quinta-feira, 21 maio , 2026
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“Não foi covardia, mas cautela”

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Jailson Vieira
Capivari de Baixo

Foram meses de silêncio e anos de uma gestão muito criticada pela oposição, moradores do município e da região. Ontem, enfim, o prefeito de Capivari de Baixo, Moacir Rabelo (sem partido), decidiu falar e com exclusividade para o Notisul. “Fui acusado inúmeras vezes e preferi ficar quieto, porque o silêncio dita mais alto. Não foi covardia, mas cautela. Se respondesse a todas as perguntas, cada palavra podia ser interpretada de uma forma diferente”, avalia.

O atual mandatário capivariense esclarece que assumiu o cargo sem transição de seu antecessor e que teve nesses quase quatro anos muitos percalços, como, segundo ele, a falta de estrutura na prefeitura com materiais sucateados, dívidas que beiravam os R$ 10 milhões e, recentemente, a crise econômica, a qual assola o país. “Passamos por momentos muito difíceis, de vários programas federais que tivemos que arcar com 50% dos recursos.

Espero fechar este mandato, o qual será o meu último na minha história política, com chave de ouro! Quero deixar para o meu sucessor uma gestão diferente com tudo encaminhado, boa infraestrutura, educação em dia, saúde e outras áreas também”, destaca.

Como este será o seu último mandato, Moacir almeja também se aposentar da carreira do magistério e aproveitar a vida com os seus familiares. “Tive muitas decepções políticas, e a partir de 2017 estarei mais perto da minha família. Procurei, em minhas gestões, executar um trabalho de qualidade dentro do município dentro das limitações do orçamento da cidade. Acredito que deixo um bom legado”, afirma.

Como não tem mais ambições na vida pública e está sem filiação partidária, Moacir espera do próximo prefeito muito compromisso, agilidade e que leve o município a patamares ainda não alcançados. “Dentre os candidatos à majoritária, aposto naquele que está menos assessorado por pessoas que não acrescentam, as quais, por experiência, já fizeram parte do meu governo e tiveram que sair por não contribuir como deveriam”, expõe.

Moacir afirma que o município não está na ociosidade
Os últimos anos não têm sido dos mais fáceis para o prefeito de Capivari de Baixo, Moacir Rabelo. Desde 2015, foram inúmeras as ações civis públicas por improbidade administrativa contra o gestor: nepotismo, indisponibilidade de bens, crime ambiental e fraude em concurso, as quais, segundo o prefeito, serão provadas sua inocência. “Tenho trabalhado pelo município, quanto a uma das multas que tivemos estamos buscando a sua redução em 90%”, garante.

Mesmo com a diminuição na arrecadação, o chefe do poder executivo salienta que sempre atuou para as obras e garantir o desenvolvimento do município. “Encontramos problemas nas licitações com a iluminação pública, algumas empresas, desde março, contestam, e somente no mês passado conseguimos, via judicial, garantir o vencedor, daí os trabalhos de manutenção iniciaram no início da semana passada. Melhoramos os problemas com o abastecimento de água e, até o fim do próximo mês, acredito que finalizaremos as operações tapa-buracos”, projeta. O gestor explica que por falta de aprovação do parcelamento de dívidas de gestões passadas, neste ano, na Câmara, o município está sem negativas e perdeu a oportunidade de adquirir uma ambulância e R$ 200 mil, que seriam investidos em camada asfáltica.

Secretária assegura investimentos na educação
Na área de educação, conforme Moacir Rabelo, foi aplicada uma gama especial de atenção, principalmente em reformas estruturais. Cita alguns imóveis que receberam melhorias, como o Centro de Educação Infantil Betildes Silva Xavier, a Dona Tidinha; o Centro de Educação Infantil Osmarina Rodrigues de Souza; a Escola Stanislau Gaidzinski Filho, entre outras, além da construção da Escola Rural do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, no bairro Ilhotinha.

A secretária de Educação e Cultura, Márcia Roberg Cargnin, destaca que as reformas e ampliações têm sido essenciais para atender as crianças dentro dos parâmetros de qualidade da educação infantil. Ela aponta que surgiram alguns problemas, mas a busca pela resolução sempre é encontrada. “Nossos convênios são de R$ 28 mil, e os investimentos em alimentos ultrapassam os R$ 100 mil. Os fornecedores não esperam. Com a crise, o pagamento tem que ser instantâneo. Nos últimos dias, definimos pela não realização do desfile cívico no Centro, por demandar de uma estrutura grandiosa, mas as escolas farão em seus bairros. Não podemos deixar dívidas para a próxima gestão”, planeja Márcia.

