quinta-feira, 21 maio , 2026
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Família agradece apoio dos leitores

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Tubarão

"Foi uma vitória de Deus e dos anjos que nos ajudaram", resume a dona de casa Solange Trocade dos Santos, moradora do bairro Fábio Silva, em Tubarão. Ela fez questão de acionar a equipe de reportagem do Notisul ontem e mostrar a nova casa que vive com os três filhos, de 10, 12 e 15 anos, e o marido, João Carlos Martins Magalhães. É um imóvel locado, como era o outro, mas, em junho deste ano, quando o jornal mostrou a história angustiante que vivia a família, à beira de ser despejada, o marido sem trabalho, ela doente e com depressão suicida diagnosticada, os filhos sem calçados para ir à escola…

As dificuldades eram muitas, ainda são, mas reduzem gradativamente. Tudo porque há pessoas boas, como o Caio, o Júnior, o Lucas, as funcionárias das UTI Neonatal do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) – todos citados por Solange. E muitos outros voluntários, que até preferem ficar no anonimato, mas serão lembrados, ou por meio de alguma citação em uma matéria de agradecimento social, como esta, "ou pelo nosso Senhor Deus, que trouxe esses anjos a nós. Ganhamos o pagamento do aluguel de uma nova casa, até que meu marido conseguisse um emprego de carteira assinada – e já teve este bênção, há cerca de 40 dias -, roupas de cama, alimentação, amor…", eterniza Solange.

Profissionais da Fundação de Desenvolvimento Social de Tubarão realizam o acompanhamento do caso. "Visitamos a família constantemente. Conseguimos dispor, naquela época que corriam o risco de ser despejados, de duas cestas básicas. Agora, com o marido trabalhando, ás dificuldades serão sanadas aos poucos. Vamos continuar o apoio", garante a coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Oficinas, Bianca da Silva Marcelino.

Contato
Quem ainda quiser ajudar a família, basta ligar: (48) 9661-4178 (Whatsapp).

Após 1 falta, 4 candidatos terão 2ª oportunidade na TV

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Tubarão

Eleitores de Tubarão terão uma segunda oportunidade de ver e ouvir o que pensam os candidatos a prefeito da Cidade Azul. No próximo dia 25, último domingo antes das eleições, a Unisul TV, canal aberto, trará mais uma discussão entre os postulantes ao cargo. No primeiro debate, na última segunda-feira, o ex-chefe do executivo no município por dois mandatos consecutivos (2000 a 2008), Carlos José Stüpp (PSDB), não compareceu. A data do embate do candidato tucano com Edi da Farmácia (PSC), Joares Ponticelli (PP), e Olavio Falchetti (PT), inicialmente prevista para o último domingo – 21/8 -, mudou para segunda – 22/8 -, mas previamente comunicada, segundo o diretor da Unisul TV, Ildo Silva da Silva, por meio de ofícios, entregues aos assessores dos políticos. Para ocorrer tudo dentro das normas técnicas e legais, reuniões com representantes da emissora e dos partidos foram executadas. A justiça eleitoral impõe as regras.

Stüpp afirmou, em matéria veiculada ontem no Notisul, que a mudança de data no primeiro debate televisivo não foi comunicada “em tempo hábil” para que desmarcasse seus compromissos, por isso faltou. Sua ausência foi um dos fatos mais comentados na cidade no dia seguinte. O jornal publicou que o tucano não teria sido comunicado da mudança, o que não é correto, tendo em vista o documento que o próprio representante do candidato assinou. Segundo Ildo, a data do debate foi transferida, em comum acordo com os assessores dos candidatos. O motivo foi a cerimônia de encerramento das Olimpíadas.

O próximo debate no canal tubaronense será entre os postulantes a prefeito de Braço do Norte, neste domingo, às 20h30min, via transmissão em rede com a emissora ARTV, que tem sede em Araranguá, mas possui uma filial na Capital do Vale.

