sexta-feira, 10 abril , 2026
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Tapumes são retirados e rua é liberada no Centro

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Laguna

Os tapumes da obra de restauro do antigo hotel Rio Branco, no Centro, em Laguna, foram recuados para a calçada, liberando o fluxo da rua. A interdição da pista havia se transformado em motivo de queixa entre os comerciantes, que reclamaram de queda no movimento e consequente aumento de risco de roubos. Em 6 de fevereiro, o assunto foi tema de reportagem do Notisul.

A secretária de Planejamento, Silvania Cappua Barbosa, visitou a obra para avaliar o andamento dos trabalhos.

Durante a vistoria, viu-se que a cobertura do prédio está quase concluída. “O serviço demanda tempo. Além disso, toda a estrutura da cobertura estava comprometida, assim como as paredes, que estavam cedendo para o lado externo da rua Barão do Rio Branco”, explica a secretária.

Por se tratar de um serviço que exige mão de obra qualificada, o trabalho demanda muito tempo até ser concluído. “As pessoas não conseguem observar muita coisa sendo feita, mas os serviços realizados são no interior da cobertura”, afirma Silvania.

O processo de restauração é minucioso, para se preservar as características arquitetônicas do prédio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Estaremos fiscalizando a obra junto com o Iphan”, garante. A obra deve levar dois anos para ser pronta.

A história do prédio
O ex-Hotel Rio Branco é um dos sobrados mais antigos de Laguna. Trata-se de dois prédios construídos lado a lado, o mais velho datado do início do século 19.

Leonardo Alonso Rodrigues – “Há uma luz no fim do túnel e a retomada do crescimento será de forma gradual”

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Leonardo Alonso Rodrigues tem apenas 27 anos, é natural de Santo André, São Paulo. O jovem reside em Florianópolis há sete anos. Ele veio para o Estado Barriga-Verde porque em 2010 passou no vestibular em Ciências Econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. É formado há quase dois anos e atua por dois como analista de economia da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc). Na última segunda-feira, promoveu a palestra intitulada ‘O cenário econômico 2017’. O evento ocorreu na Associação Empresarial de Tubarão (Acit).

Jailson Vieira
Tubarão

Notisul: O país tem atravessado um período difícil. Você acredita que 2017 será um ano melhor que 2016?
Leonardo: Antes de começar a falar de 2017, temos que ter bem claro o tamanho da crise que ainda presenciamos. Viemos de um ano de 2015, no qual a economia recuou 4%, e em 2016, ainda, não temos os dados oficiais, mas é possível que os números sejam de 3,5%. Nos últimos dois anos, a economia caiu um pouco mais de 7%. De certa forma, isso nos trouxe uma crise generalizada à região, Estado e país. Só Tubarão fechou quase três mil vagas de empregos. Neste ano, deve ser diferente, mas ainda se inicia com um processo de grandes desafios pela frente.

Notisul: Temos uma economia em queda, porém as pessoas não têm deixado de comprar. O que se deve este consumo?
Leonardo: Quando se trata de consumidor, obviamente o consumo não pode parar, porém, a economia deixou de crescer como estava antes. Ainda mais com o aumento do desemprego, pois as famílias consomem menos e, paralelo a isso, a economia fica em retração. Santa Catarina sofreu com a crise, entretanto, não como em dimensão a outros Estados, por exemplo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Temos alguns fatores de diferença, contudo, essa crise ainda é muito real e presente.

Notisul: Dizem que o melhor período para investimento é na crise. Essa máxima é verdade ou não se deve aplicar nesta época difícil?
Leonardo: A crise é o melhor momento para se investir no sentido de oportunidades. Por isso um fator essencial é estar antenado nas tendências para, diante disso, ser tomada uma decisão mais acertada. Um exemplo, o Airbnb, uma empresa que foi inaugurada na maior crise dos Estados Unidos, e isso afetou a nível mundial, onde as pessoas começaram a utilizar-se disso como empreendimento. O próprio Uber iniciou-se em um setor tradicional, o qual era do táxi veio com uma ideia inovadora e atualmente tem tomado grandes dimensões, como temos observado. Diante de crises temos que tomar as nossas rédeas para que sejam aproveitados esses momentos e possamos fazer grandes investimentos e desta forma voltarmos a crescer.