Empresa é definida

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Rafael Andrade
Tubarão

Os envelopes com propostas das 13 empresas habilitadas para a elaboração do concurso público para ingresso na prefeitura de Tubarão foram abertos ontem. A empresa Legalle Concursos, de Santa Maria (RS), foi a vencedora, apresentando a melhor (menor preço) proposta. Durante os próximos cinco dias úteis, está aberto o prazo para recursos.

O lançamento do novo edital somente ocorrerá após a contratação da empresa aprovada no processo licitatório. Os cargos e o quadro de vagas sofrerão alterações, atendendo a recomendação do Ministério Público (MP). Para detalhes das vagas e dos cargos previstos, basta acessar o link: migre.me/uBALa. No total, 190 vagas serão disponíveis no certame.

Nesta segunda-feira, a equipe da procuradoria jurídica da municipalidade negou um recurso apresentado por uma das duas instituições que haviam sido desabilitadas à apresentação das propostas e documentação na abertura da licitação, no último dia 20. “Toda a contestação foi analisada e posteriormente negada. Assim, ficou definida a continuidade do processo, que segue todos os trâmites previstos”, informa o secretário de Gestão da prefeitura, Ricardo Alves.

A homologação da vencedora, caso não haja contestação por parte de uma ou mais empresas (derrotadas), poderá ocorrer na próxima semana. A divulgação do edital e período de inscrições deverá ocorrer o mais rápido possível. De todas as participantes, somente uma era de Santa Catarina, o Instituto O Barriga-Verde (IoBV), com sede em Taió, que chegou a organizar o mesmo concurso no primeiro semestre deste ano, mas, por decisão liminar do judiciário da comarca tubaronense, foi suspenso e, posteriormente, cancelado pela própria prefeitura. A maioria das empresas interessadas era de São Paulo. O processo licitatório é acompanhado por representantes do Observatório Social de Tubarão (OST).

Marginal tem trânsito bloqueado

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Tubarão

Com a liberação das duas pistas do viaduto, na BR-101, de acesso aos bairros Sertão dos Corrêa e Cruzeiro, em Tubarão, os operários migraram para a marginal da rodovia, que está trancada para o tráfego neste trecho.

 As camadas asfálticas e o aterro utilizado são retirados para abrir espaço para a via lateral. Dada a geografia do terreno e a construção das bases da passagem, em primeira etapa, o desvio teve a necessidade de ser construído com a cota acima do eixo da rua lateral.

Após o rebaixamento da cota existente, será possível construir a plataforma de pista, assim como a ligação pela parte inferior do viaduto aos bairros. O desvio antigo utilizado pelo tráfego de sentido sul não passará por alteração. Resta a construção de pista para ligar a via lateral à rua Marechal Deodoro (Cruzeiro) até a Estrada Geral Sertão dos Corrêa, passando sob a BR-101.

Esta rua lateral será o final de traçado e ligação com o fluxo de longo curso da rodovia federal, em segmento de travessia de aglomerado urbano, que liga os quilômetros 339 ao 344,8, entre o Morro do Formigão e o bairro São Cristóvão. Esta via ligará três viadutos, uma passagem de pedestres – já concluída, e uma passarela em construção. A pista faz ligação entre indústrias, empresas de transportes de carga, postos de combustíveis e entrepostos comerciais, e é indispensável para a mobilidade dos moradores lindeiros.

Cirurgia pode salvá-lo

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Tubarão

Tudo é cada vez mais frágil na curta história de vida de Bernardo, bebê de somente 4 meses, de Tubarão. Com um problema decorrente de uma infecção hospitalar e ainda muito debilitado, o menino precisará passar por uma cirurgia que tenta reverter a expansão de um buraco no coração. O SUS até oferece o procedimento, mas pode demorar um ano. Na rede privada custa cerca de R$ 4 mil.

A mãe de Bernardo, Moniele da Silva Teixeira Espíndola, 23, começou uma campanha ontem para cobrir os custos. Por orientação da médica cardiologista, a mulher já agendou com um hospital em Curitiba e corre contra o tempo.