Uma estação de rádio da cidade também fará a reprodução. Também haverá veiculação via internet. O mediador será o jornalista Rafael Matos.

Pista da Arena recebe 200 atletas

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Jailson Vieira
Tubarão

O paulista Denis Pitigliane, 20, é um dos favoritos ao título na categoria ‘amador’ do 1º Campeonato da Pista Estilo Plaza, que será disputado na pista de skate do bairro Vila Moema, em Tubarão. A competição ocorre amanhã, a partir das 9 horas. As disputas rolam até o fim da tarde. A expectativa é que mais de 200 skatistas participem nas classes mirim, iniciante e amador.

Pitigliane reside na Cidade Azul há uma década. Iniciou sua trajetória no esporte radical aos 4 anos, incentivado por dois irmãos mais velhos e, desde então, o amor pelo ‘brinquedo de quatro rodas’ só cresceu. “Este será o primeiro evento nesta pista, mas, apesar de ser um campeonato, não entro para competir, busco dar o meu melhor e, se não alcançar o resultado, partimos para outra. O skate é um estilo de vida, uma diversão e também um trabalho. Na competição de sábado (amanhã), o bom será reencontrar amigos de diversos lugares do Brasil”, destaca.

São esperados atletas de diversas regiões de Santa Catarina, também dos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. “Faltava uma competição como esta para Tubarão. Acredito que este campeonato dará um ‘up’ à cidade, que necessitava de eventos como este. Os mais disputados no cenário nacional no skate brasileiro são em Belo Horizonte e em São Paulo, porém, a Cidade Azul não deverá nada a ninguém a partir de agora”, enfatiza o paulista. 

Denis já participou de mais de 100 disputas oficiais e foi premiado em boa parte deles. Nos últimos anos, conquistou o Catarinense na categoria amador, campeão regional Sul – Brasileiro do Red Bull Minimania, em Curitiba, e vice-campeão nacional no mesmo campeonato, em Belo Horizonte. Não há limite de idade para participar. A inscrição pode ser feita minutos antes das manobras.

Estrutura de ‘gente grande’
A nova pista de skate estilo Plaza é considerada um lugar de ‘encher os olhos’ pela maioria dos skatistas. O projeto foi desenvolvido pela Secretaria de Urbanismo da prefeitura e pela Associação Tubaronense de SkateBoard (ATSB). É uma área de 1.956 metros quadrados, à disposição para receber atletas da região, ser palco de campeonatos e apresentação de profissionais.

Pela humanização da medicina

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“A  medicina não é apenas uma ciência, mas também a arte de deixar a nossa individualidade interagir com a individualidade do paciente”. Tais palavras de Albert Schweitzer – teólogo, músico, filósofo e médico alemão – fazem com que reflitamos a respeito da relação médico/paciente. Essa reflexão se faz necessária para que possamos lutar juntos, de maneira mais efetiva, pela humanização da medicina. Acredito que um médico competente nasce quando um indivíduo, com o intuito de ser um agente de transformação social, decide escolher a carreira médica como profissão. 

Penso dessa forma porque entendo que um médico não pode se restringir a ser apenas um “tratador de órgãos”. Mais do que enxergar órgãos e tecidos, ele precisa agir de forma humanitária, porque, agindo assim, poderá avistar a alma do paciente e, consequentemente, poderá interagir com a individualidade do cidadão que procura um atendimento. Ademais, ninguém vai ao médico por estar com a saúde em dia. Em função disso, por ocasião de uma enfermidade, o paciente, certamente, desejará ser acolhido, e não maltratado.

Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina, propostas pelo Ministério da Educação (MEC), o médico, após concluir o curso de graduação, precisa saber interagir adequadamente com seus colegas de trabalho, seus pacientes e seus familiares. Além disso, tais diretrizes exigem que o médico saiba se colocar no lugar do paciente e agir de forma humanitária. Ademais, se o indivíduo optou pela carreira médica, mas evita o contato com as pessoas ou age de forma grosseira em um atendimento, talvez não tenha nascido para compreender a alma alheia. 