Notisul: Qual a forma de colaboração da Facisc?
Leonardo: A Facisc tem ajudado muito os empresários e as associações comerciais com esta nova área da economia, apostando com as ferramentas de análise de dados, com essa percepção de quais são as tendências e isso serve para o empresário se preparar. Diante da crise precisamos ter uma gestão muito mais eficiente, a qual se adotava há três ou quatro anos. Estamos delineando qual o caminho que se pode seguir. Outro fator é de que como estamos diante de uma crise, ela depende essencialmente de diálogo do setor público, privado e sociedade civil organizada, e o papel da Facisc é ir ao encontro para tentar, junto com os órgãos competentes, sanar ou até propor novas ideias para a saída da crise.

Notisul: O Brasil ficou estagnado? De 2014 até os dias atuais, o país ficou parado?
Leonardo: Nas minhas palestras procuro trazer qual o grau de crise que estamos vivendo. Dimensiono. Estávamos de 2003 até 2014 em um crescimento, porém esse ciclo foi encerrado. E agora tomamos essas proporções menores da atividade econômica. Para fazer uma correlação, hoje, dentro das Américas Central, do Norte e Sul, em termos de crescimento o Brasil só ficou à frente de Suriname e Venezuela. Todos os países cresceram no ano passado, menos o nosso.

Notisul: Qual o cenário atual: A situação ainda é crítica na região?
Leonardo: Após esta contextualização trazemos alguns dados referentes do desemprego no país, o qual já abrange mais de 12 milhões de pessoas. E em Santa Catarina, apesar de ter a menor taxa de desemprego do Brasil, esta foi a pior desde 2012. Temos um cenário conturbado no país. Na região, Tubarão, nos últimos dois anos teve saldo negativo de vagas de emprego, chegou a 2.885. Infelizmente, com essa situação da economia, o impacto é geral, nos municípios, nos Estados e no Brasil.

Notisul: O que precisamos para realmente sair da crise?
Leonardo: Diante disso, pergunto até onde vai essa crise? Há uma luz no fim do túnel? Rapidamente digo que sim e começo a delinear a causa da minha resposta. Só de início atualmente temos uma tendência de inflação e juros menores… e esses fatores são instrumentos para que se volte o investimento, e também uma maior estabilidade econômica, capacidade de instalação de indústrias, ou seja, a cada dez máquinas que se tem em um parque industrial, apenas sete estão em uso, as outras três estão paradas por falta de demanda. Isso por falta de novas compras nos setores de comércio e de serviços, e isso abre margem para que, assim que retomamos o crescimento, não precisamos mais investir em novas máquinas. Com essa planta industrial já pronta, a situação fica muito melhor. Esse fator nos auxilia.

Notisul: O que pode ser auxiliado neste processo de crescimento. O brasileiro ainda sofrerá muito?
Leonardo: A taxa do câmbio, o dólar, também é mencionada nestes encontros. Atualmente, ainda é muito superior àquela de dois ou três anos. E isso tem feito que ocorram menos importações, que as pessoas tragam menos produtos do exterior, viagem menos para fora do país e voltem a aquecer a economia brasileira. Isso é outro fator que nos auxilia no processo de recuperação. Além disso, há outra variável: a expectativa de investimentos que vem de fora. Em 2014, chegamos a uma das menores entradas de capitais e agora, começamos a voltar a ter o crescimento desses capitais. Podemos aproveitar dos recursos que vem do exterior para poder retomar o aquecimento da economia brasileira.

Notisul: Quais recursos são esses? De onde vieram?
Leonardo: Esses recursos, em 2014 fecharam em 68 bilhões de dólares em investimentos vindo do exterior, e hoje temos uma tendência para 72 ou 73 bilhões. Um incremento de cinco bilhões que se espera vir para o Brasil. É um fator interessante e, com isso, temos uma percepção de mercado em mudança. Se analisarmos o índice Ibovespa nos últimos três meses nós temos crescido. Tanto este índice tem vindo de um aumento significativo, quanto como o valor das empresas transacionadas em bolsa. E isso nada mais é que uma percepção que o Brasil está voltando a crescer. Outro indicador seria a percepção do grau de risco no país: de investimento. Temos um conjunto de fatores, os quais sabemos que nos levará a uma retomada da economia brasileira. Vivemos um grande período da estagnação e para se ter essa melhora será em um processo gradual. Ela não virá de uma hora para outra, mas já começa ainda neste ano. Ainda não temos clareza quando será, mas acredito que no próximo semestre teremos um pouco mais de visualização com a retomada de empregos, na venda das indústrias e no comércio.