Bernardo é o segundo filho do casal que mora no bairro São Clemente. Ele tem um irmãozinho de 4 anos. O marido, Valério Espíndola Silvano, 24, corre o risco de ser demitido devido às faltas no trabalho de entregador. Já Moniele conseguiu dispensa para cuidar de Bernardo, mas terá que passar por perícia na agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Cidade Azul, no próximo dia 23.

“A cada dia, o coração dele fica mais acelerado. Meu filhinho está com dificuldades para respirar, precisou do auxílio de oxigênio. Fico o tempo todo ao seu lado. Não consigo nem dormir”, desespera-se Moniele.

Contato
Para quem pretende ajudar, basta contatar diretamente a mãe de Bernardo, por meio do telefone (48) 9908-4798 (WhatsApp).
 

Estudantes ajudam a proteger nascente

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Orleans

Alunos da Escola Martha Cláudio Machado, na comunidade interiorana de Brusque do Sul, em Orleans, participaram nos últimos dias de um mutirão de plantio de mudas de árvores. Integrantes do Comitê da Bacia do Rio Tubarão nortearam o grupo durante o ato, que tem como foco a proteção de mais uma nascente que compõe o complexo de rios na região.

Vinícius Bombazar, que completou 10 anos nesta semana, recebeu um presente – quase uma missão: a possibilidade de plantar árvores nativas em uma nascente ainda desprotegida, na propriedade do primo, Clésio Bombazar, e entrar para a história, junto com a sua turma de escola, por ter contribuído em um projeto ambiental importante.

Vinícius é aluno do 5º ano da Escola Martha Cláudio Machado. A unidade fica próxima da zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra Furada. A professora da turma, Evandra Rabelo Bombazar, é esposa de Clésio, e convenceu o marido a permitir que o Comitê do Rio Tubarão doasse as mudas necessárias para a recuperação da nascente, com a condição de que o local fosse cercado e protegido dentro das normas técnicas. Parece estranho que precise tanta diplomacia para proteger uma nascente, mas não é.

Pescador atropelado por moto morre no hospital

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Jaguaruna

O pescador artesanal José Souza de Freitas, 57 anos, de Jaguaruna, não resistiu aos ferimentos de um acidente ocorrido no último sábado, no balneário Camacho, e morreu ontem. Ele estava internado no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, após ser transferido da instituição de Jaguaruna. 

No acidente, registrado por volta das 20 horas, os bombeiros voluntários de Jaguaruna encontraram a vítima consciente e orientada, com fratura na perna, escoriações nos dedos e alguns cortes pequenos na região do rosto. A informação de populares era de que o homem foi atropelado por um motociclista, que não prestou socorro à vítima. 

Motociclista bate contra carreta em Imbituba
Outra vítima de um acidente foi socorrida em Imbituba, na localidade de Alto Arroio, ontem, por volta das 17 horas, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo testemunhas, trata-se de uma mulher. O acidente ocorreu na BR-101. Uma carreta estava estacionada no acostamento quando a motocicleta seguia no sentido norte. 

A condutora da moto não conseguiu evitar o impacto contra a carreta e sofreu fraturas múltiplas. Ela está no Hospital São Camilo.

Comandante do Exército despede-se

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Kalil de Oliveira
Tubarão

O general Sérgio Luis Tratz, de Curitiba, será o novo comandante do Exército na região que abrange Tubarão, Criciúma e Florianópolis, com sede na capital. Ele assume no lugar do general Richard Fernandez Nunes, que ontem foi recebido em uma cerimônia na 3ª Companhia de Infantaria, em Tubarão.

As formalidades iniciaram às 14 horas. Richard, que tinha acabado de voltar de Criciúma, fez elogios aos soldados. “Parabéns pela bela formatura. Sempre que encontrar um soldado de Tubarão, vou lembrar que fui testemunha do seu valor”.

Antes de seguir para uma palestra aos soldados, o comandante fez um discurso breve. Lembrou do trabalho de pacificação no Complexo de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, que comandou com soldados tubaronenses entre 2014 e 2015. Também anunciou que fica em Florianópolis até o dia 2 de setembro para entregar o posto ao novo comandante.

O general é natural da cidade do Rio de Janeiro e está no exército desde os 14 anos. Ele conta que a primeira vez que esteve em Tubarão, era coronel em Curitiba. É bacharel em direito, tem experiência internacional em forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) e recentemente chefiou, em Brasília, a Divisão de Planejamento e Gestão do Centro de Comunicação Social do Exército.

