quinta-feira, 21 maio , 2026
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Convocados para delegado não comparecem

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Tubarão

Em virtude da desistência de candidatos que não se apresentaram dentro do prazo estabelecido pela Academia da Polícia Civil (Acadepol), em Florianópolis, para a entrega dos documentos, foram convocados em segunda chamada no concurso da Polícia Civil de Santa Catarina 115 novos agentes de polícia e seis delegados. Segundo o secretário de Segurança Pública, César Grubba, o número de policiais egressos do concurso será mantido em 486, sendo 420 agentes e 66 delegados.

“Nenhuma comarca ficará sem delegado”, prometeu em julho, em passagem por Tubarão e região.  

Os novos nomeados serão empossados no dia 1º de setembro e as aulas começarão no dia 5 de setembro. Os atos de nomeação nº 1596 e 1597 foram divulgados no Diário Oficial de Santa Catarina.

A primeira turma começou o curso de formação profissional no dia 1º de julho. As aulas são realizadas todos os dias da semana e a conclusão está prevista para início de dezembro. 

Motociclista de 71 anos morre em acidente

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Kalil de Oliveira
Tubarão

Causou grande comoção, ontem, em Tubarão, a notícia da morte de um dos moradores tradicionais do bairro Humaitá de Cima, que deixa sete filhos, sete netos e dois bisnetos. Valdir Machado, 71 anos, não resistiu a um traumatismo craniano quando caiu de motocicleta embaixo de um caminhão no momento em que contornava o retorno na marginal da BR-101, a poucos metros da entrada da rua Padre Geraldo Spettmann.

A família conta que Valdir comprou sua motocicleta Chilling 50 cc há pouco mais de um ano. Aposentado, ele fazia alguns serviços como pintor para complementar a renda. 

Na manhã de ontem, o motociclista saiu do bairro Humaitá de Cima, onde mora com sua esposa, para compromissos pessoais na região central. Por volta das 10h30min, na marginal da BR-101, não conseguiu evitar o choque com a carroceria de um caminhão de médio porte, um Mercedes Benz 915,  com placas de Urussanga, que seguia no mesmo sentido, vindo a cair com a cabeça por baixo do rodado traseiro.
 
Segundo testemunhas, o motorista do caminhão, de 50 anos, parou para prestar socorro, mas o aposentado morreu no local. Enquanto chegava a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o trânsito seguia em meia pista. Em seguida, os bombeiros militares de Tubarão constataram a morte e antes das 11 horas o corpo já seguia para o Instituto Médico Legal (IML). 

Desde a tarde de ontem, Valdir é velado na Capela Mortuária Santa Terezinha, no bairro Cruzeiro, em Tubarão. O sepultamento será hoje, às 11 horas, no Cemitério do bairro São Martinho, na Cidade Azul.

Para bombeiro, acidentes com motociclistas são corriqueiros
O bombeiro militar Ronaldo Thiesen, de Tubarão, confirma que os acidentes com motociclistas têm se tornado mais frequentes nos últimos anos. Do quartel da Cidade Azul saem todos os dias os socorristas em atendimento a feridos nas vias públicas. Ontem, cinco horas após a morte de Valdir Machado, os bombeiros já atendiam um senhor de 52 anos na Vila Moema, em Tubarão, que felizmente não teve ferimentos graves. Ele seguia pela rua Conselheiro Mafra, derrapou e caiu. Em Capivari de Baixo, às 18h50min, na rua Manoel Pedro Flor, no bairro Três de Maio, em Capivari de Baixo, duas pessoas também ficaram feridas em queda de motocicleta. “É um conjunto de fatores. Existe, sim, a imprudência e a falta de atenção dos condutores, mas há também o ponto cego nos veículos e, às vezes, em um segundo de distração, o motorista não consegue ver o motociclista”, explicou o bombeiro, que orienta a usuários de motocicletas o uso de roupas claras e o cuidado quando transitar entre veículos. “A motocicleta oferece mais mobilidade e tem menor consumo, mas essa economia costuma sair muito mais caro quando você se envolve em um acidente”, orientou.

