolver, e é necessário o debate, os pingos nos ‘is’ devem ser colocados para daqui para frente termos uma mudança. E qualquer modificação afeta a vida das pessoas de forma positiva ou negativa, mas temos que pensar em um conjunto de fatores, por exemplo, em 2050, mais de 40% da população será idosa. Acredito que durante o ano teremos grandes debates.