Após dois anos no comando na capital, Richard assumirá um posto na Escola de Comando do Estado Maior do Exército, o principal centro de formação de oficiais no país, localizado no Rio de Janeiro. Para avaliar a sua passagem à frente do Exército catarinense, o comandante lembrou do período de instabilidade do país. “Meu maior desafio neste tempo que fiquei em Santa Catarina foi manter a tropa motivada e pronta para ser empregada em uma gama de situações em um contexto de crise política e econômica”, declarou.

O comandante da 3ª Companhia de Infantaria, major Marcelo Sousa de Pinho, considerou a cerimônia histórica para os 55 anos de existência do Exército na Cidade Azul. Foram 200 soldados de Tubarão e Criciúma na homenagem.

“O Exército é conhecido por dois pilares: hierarquia e disciplina”, ressaltou.

Semana do Soldado mobiliza quartel
Uma tradicional corrida de rua faz parte das atividades comemorativas da Semana do Soldado. Entre os dias 22 e 28 deste mês, o exército promove palestras em escolas públicas e abre seu quartel às crianças. Há ainda exposição no Farol Shopping e um café com soldados da reserva.

Olimpíadas: a história do sentido e o sentido da história

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As Olimpíadas, ou Jogos Olímpicos, constituem, nos dias de hoje, um dos eventos mais populares e prestigiados em todo o mundo. Foram os gregos que criaram. Por volta de 2500 a.C., já aconteciam homenagens aos deuses, principalmente a Zeus, com a realização de competições. Mas foi somente no ano 776 a.C. que ocorreram, pela primeira vez, os Jogos Olímpicos de forma organizada e com a participação de atletas no contexto da antiga Hélade, isto é, no conjunto das cidades-estado da Grécia Clássica. A realização dos jogos ocorria na cidade de Olímpia – por isso o nome “Olimpíadas”.

Após o fim da Hélade no mundo antigo, as Olimpíadas caíram no esquecimento por séculos. A restauração das práticas esportivas em um festival, igual como acontecia nas antigas Olimpíadas, só foi realizada na década de 1890 por um aristocrata e pedagogo suíço chamado Pierre de Frédy, mais conhecido como Barão de Coubertin. Esse Barão acreditava que a prática do esporte deveria ser estimulada, sobretudo, entre os jovens. Além disso, era interessante haver uma organização internacional de jogos esportivos que ajudasse a promover a “paz entre as nações”, já que aquele contexto (de transição do século 19 para o século 20) estava carregado de rivalidades entre as potências imperialistas.

Como bem ressaltam os pesquisadores Kátia Rubio e Roberto Maluf de Mesquita (2011, p. 22): “O projeto de restauração dos Jogos como na Grécia Helênica foi apresentado em 25 de novembro de 1892 no 5º aniversário da União das Sociedades Francesas de Esportes Atléticos, que teve como paraninfo o Barão de Coubertin. Naquela ocasião ele manifestaria seu desejo e intenções: é preciso internacionalizar o esporte. ‘É necessário organizar novos Jogos Olímpicos’”. Dois anos depois, continuam os pesquisadores (2011, p. 22), “[…] na Sorbonne, em Paris, diante de uma plateia que reunia cerca de duas mil pessoas, das quais 79 representavam sociedades esportivas e universitárias de 13 nações, teve início o congresso esportivo-cultural, no qual Coubertin apresentou a proposta de recriação dos Jogos Olímpicos”.

O projeto de Coubertin previa também o resgate dos símbolos das Olimpíadas antigas, como o acendimento da chama. Para que tudo fosse feito da melhor forma, a primeira edição deveria ser na Grécia. Com a ajuda de Demetrius Vikelas, Coubertin e os demais membros do comitê geral, conseguiram organizar os primeiros Jogos Olímpicos modernos no verão de 1896, na cidade de Atenas, capital da Grécia. A própria bandeira olímpica representa essa união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que representam os cinco continentes e suas cores: o anel azul corresponde à Europa, o amarelo à Ásia, o preto à África, o verde à Oceania e o vermelho às Américas.