 

 

Elenco prepara-se para duelo fora de casa

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Tubarão

O Atlético Tubarão tem o seu primeiro compromisso fora da abrangência da Amurel no Catarinense B deste ano, neste domingo. O time tem trabalhado durante toda a semana para encarar o Operário de Mafra, no extremo norte do estado, na divisa com o Paraná. 

Os treinos são realizados no campo da Pedreira, que possui um gramado mais similar ao do estádio adversário. Tudo para deixar o elenco ainda mais preparado. “Sabemos que será uma partida muito difícil. A equipe do Mafra tem jogadores bem experientes, que conhecem a competição, porém tivemos uma semana de trabalho tranquila. Esperamos uma boa viagem e que no domingo estaremos em condições físicas, técnicas e táticas ideais para fazermos um bom jogo”, destaca o técnico Marcelo Mabilia.

A longa viagem de praticamente sete horas fez o clube antecipar em um dia a ida para Mafra. O planejamento visa evitar o desgaste do deslocamento na antevéspera do confronto. O grupo almejava viajar amanhã, entretanto, a delegação sairá hoje no início da tarde. A previsão é chegar ao destino às 20 horas.

Antes de viajar, o Peixe faz o último treino pela manhã no Estádio Domingos Silveira Gonzales. Amanhã, a equipe fará um treino leve em Mafra. Com sete pontos conquistados nas três primeiras rodadas da Série B do Campeonato Catarinense, o Tubarão defenderá a vice-liderança diante do Operário de Mafra, às 15 horas, no Estádio Alfred Erbest.  

Dois jogadores que já treinavam com o grupo há algumas semanas foram apresentados ontem à tarde. Fernando Milioli, 22 anos, atua como goleiro e passou por categorias de base de times como Criciúma e Manchester City. De Meleiro, se mudou para Tubarão ainda criança e vê responsabilidade em vestir a camisa. 

Outra contratação é o lateral-esquerdo Guilherme Less. Aos 21 anos, o gaúcho de Campo Bom iniciou a carreira pelo Novo Hamburgo e atuou nas categorias de base do Internacional em 2014. No Inter, jogou ao lado de William e Rodrigo Dourado, atletas que disputarão as Olimpíadas do Rio de Janeiro. 

Região ganha dois novos tenentes-coronéis

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Silvio Roberto Lisboa, chefe da sessão operacional, e Carlos Goulart, do quadro de saúde da Polícia Militar, recebem familiares e amigos no dia 11 de agosto, às 16 horas, na sede do 5° Batalhão, numa solenidade para os promovidos. A portaria dos dois como tenente-coronel foi assinada pelo governador Raimundo Colombo na terça-feira à noite, em Florianópolis, e publicada ontem no Diário Oficial. Do último curso de formação, na capital, a Polícia Militar de Tubarão já recebeu os sargentos Cléber da Silva Burigo e Silvio de Souto, que atuam em postos estratégicos. Em Imbituba, na terça-feira, chegaram os sargentos Cristian Amorim, Daniel Pedro da Rosa e Tarik Douglas Tavares. Em Braço do Norte o sargento Daniel Garcia assume na próxima semana.

Navegar é preciso

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Estamos em pleno mar. Sempre. Navegando por esse mundo marcado por desrespeitos, preconceitos e dificuldade em lidar com o diferente. Estamos em pleno mar, de um mundo maculado por desigualdades, no qual a voz dos fracos não tem vez. Mas ecoam. Seguem junto das ondas que se desfazem nas areias daqueles que se permitem entender que é preciso lutar. Lutar por um sonho teimoso, lutar por um ideal, por um mundo em que você pode simplesmente ser humano – com suas diferenças bem-vindas.

Estamos navegando, sempre. E nesse trajeto, em que navegar sempre é preciso, devemos estender as nossas mãos para as experiências e desafios que nos levam adiante. Desafios estes que podem transformar nossa realidade em um momento melhor. O segredo é fácil: entender que cada é diferente a sua maneira e, para tanto, é preciso respeitar. Embora o segredo seja fácil, há quem teime seguir numa corrente marítima marcada pelo ódio.

E ódio não se faz apenas por atentados terroristas. Ele se faz quando as palavras ferem, e servem de pretexto para diminuir e fazer sangrar por dentro. Quando alguém se coloca acima de outra pessoa, se achando superior e oprimindo. Quando se usa pretextos religiosos para se julgar melhor, mas se esquece que não há salvação fora da caridade. O ódio se faz presente quando não se busca compreender que o mundo é marcado por diferenças e que o mínimo que se deve fazer é respeitá-las.