Notisul: Quem integra a Facisc?
Leonardo: A Facisc, atualmente agrega 146 associações empresárias, onde temos 34 mil empresas que compõem o sistema Facisc. O trabalho desenvolvido é colaborar com os empresários no sentido de capacitação, integrá-los para discutir os problemas, tentar solucioná-los em conjunto. Ela atua junto ao poder público, associações e federações, sempre tomando posicionamentos e opiniões sobre os fatos que ocorrem constantemente.

Notisul: A confiança aumentou por parte dos empresários ou população?
Leonardo: Nos últimos meses, vimos que o empresariado catarinense está mais confiante para a retomada do crescimento. As próprias famílias estão consumindo mais. Além disso, o Estado não aumentou os impostos assim como ocorreu em outras 21 Unidades da Federação. E como estamos em um cenário de retomada de crescimento da economia e investimentos, os empresários sempre colocam na conta os custos, quanto será para produzir e vender. Quando analisamos o mapa do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação), estamos com uma alíquota interna de 17%, enquanto outros Estados estão com 17, o Rio de Janeiro chega a 19%. Como fator positivo com a capacitação de investimentos, a empresa vai analisar, ‘se pago menos impostos então trarei recursos e mais benefícios para esta região. Não temos tanta diferença em termos de competitividade e estrutura política para com o Sudeste, por isso é um ponto a se analisar.

Notisul: Santa Catarina foi o último Estado a ter problemas com a crise. Será o último a sair dessa situação adversa?
Leonardo: Temos conhecimento de empresas vindo se instalarem em Santa Catarina, como é o caso da Kelloggs comprando a Parati, um investimento do exterior. Há um conjunto de fatores que estão nos fazendo enxergar que o Estado tem tudo para sair primeiro dessa crise. Quando realmente estivermos na retomada do crescimento poderemos verificar que não temos tantos gargalos para resolver e se enfrentar como os demais Estados que passaram por dificuldades maiores.

Notisul: Quais seriam esses gargalos?
Leonardo: Sempre citamos que as melhorias seriam no setor de infraestrutura, que traria mais competitividade em um todo. Apesar de elencarmos esta questão, sabemos que Santa Catarina, hoje, é um dos poucos que ainda investem nessa área. Há Estados que estão correndo para pagar a folha de pagamento e nós estamos a todo vapor fazendo obras. Porém, esses gargalos que precisam ser sanados não são apenas no Norte, na região Oeste ou ainda no Sul, mas em todo o Estado.
No ano passado, a Cidade Azul sofreu com a falta de postos de trabalho, foram mais de 600 vagas, seguido por Laguna e posteriormente Imbituba. Entretanto, não foram todos os municípios que tiveram essas baixas, Braço do Norte e Jagurauna, por exemplo, criaram importantes vagas de emprego. O crescimento não foi significativo, mas foram perceptíveis.

Notisul: Quais são as propostas econômicas
Leonardo: Esse emaranhado de situações na política tem afetado nas decisões dos empresários para com os investimentos. Além disso, quando se trata de criar cenários mais favoráveis para os negócios, temos que passar por alguns processos para a criação de empregos e realização de investimentos, os quais podemos citar a Reforma da Previdência e Trabalhista, que são alguns pontos importantes a serem tocados. Não são atos simples, mas é necessário ter a consciência que temos problemas e que devem ser solucionados da melhor forma possível, para que volte a criação de novos empregos.

Notisul: Essas Reformas não devem ser levadas à população e só aí serem construídas?
Leonardo: As Reformas da Previdência e Trabalhista não são temas recentes, mas são postergadas desde 2002, quando já foram diagnosticados problemas financeiros. Elas não são nada simples de se resolver, e é necessário o debate, os pingos nos ‘is’ devem ser colocados para daqui para frente termos uma mudança. E qualquer modificação afeta a vida das pessoas de forma positiva ou negativa, mas temos que pensar em um conjunto de fatores, por exemplo, em 2050, mais de 40% da população será idosa. Acredito que durante o ano teremos grandes debates.