Atualmente, não só os pacientes, como também a classe médica e a própria comunidade estão fechando o cerco contra os profissionais que teimam em não exercer a medicina de forma adequada e responsável. Prova disso foi a recente revolta, nas redes sociais, contra o médico Guilherme Capel Pascua que debochou de um paciente em virtude da linguagem adotada pelo mesmo, quando procurava atendimento. Tal fato repercutiu pelo país inteiro. Para que a medicina, portanto, torne-se cada vez mais humana, faz-se necessário que os médicos estejam cada vez mais próximos da comunidade. Isso porque, para desenvolver uma boa relação médico/paciente, mais do que olhar nos olhos do paciente, é preciso que o médico saiba compreender a alma do indivíduo que procura um atendimento.

O sul catarinense e a história do seu desmatamemento

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A atual paisagem do sul de Santa Catarina é resultado, sobretudo, da grande imigração italiana ocorrida no fim do século 19 e início do século 20. Uma das maneiras de compreender os fatores do desmatamento na região é por meio da história ambiental, uma metodologia que possibilita compreender as ações humanas e seus impactos na natureza através dos tempos. Até o século 19, a Itália era dividida em diversos reinos com diferentes leis e senhores. Os privilegiados proprietários arrendavam as terras e exploravam os camponeses. As condições de vida dos agricultores italianos eram difíceis, marcadas pela miséria e a insalubridade. As dificuldades político-econômicas causaram desestruturação na sociedade do período, forçando os camponeses a emigrar.  

Milhares de italianos se aventuraram em uma viagem até a América para realizar o sonho de ser proprietários de terras, fazer fortuna e garantir uma vida com mais conforto para a família. É fato que o governo brasileiro e as empresas de colonização não cumpriram totalmente com as promessas feitas aos colonos, porém, a determinação e a falta de opção dos imigrantes os forçaram a trabalhar e tentar progredir em condições adversas. No fim do século 19, por meio de iniciativas governamentais e privadas, foram criadas diversas colônias para imigrantes italianos na região sul de Santa catarina. Este período também representa uma extrema e infeliz guinada para a história da natureza local. A introdução de colonos europeus provocou um acelerado desmatamento das florestas, ocasionando desequilíbrio e conflitos socioambientais. De acordo com o padre italiano Luigi Marzano, que esteve como missionário na região, a coivara – queima da vegetação para adubagem da terra com as cinzas – era um sistema utilizado para o plantio nas colônias. No século 20, o ambiente foi ainda mais exaurido em seus recursos com a extração do carvão mineral. Em resumo, a história da colonização italiana no sul catarinense é também uma história de devastação ambiental.

Atualmente, precisamos reconsiderar a colonização sob uma perspectiva que extrapole o discurso oficial e memorialístico. A vegetação nativa da região sul do estado sofreu notáveis alterações ao longo do tempo, onde a vegetação nativa cedeu lugar às lavouras e habitações – observadas como símbolos do progresso e do triunfo humano sobre a natureza. Os imigrantes não avaliaram os ganhos futuros proporcionados pela preservação, porém, seus descendentes podem entender a história e projetar um futuro mais sustentável.

Hoje, os movimentos migratórios, a agricultura e a criação de animais precisam ser repensados sob a crítica da história, pois os recursos são finitos e a sustentabilidade na nossa relação com a natureza se faz urgente. Afinal, o equilíbrio no uso dos recursos naturais é fundamental para a continuidade da trajetória humana no planeta terra.

PM que confessou assassinato vai a júri em 28 dias

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Imbituba

O ex-subtenente da Polícia Militar de Imbituba, Ênio Sebastião de Farias, 53, irá a júri popular três anos após ter matado e enterrado a companheira em uma praia na cidade portuária da região, em abril de 2013. Ele confessou o crime passional praticado contra a professora Hannelore Sievert, 40.