Para qual lugar queremos navegar? Por águas revoltosas e céus tempestuosos, que ferem e afastam as pessoas? Ou por águas límpidas e serenas, que permitem que cada um desfrute do céu que se desdobra de uma forma acolhedora? Cada um é capitão de seu navio. Logo, nossas ações é quem definem o rumo tomado e as águas em que navegaremos. Por isso, antes de qualquer gesto, qualquer palavra que pode ferir por dentro, é preciso olhar a bússola do bom senso. E optar por um rumo. A decisão é nossa.

 

Geraldo Spettmann: projeto ficou lindo, a obra ruim

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O projeto da Rua Padre Geraldo Spettmann ficou lindo! Mas, prestem bem atenção, falei o projeto! A obra, pelo contrário, na minha avaliação de usuário diário ficou muito ruim. Digo ruim para não usar uma palavra imprópria para este artigo. Mas que dá vontade, há, isso dá! Vou às considerações. Desnecessárias para quem a usa com frequência. Mas necessária para que fique registrado o meu descontentamento.

E acredito que o descontentamento não é só meu e sim de uma parcela expressiva de usuários daquela via. Quanto ao direcionamento do trânsito em sentido único, ficou ótimo. A ciclovia, bom, essa parte da pista, no meu entendimento, é a melhor. Mesmo oferecendo pouca segurança aos ciclistas, define um espaço específico a eles. Mais um passo dessa administração no sentido de humanizar a cidade. Foco no futuro. As cidades do futuro, sabemos, não priorizarão mais os automóveis como ocorre atualmente e sim as pessoas.

Mas o que me entristece é perceber que um projeto tão bem pensado, definido após exaustivos estudos, na execução deixa muito a desejar. São três pistas de rolamento para automóveis e uma para ciclistas. Mas lamentavelmente podemos considerar somente duas pistas para carros. Poucos são os que trafegam na pista central. É irritante os solavancos pelo qual passam os veículos ao trafegar por cima dos tampões da rede de esgoto. Além do desconforto, esses solavancos prejudicam o veículo como um todo.

E tem mais. Além dos tampões, o asfalto da pavimentação em alguns pontos da rua é bastante irregular. Na minha avaliação, um péssimo acabamento da obra. Um descaso com a estética, com o conforto. Acredito que a empresa contratada para executar a obra recebeu, ou vai receber como sendo uma obra de qualidade. E qualidade não se resume a estrutura e materiais. Engloba certamente acabamento também. E neste quesito, no meu entendimento, falharam mesmo! O que era para ser um cartão postal para a cidade se tornou em uma via pública onde os motoristas disputam espaço em duas pistas.

A central está servindo praticamente como pista de apoio para ultrapassagens, pois logo que os motoristas conseguem o intento, a maioria busca espaço em uma das outras duas pistas para fugir das irregularidades da pista central. Sem falar dos motociclistas. Estes chega-se ao ponto de correrem riscos de acidentes fatais. Mas aí eu pergunto. Quem aprovou essa obra? Pelo pouco que entendo, existe uma ou mais pessoas na prefeitura que fiscalizam a execução das obras. Acredito que elas assinaram algum termo, dando-se por satisfeitas com o trabalho realizado.

Mas como podem ficar satisfeitas com um acabamento desses? Salta aos olhos de qualquer leigo que houve descaso por parte da empresa que executou o serviço. E negligência de quem a aprovou. Quanto aos tampões, mesmo não entendendo nada de pavimentação de ruas, vou arriscar. Ou o novo pavimento se ajusta aos tampões de concreto já existentes, ou novos tampões deveriam ser construídos, ajustando-se ao novo pavimento.

E quanto às calçadas? Os proprietários dos lotes que margeiam a via já foram ‘convidados’ a construir cada um a sua? Estou falando dos muitos que ainda não a fizeram. Ou a prefeitura é quem vai construir? As calçadas serão padronizadas? Se não forem, será uma pena, pois esta seria a ocasião. Existe um prazo definitivo para elas serem construídas?