Profissionais da educação aderem à greve geral

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Decidida em assembleia do Sintermut, paralisação ocorre em março. 

Tubarão

Os profissionais da educação de Tubarão decidiram quinta-feira à noite aderir à greve geral de 15 de março contra a proposta de reforma da Previdência Social, apresentada pelo governo federal. Os trabalhadores também devem incluir na pauta da manifestação a mudança de regime jurídico promovida pelo governo de Joares Ponticelli, que passou os servidores municipais de celetistas para estatutários.

A decisão ocorreu durante a assembleia geral extraordinária convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut). Na paralisação das atividades em março, os servidores irão se reunir às 9 horas em frente à antiga rodoviária, de onde seguirão em passeata até o museu Willy Zumblick, no Centro.

Eles devem aproveitar também para distribuir panfletos à população informando das pautas de reivindicações. De acordo com a presidente do Sintermut, Laura Isabel Guimarães Oppa, a proposta de greve foi aprovada por unanimidade pelos aproximadamente 45 servidores presentes à assembleia.

Durante a reunião de quinta-feira à noite, os trabalhadores analisaram ainda um parecer jurídico que pode servir de jurisprudência na denúncia que o grupo apresentou ao Ministério Público tentando reverter a reforma no regime dos celetistas.

Na sexta-feira, os servidores tiveram uma conversa com o promotor responsável pelo caso. Ele prometeu reler o processo e dar um retorno em até 10 dias. O Sintermut defende que a mudança de celetista para estatutário seja opcional, e não obrigatória como é a partir de agora.

Mais uma lotérica é alvo dos vagabundos

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Ladrão parece mesmo nascer em árvore, o raça ruim para dissipar do mapa. A polícia prende um hoje, dois surgem amanhã.

Rafael Andrade
Tubarão

As lotéricas têm sido o maior alvo dos bandidos nos últimos dias na região, e os funcionários desses estabelecimentos ligados à Caixa Econômica Federal estão receosos com este tipo de ação, já que em todas as invasões há registro de violência por parte dos vagabundos que chegam sempre armados. Desta vez, o alvo foi a Lotérica Às de Ouro, no maior bairro da Amurel, Oficinas, em Tubarão. A Polícia Militar está à procura dos bandidos desde esta sexta-feira. O assalto ocorreu por volta das 11h30min desta sexta.

No dia anterior, a Lotérica Jaguaruna, no centro da Cidade das Praias, foi o alvo. Na semana anterior, a lotérica de Capivari de Baixo foi invadida, e também a Lotérica Ponto da Sorte, na rua Lauro Müller, em pleno centro da Cidade Azul. A Polícia Civil, com apoio de informações da Polícia Militar, chegou a prender dois envolvidos dos casos de Capivari e da Lauro Müller. Mas parece que os bandidos estão se multiplicando, principalmente na maior cidade da Amurel, que já beira as 110 mil pessoas, e apresenta, neste ano, altos índices de roubos e furtos.

O motivo deste acréscimo pode estar ligado à crise econômica e às constantes apreensões de drogas pelas autoridades. Uma vez que o entorpecente é tirado de circulação, o dinheiro do tráfico precisa circular, então laranjas e adolescentes, principalmente, praticam os crimes e atos infracionais, respectivamente.

Até quando? Talvez quando houver mais rigidez nas leis previstas no Código Penal, talvez quando o Estado fornecer melhores condições de ensino público às crianças, adolescentes e jovens de baixa renda, com possibilidade de bolsas de estudo no ensino superior com menos burocracia, por exemplo, talvez quando os grandes empresários do país se tocarem que o sistema privado precisa intervir, de vez, no amparo às questões de carência social, como educação, saúde e segurança pública, em forma de parceria contínua com o poder público, talvez quando, em vez algemar e camuflar todas essas questões, abraçamo-nas. #somostbmresponsáveis.

Tiros em praça mostra rixa entre primos

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Briga na quinta-feira à noite é marcada por conflito de versões entre membros de uma mesma família. 

Sangão

Uma briga na manhã da última terça-feira em Sangão envolvendo um ex-prefeito do município ganhou novos capítulos nesta quinta-feira à noite. Em um novo confronto, na principal praça da cidade, foram disparados tiros de arma de fogo.