As Olimpíadas, em função de sua visibilidade na mídia, também serviram de palco para manifestações políticas, o que desvirtuou o seu principal objetivo de promover a paz e a amizade entre os povos. Nas Olimpíadas de Berlim (1936), o chanceler alemão Adolf Hitler, movido pela ideia de superioridade da raça ariana, não ficou para a premiação do atleta norte-americano negro, Jesse Owens (quatro medalhas de ouro). Nas Olimpíadas da Alemanha, em Munique (1972), um atentado do grupo terrorista palestino Setembro Negro matou 11 atletas da delegação de Israel. A partir disso, todos os Jogos ganharam uma preocupação com a segurança dos atletas e dos envolvidos. Em plena Guerra Fria, os EUA boicotaram os Jogos de Moscou (1980) por meio de um protesto contra a invasão do Afeganistão pelas tropas soviéticas. Em 1984, foi a vez da URSS não participar das Olimpíadas de Los Angeles, alegando falta de segurança para a delegação de atletas soviéticos.

Hoje, no Rio de Janeiro, vemos um aparato policial e militar em função da segurança devido ao temor mundial de atentados terroristas e da criminalidade do próprio Rio. O Barão de Coubertin deve questionar os deuses do Olimpo sobre o “espírito” das Olimpíadas, no sentido do congraçamento dos povos, da realidade mundial dominante de guerra, dos imperialismos e opressões, os quais resultam em terrorismo. Vamos saudar os atletas como novos arautos da paz e esperar que um dia os senhores da guerra estejam em seus devidos lugares e que a humanidade possa caminhar em paz.  

 

INSS convoca segurados: cuidados devem ser tomados

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O governo editou a MP 739/16 cujo propósito principal é chamar os segurados em gozo de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, concedido há mais de dois anos, para reavaliar se permanece a incapacidade para o trabalho. A ordem é uma revisão em massa tanto dos benefícios concedidos na esfera administrativa como judicial. 

Os segurados que forem chamados para as perícias de reavaliação devem tomar alguns cuidados, como por exemplo, ter atestados e exames médicos atuais, tanto das doenças que deram origem ao benefício como das eventuais que por ventura surgiram após a concessão do benefício. Isso ajudará no convencimento do médico perito do INSS e melhora as chances de manutenção do benefício.

Já para quem a perícia do INSS entender que o segurado está apto para o trabalho, mesmo que o segurado venha a recorrer da decisão, é muito importante que ele fique atento para a manutenção de sua qualidade de segurado após o cancelamento do benefício. A qualidade de segurado é a condição que dá ao contribuinte o direito de continuar requerendo benefícios no INSS. 

Em regra, ela é mantida até 12 meses após o cancelamento do benefício, ainda que não haja retorno ao trabalho ou nova contribuição. Portanto, mesmo em caso de recurso administrativo ou ação judicial em andamento, o segurado não deve deixar passar o prazo de 12 meses sem contribuir para o INSS. 

Para que o tempo em que o segurado esteve (ou está) em gozo de benefício por incapacidade conte para efeito de contribuição (somar o tempo para aposentadoria), é necessário haver contribuições intercaladas. Para isso é importante que a contribuição ocorra no mês seguinte ao cancelamento do benefício. O segurado empregado que não conseguir retornar ao trabalho poderá fazer ao menos uma contribuição como facultativo.

Estas providências básicas são fundamentais para minimizar os prejuízos sofridos com o eventual cancelamento do benefício pela perícia de revisão.

 

Prefeitura terá de indenizar servidora

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Tubarão

Uma auxiliar de enfermagem contratada em 2008 pela prefeitura de Tubarão conseguiu, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), o direito de receber a diferença do auxílio-alimentação reduzido por lei municipal em setembro de 2011. De acordo com despacho do magistrado  do TST, a servidora entrou com o pedido na primeira Vara do Trabalho da Cidade Azul já com o ganho de causa. No Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o município conseguiu reverter, mas a servidora recorreu ao TST.

Na decisão divulgada ontem, o TST, por unanimidade, entendeu que o município infringiu o princípio da inalterabilidade contratual, ou seja, a lei só poderia ter validade para os contratos assinados a partir da data de sua publicação. 

Ao discordar do TRT, o relator do recurso, ministro João Batista Brito Pereira, da Quinta Turma do TST, explicou que o entendimento do TRT foi de que a redução do auxílio-alimentação não causou redução salarial, pois foi compensada pelo reajuste do piso salarial. “O parâmetro anteriormente estabelecido já estava incorporado aos contratos de trabalho em curso, nos termos da Súmula 51, item I, do TST”, afirmou.