O tribunal está inicialmente agendado para o dia 22 de setembro, às 9h30min, no Fórum de Imbituba. O réu confesso está recluso desde o dia 19 de abril de 2013, quando foi pego flagrado ao escapar para o exterior. Colegas de Hannelore, das escolas João Guimarães Cabral e André A. de Souza, devem acompanhar o júri, além, claro, da família da vítima, que espera pena máxima ao acusado: 30 anos.

A Polícia Civil desvendou o homicídio praticamente na mesma semana dos fatos. O CrossFox de Ênio foi localizado atolado nos arredores da Lagoa do Timbé, próximo da residência do casal. Estava com avarias na lataria e manchas de sangue no interior. O corpo da professora foi carbonizado após ela ter recebido uma pancada na cabeça desferida pelo ex-policial. Ela morreu em decorrência de um grave trauma cranioencefálico.

Colecionador de armas e munições é preso

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Rafael Andrade
Laguna

Ter armas em casa não é proibido. Basta ser habilitado para utilizá-las e ter a autorização do Exército – órgão fiscalizador e emissor das permissões – para que tudo funcione dentro das leis. O cidadão de bem, aquele que age dentro da ordem pública, pode ter uma, duas, enfim, 500 armas ou mais, claro, tudo dentro das regularidades previstas na Lei 10826/03 do Estatuto do Desarmamento.

Não foi o que flagrou a Polícia Civil ontem, às 8 horas, em uma casa à beira-mar na Praia da Teresa, em Laguna, quando um aposentado de 65 anos, natural da Terra de Anita, foi preso pelas equipes da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Cidade Juliana e da Divisão de Combate a Furtos e Roubos de Tubarão (DCFR), em uma operação que resultou na maior apreensão do ano de armamento, além de artefatos explosivos, como pólvora e dois quilos de chumbo. Militares da 3ª Companhia do 63º Batalhão de Infantaria do Exército, da Cidade Azul, foram acionados pelos policiais civis, e também atuaram na ação, presidida pelo delegado José Davi Machado. O delegado Danilo de Bessa Brilhante coordenou os agentes da DCFR.

“Foram mais de 30 dias de investigação. Conseguimos um mandado de busca e apreensão – expedido pelo Fórum de Laguna – e logramos êxito em mais este trabalho. Localizamos 20 armas, seis irregulares, inclusive uma pistola 9 milímetros – de uso restrito das Forças Armadas -, além de um vasto material, sem autorização, de artefatos e carregadores automáticos. Foi tudo encaminhado à perícia. O acusado disse que é colecionador e afirmou que só praticava disparos em clubes credenciados de tiro”, informa Davi.

A polícia informou que, caso algum calibre e/ou outros detalhes coincidam com as características das armas utilizadas nos últimos homicídios na cidade, o idoso pode ser enquadrado também como suspeito ou coautor. São 12 assassinatos na Cidade Juliana somente neste ano, o maior índice de toda a região, inclusive muito acima do número apresentado em Tubarão: quatro em 2016, maior município da região – com pouco mais de o dobro de habitantes.

O aposentado irá responder pelos artigos 14 e 16 do Estatuto do Desarmamento, posse irregular de arma de fogo e de munição. Ele foi encaminhado, na tarde de ontem, à Unidade Prisional Avançada de Laguna, onde está à disposição da justiça. Não tinha antecedentes.

Estatuto do Desarmamento
O tão discutido Estatuto do Desarmamento, ou a Lei 10826, de 22 de dezembro de 2003, regulamentada pelo decreto 5123 de 1º de julho de 2004 e publicada no Diário Oficial da União em 2 de julho de 2004, que “dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição (…)”, que começou a vigorar no dia 23 de dezembro de 2003, volta à pauta do Notisul após uma semana de um dos assaltos mais audaciosos da região, praticado na Joalheria Quevedo, no Farol Shopping, quando dois ladrões chegaram a disparar em uma vitrine, colocando em risco a vida de funcionários e clientes do empreendimento.