O desentendimento de terça pôs em lados opostos membros de uma mesma família. De uma parte, o ex-prefeito de Sangão Antônio Mauro Eduardo, 58 anos, e do outro o seu próprio primo, Luciano Braz Eduardo, 38. O motivo da rixa é incerto: enquanto Mauro fala em divergências políticas nascidas da eleição suplementar que vai escolher o novo prefeito de Sangão em 2 de abril, Luciano nega. Em sua versão, o caso começou por problemas particulares.

O episódio mais recente, de quinta-feira à noite, também se tornou uma disputa de narrativas, e caso de polícia. Cada um dos lados tem a sua versão. A Polícia Militar esteve no local da briga, mas não encontrou sinais de confronto, nem testemunhas dispostas a contar o que viram. Luciano, por sua vez, afirma que desde terça-feira era ameaçado por Mauro e os filhos Marcos, 28, e Ricardo, 24. Ele, que é chefe de gabinete em Sangão, estava com o pai Braz Eduardo, 64, assistindo a sessão da Câmara, como faz toda quinta-feira.

Luciano conta que na saída o grupo de Mauro estava à sua espera para um acerto de contas. Houve uma briga do lado de fora, mas ele e o pai decidiram ficar na Câmara até os ânimos se acalmarem. Quando iam para casa, os dois, que seguiam no carro de Luciano, encontraram Marcos e Ricardo sentados na praça central da cidade. Luciano diz que aproveitou e pediu para eles interromperem a rixa. Foi aí que, segundo o chefe de gabinete, um dos rapazes tentou agredi-lo, foi até outro carro, sacou um revólver e começou a atirar.

Era por volta das 20 horas, e a praça estava movimentada. Na versão de Luciano, um dos tiros pegou na porta de seu Chevrolet S10. “Respondi em legítima defesa. Foram seis tiros de cada lado”, afirma. Ricardo é quem teria atirado. Na sexta à tarde, Luciano foi à delegacia de Jaguaruna prestar depoimento e entregar a arma.

Família de Antônio Mauro diz que não reagiu a tiros
Marcos confirma que esteve com o irmão na Câmara, até o momento da briga, com a qual eles não teriam nenhuma relação. De lá foram até a praça buscar a irmã Patrícia, 20, que estava saindo de sua clínica odontológica. Foi quando Luciano e o pai chegaram e teriam dado início à discussão. Ricardo teria segurado a porta do carro para que Luciano não saísse. Nesse momento, afirma Marcos, o Luciano teria começado a atirar contra eles.
Marcos e Ricardo conseguiram se esconder, mas Patrícia, em pânico, teria ficado no meio da estrada, entre Luciano e o Sandero, de Ricardo. Mauro estava em outro bairro fazendo campanha e garante que os filhos nem mesmo possuem armas. Marcos também nega que eles tenham atirado. Em sua versão, os tiros partiram apenas de Luciano.

Primos divergem sobre motivos dos desentendimentos
Sobre a briga de terça-feira, Luciano diz que começou por causa de uma obra feita por ele em parceira com Mauro em 2015. Luciano cede a mão de obra, enquanto o primo comanda uma empreiteira. O chefe de gabinete diz que não faria um reparo porque, segundo ele, não constaria no contrato. Do bate-boca, partiram para a luta corporal, que terminou com Luciano mordendo o nariz de Mauro.
O ex-prefeito afirma que o desentendimento se arrasta desde que ele saiu do PP e foi para o PSDB. Seu apoio ao candidato rival estaria desagradando a parte da família que ficou no PP.

Região já está em clima de festa

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Deste sábado a terça-feira, há várias opções, inclusive um bloco só para crianças.

Tubarão

À procura do que fazer no Carnaval? Pois a nossa região já está em clima da maior festa do país e tem opções para todos os gostos.
Em Laguna, que faz o principal Carnaval do Sul, a festa se concentra no Mar Grosso. Até segunda tem trio elétrico a partir das 18 horas. Às 20 horas deste sábado, quem desfila é o Bloko Rosa. A festa segue até as 4 horas. Tem ainda o Camarote Skol Babalaô, de sábado a segunda. Na Prainha do Farol de Santa Marta, a festa começa às 20 horas deste sábado. No domingo tem o Bloco da Pracinha às 17 horas no Magalhães e Mar Grosso. Segunda-feira é dia do Bloco Pangaré, que começa às 16 horas e sai para a avenida depois das 22 horas. Ao todo, 350 mil foliões devem pular o Carnaval nesses cinco dias de folia.