Alô, senhores vereadores! Algum de vocês está acompanhando a execução desses trabalhos? São 17 os chamados fiscais do povo. Optaram por não reduzir esse número. Com certeza entenderam que Tubarão precisa dos 17 para representar a população, para fiscalizar as ações do executivo. Vocês também aprovaram as obras da referida via? A palavra está aberta. E eu gostaria de ouvir a versão dos responsáveis direto ou indireto nesta questão. Talvez alguém me convença de que estou errado…

“O governo tem que cancelar este contrato”

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Rafael Andrade
Jaguaruna

Graves denúncias, conforme resumiu ontem o ex-superintendente do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, Walmir dos Santos Silva Junior, serão oficializadas no Ministério Público, em Florianópolis, na próxima semana. O local é administrado pela RDL Aeroportos, que detém a concessão da gestão até o fim de junho do próximo ano. Renovou o contrato com o governo do estado há pouco mais de um mês.

Walmir é ex-funcionário da empresa, que tem sede na Cidade das Praias, dentro do próprio aeródromo. Foi desligado oficialmente, segundo ele, no último domingo.  Foi afastado da função, pela direção da RDL, no último dia 14 de junho.

A atual superintendente é Samira Augusta Vieira De Castro, que já havia atuado no cargo. Walmir iniciou em agosto de 2013 nas funções de gerente administrativo e de segurança. Foi superintendente no período o qual o aeroporto recebeu seu primeiro voo comercial, em abril do ano passado. “Meu objetivo é mostrar para a sociedade uma série de irregularidades presentes na minha ex-empresa, desde a época do processo licitatório. É preciso passar a limpo a maneira como ocorrem as atividades. Antes de registrar denúncia na promotoria, convoquei a imprensa para uma coletiva na próxima terça-feira, às 14 horas, no auditório do Hotel San Silvestre, em Tubarão. Não quero fazer parecer uma pressão ao MP, por isso apresentarei o teor das denúncias antes à comunidade geral por meio da mídia”, especifica Walmir.

O gerente da operação da RDL, Fernando Linhares, foi procurado pelo Notisul ontem para avaliar esta agenda com jornalistas e a ameaça de uma eventual denúncia. Disse que é preciso fundamentar tal ação, principalmente por via documental. “Caso ele não tenha esses documentos, acredito que nem haja tal denúncia. Estamos tranquilos mediante qualquer tipo de ato do gênero. A empresa já passou, nesses anos frente à administração,  de inspeções pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), pelo Cindacta 2 de Curitiba, e pela própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Nada de irregular foi apontado. Não entendo a conduta do Walmir”, lamenta Fernando.

Ato lembra os 167 anos da morte de Ana Maria de Jesus Ribeiro, a Anita Garibaldi

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Laguna

Em uma pequena propriedade rural na Itália, milhares de quilômetros de distância de Laguna, em uma noite de agosto de 1849, a heroína dos dois Mundos, Anita Garibaldi, respirou pela última vez nos braços do marido, o guerrilheiro europeu Giuseppe Garibaldi.

Hoje, às 10h30min, aos pés da estátua de bronze da heroína, os lagunenses prestam homenagens a Anita. Passados 167 anos de sua morte, a cidade revive sua história todos os dias, na terra onde nasceu, na região de Morrinhos. A realização do ato é da Fundação Lagunense de Cultura. 

No Centro Histórico, a imagem de Anita está ‘viva’, no artesanato local, no museu e na casa onde se vestiu de noiva. Uma estátua de bronze com a guerreira vestida para a batalha, armada com um fuzil é uma das atrações para os turistas.

Ana Maria de Jesus Ribeiro, a Anita, nasceu em 30 de agosto de 1821, em Laguna. Filha de Bento Ribeiro da Silva e Maria Antônia de Jesus Antunes. De origem simples, casou-se pela primeira vez em 1835, aos 14 anos, com o sapateiro Manoel Duarte de Aguiar. Com o surgimento, no Rio Grande do Sul, do Movimento dos Farrapos contra a monarquia, Manoel aliou-se às forças imperiais e seguiu com o exército, abandonando a esposa.