“O que pode parar um homem mau com uma arma? Certamente um homem bom com uma arma”, assim resumiu um dos leitores do jornal nas redes sociais poucos minutos após o roubo. No caso registrado ontem em Laguna, uma das questões levantadas pela própria polícia é que ter armas não é proibido, muito menos colecioná-las ou atirar em clubes de tiro, mas todo o processo é preciso estar devidamente regularizado, mesmo para os colecionadores.

9
anos de prisão. Este é o tempo que o aposentado lagunense pode ser sentenciado pelo crime o qual foi acusado ontem.

Candidatos partem para o corpo a corpo

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Tubarão

A 39 dias das eleições municipais, a disputa pelo voto em Tubarão já entra na fase do corpo a corpo. O tempo ficou reduzido em comparação com as outras eleições, também no horário eleitoral gratuito, que inicia amanhã no rádio e na televisão.

Ausente no primeiro debate televisivo da segunda-feira, o candidato Carlos Stüpp (PSDB) é um exemplo dessa preocupação. “Mudaram o horário de domingo para segunda e não me comunicaram. Nunca furei nenhuma reunião e fui ao compromisso do partido”, afirmou o tucano, que ontem visitava o bairro São Martinho, entre outras ações. O candidato Edi Carlos de Almeida (PSC) visita hoje o Notisul para uma entrevista e, no início da noite, grava para a TV. Amanhã tem reuniões de campanha e com líderes. 

Ainda nesta semana, Joares Ponticelli (PP) participa de caminhadas por alguns bairros e visita empresários e instituições. Olavio Falchetti (PT) participa de homenagens no Exército, grava programas e à noite cumpre agenda nos bairros.

Mutirões de cirurgias serão retomados

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Tubarão

Hospitais de 75 cidades catarinenses e 30 fundos de saúde serão beneficiados com o pagamento de R$ 48,8 milhões, anunciou ontem, em reunião com entidades filantrópicas, o secretário da Saúde do governo estadual, João Paulo Kleinübing. A medida beneficia também o Hemosc e o Cepon.

Os repasses permitirão aos hospitais a retomada do mutirão das cirurgias eletivas. A expectativa é de que até o fim do ano pelo menos 15 mil procedimentos do mutirão sejam realizados. A relação das instituições beneficiadas está sendo repassada ao Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), federação e associação de hospitais, Ministério Público e Assembleia Legislativa.

São R$ 33,3 milhões para os fundos e R$ 10,4 milhões para os hospitais, mas o governo diz que pode haver ajustes. Já a Fundação de Apoio ao Hemosc e Cepon (Fahece), entidade que administra as duas unidades de saúde, perceberá R$ 5 milhões. Os pagamentos cobrem dívidas de procedimentos realizados, aquisição de materiais e medicamentos, serviços de oncologia, incentivos, rede de urgência e emergência. O repasse é gradativo.

A quitação das pendências foi permitida após alteração do inciso 2 do artigo 2º da Lei 16.968/2016, que criou o Fundo de Apoio aos Hospitais, ao Hemosc e ao Cepon. O governo alterou a redação por meio da Medida Provisória nº 207, publicada na quarta-feira da semana passada. O novo texto diz que “no mínimo, 90% dos seus recursos financeiros (serão destinados) para a manutenção ou investimentos e ações de prevenção da saúde pública realizados anteriormente em vigor desta lei ou a serem realizados por hospitais municipais e entidades de caráter assistencial sem fins lucrativos”. 

 

Caso é investigado como negligência

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Kalil de Oliveira
Tubarão

O caso da criança de 8 meses que, segundo a família, recebeu 16 mordidas em uma creche do perímetro urbano de Tubarão está nas mãos da titular da Delegacia da Criança, do Adolescente, de Proteção à Mulher e ao Idoso de Tubarão (DPCAPMI), Vivian Selig. Ontem, a delegada confirmou que o caso será investigado como lesão corporal e negligência por parte da creche. “Ainda é muito cedo. Acabo de receber o caso e só posso dizer que iniciamos as investigações dentro desta linha”, declarou Vivian, que  já conversou com os envolvidos e aguarda o resultado do exame de corpo de delito.