Com expectativa de receber 60 mil foliões durante os quatro dias de festa, Imbituba se prepara para um dos carnavais mais procurados do Sul do Estado. Os blocos estão prontos para desenvolver uma programação com muita música, shows, presenças vips e animação. No sábado tem Tatuíras da Folia e Botequim Folia. A festa segue no domingo com o Bloco da Eskina. Segunda é a vez do Bloco de Sujos e do Bloco Levados. As atrações começam a partir da tarde. Para os foliões que não estiverem nos blocos e quiserem prestigiar o Carnaval popular no Pavilhão Municipal de Eventos, diversas bandas estão animando a festa, que tem entrada gratuita e abre os portões a partir das 23h30min, de sábado a segunda.

Em Jaguaruna, uma das principais atrações é o Bloko Levada Louca, no domingo, a partir das 22 horas. A festa vai ser na Praia Arroio Corrente e terá música para todos os gostos.

A 2ª edição do Blokinho Rosa vai marcar a festa em Tubarão. Brincadeiras, pinturas faciais, adereços e muita música já estão confirmados para animar a criançada. A grande novidade deste ano é a premiação para as três melhores customizações de abadás. Os pequenos foliões poderão desfrutar de água, refrigerante, algodão doce e pipoca, que serão distribuídos durante a folia. O Blokinho será no Puppy Play do Farol Shopping das 17 às 20 horas desta terça-feira. As crianças ainda ganharão bônus de R$ 30,00 para se divertir no Puppy Play na semana posterior ao evento.

A Universidade Inovadora

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Mauri Luiz Heerd
Reitor da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul)

A Universidade Inovadora é consequência de duas revoluções acadêmicas. Uma, ocorrida no final do século 19, tornou a pesquisa a segunda missão da Universidade, para além do ensino que historicamente a Universidade vinha fazendo. Outra, ocorrida na segunda metade do século 20, tornou o desenvolvimento econômico e social das regiões onde atua, a terceira missão da Universidade. Esta nova missão aproxima a universidade das demandas da sociedade onde está inserida, tornando-a um importante vetor do desenvolvimento econômico e social regional.

O atendimento concomitante das três missões exige maior interação da Universidade com as empresas, o governo e as comunidades. Exige, ainda, uma série de realinhamentos da Universidade, que incluem novos entendimentos e métricas para as missões tradicionais do ensino e da pesquisa; mudanças organizacionais mais adequadas para colaborações interdisciplinares e com parceiros comunitários, governamentais e da indústria; novos modos de governança e de gestão; novas capacidades institucionais; entre outros.

No Brasil, o conceito de Universidade Inovadora começou a se popularizar apenas há pouco mais de uma década; inicialmente, por conta da Lei de Inovação de 2004, vinculado à propriedade intelectual e transferência de tecnologia (pesquisa para promover a inovação).

Apenas recentemente o escopo se ampliou. Já não basta promover a inovação, mas também é preciso ser inovadora, o que pressupõe inovar no ensino, na pesquisa, na extensão e na gestão da Universidade. Pressupõe, ainda, maior contribuição da Universidade para o desenvolvimento do seu entorno, ao mesmo tempo que mantém sua própria sustentabilidade.

As atitudes inovadoras devem estar nas pessoas, na organização e nas relações da Universidade com o entorno. Uma Universidade Inovadora é aquela orientada para a inovação e o desenvolvimento de uma cultura empreendedora, seja no âmbito acadêmico (alunos, professores, pesquisadores e extensionistas), de gestão da própria Universidade, seja na relação da Universidade com o seu entorno (governo, setor produtivo e sociedade). Inclui uma maior reponsabilidade pela geração e aplicação do conhecimento e o acesso às fontes externas de financiamento como alternativa para a sua sustentabilidade.