A Proclamação da República rio-grandense ocorreu em 1836, quando surgiu a necessidade de um porto, o que motivou a tomada da Vila de Laguna, à época. No dia 22 de julho de 1839, as forças farroupilhas, com a ajuda de Giuseppe Garibaldi (1807-1882), político e militar revolucionário italiano, tomaram a Vila e proclamaram a República Juliana.

Aos 18 anos, Ana Maria conheceu o italiano, apaixonaram-se. Garibaldi começa a chamar Aninha de Anita, diminutivo de Ana em italiano. Nascia, naquele momento, a heroína ítalo-brasileira, que ao lado do segundo marido começou a guerrear.

 

Juntos, pai e filha cursam direito

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Laguna

O mês de agosto é especial para a família Kichel, de Laguna. Moradores do bairro Mar Grosso, Rudimar, 50, e a filha Ana Laura, 20, passarão o Dia dos Pais – celebrado daqui dois domingos – estudando matérias do mesmo curso. Eles são alunos da faculdade de direito noturno, na Unisul, em Tubarão. A história, que iniciou em 2014, é motivo de orgulho para a mãe, a advogada especializada na área cível, Remi Salete Kichel.

A jovem diz que decidiu prestar o vestibular nesta área quando tinha apenas 11 anos. “Meu pai, antes de voltar a cursar direito, já trabalhava na justiça federal, e eu achava muito bacana! Portanto, já queria ser igual ao meu pai, fazer um concurso neste segmento. Nesse meio tempo, ele me surpreendeu e voltou a estudar! Minha mãe também já é formada em direito. Aí foi mais uma influência”, explica.

Apesar de chegarem à mesma faculdade, Ana Laura e Rudimar fizeram poucas cadeiras juntos. Ele ingressou em 2009, mas faz menos disciplinas devido aos afazeres da carreira. Assim, a jovem já chegou a frequentar a mesma sala em algumas provas, diante do sorriso orgulhoso do paizão.

“Na universidade, se estou com os meus amigos sempre o chamo para ficar com a gente, porque gosto muito da sua presença, mas, às vezes, ele fica um pouco sem jeito. Brinco que, em vez de eu passar ‘vergonha’ por estar com o meu pai na faculdade, ele quem fica vermelho”, diverte-se.

O pai de Ana Laura concorda que a experiência é diferente, mas vale a pena porque passa mais tempo com a filha. “Trabalho bastante durante a semana, mas aos sábados e domingos posso vê-la. Ela é muito inteligente, faz perguntas difíceis e aprendo muito. Estou adorando”, declara o paizão, todo orgulhoso!

Procura por álcool gel cresce até 60%

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Tubarão

A gripe H1N1 atingiu, no primeiro semestre deste ano, cerca de 8,6 mil pessoas no país, quase sete vezes mais que o número total de pacientes acometidos com a doença em 2015, quando foram registrados 1.089 casos. Os dados são do Ministério da Saúde, que aponta também um aumento de quase 40 vezes no número de óbitos: em 2015, 36 pessoas morreram em decorrência do vírus, enquanto até o mês passado as mortes somaram 1.420.

Por causa do temor da doença, que atinge pessoas de diversas faixas etárias em todos os estados brasileiros, a procura por álcool em gel em supermercados e farmácias aumentou significativamente. Além de lavar as mãos regularmente com água e sabão, o uso do produto é recomendado por especialistas como medida de higiene, que pode reduzir o risco de contágio do vírus, principalmente com excesso de exposição pelo qual as pessoas estão submetidas, por causa de ambientes aglomerados.

O aumento da procura pelo produto em estabelecimentos comerciais fez crescer também a produção. De acordo com o empresário Marcos Pergher, diretor da Start, empresa que comercializa higienizadores em álcool em gel, nos últimos dois meses houve aumento de 60% na demanda de produtos. “Tivemos que triplicar o número de trabalhadores na linha de produção e também disponibilizar mais máquinas para atender a alta demanda. Acreditamos que mais importante do que prevenir nesta época do ano, é tornar estes cuidados rotineiros”, afirma Pergher.

O Ministério da Saúde reforça a importância da população adotar medidas de prevenção para evitar a infecção por gripe. Assim como outras doenças, esta requer cuidados especiais e não dispensa orientação de um médico. É preciso evitar a automedicação.