A Fundação Municipal de Educação de Tubarão e o próprio Conselho Tutelar também têm pressa em esclarecer a denúncia. O pai da menina disse ontem que não houve jamais a intenção de trazer problemas às professoras de sua filha e que pede apenas que a prefeitura coloque mais profissionais na sala, que, segundo ele, está muito cheia.  “Minha esposa também é professora e entende a situação. Até quando soubemos que houve mordida, não nos importamos na hora, mas chegamos em casa e ficamos assustados. Contamos 15 mordidas na barriga e uma na perna. Eram três pessoa para cuidar de 16 crianças”, criticou.

A presidente da Fundação, Lúcia Helena Fernandes de Souza, voltou a afirmar ontem que vê o fato com normalidade,  mas também com tristeza. “Todos estão muito entristecidos, nós, a direção da escola e as professoras, mas quem trabalha com escola sabe que a mordida é uma atividade que ocorre de uma forma normal”, avaliou. Segundo Lúcia, todos os profissionais da rede muncipal são qualificados. Nas últimas duas décadas, inclusive, as questões relacionadas aos direitos da criança e do adolescente ficaram mais fortes. 

“Notícia repercutiu mal para professores”, diz presidente
A presidente da Fundação Municipal de Educação, Lúcia Helena Fernandes de Souza, também lamentou que a notícia tenha ganhado tanta repercussão, o que pode causar uma imagem errada da conduta dos professores da rede. Na opinião da presidente, não houve negligência e as professoras não usam celulares no local de trabalho, como se queixaram os leitores. Sobre o número de profissionais na creche, Lúcia ressaltou que cumpre a legislação. O local é amplo, tem duas turmas e um total de 17 crianças aos cuidados de duas professoras e dois auxiliares.
No caso das mordidas, a Fundação, de imediato, pediu um relatório com a assinatura da diretora e do professor da sala. A direção da creche informou que conversou com os pais da menina e da outra criança, um menino de 1 ano e 2 meses, responsável pelas mordidas. Disse ainda que não houve corte e que a criança dormia enquanto recebia uma pomada. Na aula seguinte, a vermelhidão já havia sumido. No dia do fato, aparentava que não eram muitas mordidas, três ou quatro.

Para educadoras, condições de trabalho não são apropriadas nas creches municipais
Há quase 20 anos, Juciane Nascimento Domingos atua na área da educação. Ela começou como estagiária na educação infantil em 1994, na rede municipal de Tubarão. Para a professora, as explicações para o caso da creche não têm sido justas com a categoria. “Criticar o professor é muito fácil. O aluno nesta idade não é um computador, um objeto na sala. Criança precisa de um adulto para um atendimento quase individualizado”, analisa a educadora, que há 7 anos atua como presidente da Associação dos Servidores Públicos de Tubarão. “Na verdade, as creches estão com um número excessivo de alunos. Se tivessem duas professoras, isso não teria acontecido”, critica.

O mesmo argumenta a presidente do Sindicato dos Servidores da Rede Municipal (Sintermut), Laura Oppa. Para a professora, se existissem berços individuais e número menor de alunos, a história seria diferente. Pela quantidade de crianças, várias creches dividem os berços entre duas e três crianças.

O sindicato enviou um ofício para a Câmara de Vereadores solicitando uma audiência pública para tratar da lotação nas creches. Segundo ela, a prefeitura pode ampliar um convênio que já existe com escolas infantis particulares para garantir o atendimento sem sobrecarregar a rede municipal. “O conselho municipal de educação também vai se pronunciar esta semana”.


Juciane: “Criticar o professor é muito fácil”