A Universidade precisa ser inovadora e promover a inovação. Em primeiro lugar, temos que fazer nossa gestão diferente e melhor a cada dia, precisamos nos reinventar a cada dia. Isto é ser uma Universidade Inovadora. Em segundo lugar, temos que promover a inovação com aprendizagem significativa e relevante para nossos estudantes. É conectarmos nossas pesquisas às realidades concretas da cidade, da região. É termos uma extensão que promova práticas, projetos que gerem valor agregado. Isso é promover a inovação.

A Unisul é uma Universidade Comunitária e, como tal, tem o permanente desafio de ser uma Instituição inovadora que lidere e participe dos ecossistemas de inovação nas regiões de inserção. Esse é o caminho adequado para a perenidade institucional e a promoção do desenvolvimento humano, cultural, econômico e social dos espaços em que vivemos. Isso pressupõe densidade e profundidade na compreensão dos desafios, coragem para tomar as atitudes necessárias, relação de transparência e compromisso com o bem da Instituição, das pessoas e da sociedade.

Amor de proteção

Amar satisfaz um anseio, um desejo de oferecer ternura ao outro. Ser amado preenche uma outra necessidade: o de ser amado e apreciado. Amar a si é um tipo especial de realização; ser amado é uma recompensa recebida. Os princípios que explicam como escolhemos os nossos companheiros são baseados na interação entre as características de uma pessoa e na apreciação dessas mesmas características pelo outro. Amar e ser amado não é o único prazer na relação de um casal maduro, existe também a satisfação de proteger, ajudar e orientar o outro. Isto transmite muita segurança e confiança. (A Mente Maravilhosa).

Fuzil do Exército é recuperado em megaoperação

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Publicado às 20h43min desta sexta-feira (24-2-2017)

Criciúma

O fuzil roubado de um soldado do Exército na noite desta quinta-feira (23), no pátio do Quartel do 28º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC), em Criciúma, foi encontrado no fim da tarde desta sexta-feira (24). A arma foi localizada por volta das 17 horas na região da grande Próspera, em uma ação realizada pelo Exército, Polícia Militar e Polícia Civil. Os envolvidos foram presos, mas as autoridades ainda não divulgaram detalhes acerca do crime.

Os criminosos tiveram a audácia de levar um Fuzil Fal 762 roubado de um soldado que realizava vigilância no Quartel. Quatro homens cometeram o assalto e chegaram a ferir o militar. Ele foi encaminhado ao Hospital São José com ferimentos em uma das mãos e teria, inclusive, perdido a ponta de um dos dedos.

Morre médico psiquiatra Benhur Xavier Porto

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Publicado às 20h26min desta sexta-feira (24-2-2017)

Rafael Andrade

Tubarão

Um dos profissionais mais conceituados da psiquiatria no Estado, dr. Benhur Xavier Porto, morreu aos 62 anos vítima de infarto nesta sexta-feira (24). Ele era casado com Fátima Santos Porto.

Ele tinha consultório na região da Vila Moema, em Tubarão. Benhur, formou-se em Medicina pela Universidade de Passo Fundo (UPF), na turma de 1987, portanto completaria 30 anos de atuação em 2017. morava e trabalhava em Tubarão, onde constitui família. Deixou dois filhos, Giscard Porto, que ingressou ao mesmo curso de ensino superior que o pai, no segundo semestre de 2012, só que pela Unisul, na Cidade Azul, e Gabriel Porto, que também cursa Medicina na mesma universidade que o irmão – ingressou no ano passado.

“Os pais e mães devem cuidar melhor dos seus filhos. É importante ter um acompanhamento, conversar para que eles não tomem o caminho errado. As causas da depressão são multifatoriais. Ela tem um fundo genético que pré-dispõe as pessoas. E, quando elas se defrontam com problemas sociais, familiares, no trabalho, perdas, não conseguem lidar com estes sentimentos, e após algum tempo começam a apresentar os sintomas depressivos”, disse Benhur em uma entrevista especial ao Notisul publicada na edição do dia 24 de março de 2012

Perfil

O médico Benhur Xavier Porto era natural de Passo Fundo (RS). Era um apaixonado pela profissão. Antes de se tornar psiquiatra, Benhur atuou por dez anos como clínico na emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão. Depois, estudou em Porto Alegre, no Instituto Abuchain de Psiquiatria, onde se especializou na área. Há 12 anos trabalha como psiquiatra e chegou a atuar no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da prefeitura da Cidade Azul. Também se especializou em dependência química pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em breve, outras informações.