sexta-feira, 22 maio , 2026
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Sistema Mobile é realidade em Laguna

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Kalil de Oliveira
Laguna

Laguna foi a segunda cidade da região a implantar, ontem, o PMSC Mobile, kits de tecnologia móvel adaptados às viaturas da Polícia Militar com o objetivo de oferecer rapidez e eficiência no trabalho diário das guarnições. No dia 29 do mês passado, o sistema foi inaugurado na região, em Tubarão, após uma capacitação dos policiais, em um curso de 16 horas/aula que incluiu conhecimento de operação do aparelho e situações rotineiras da atividade policial.

De acordo com a 1ª tenente Cinthia Mendes Leandro, da Cidade Azul, os kits, compostos por um tablet e uma impressora térmica, estão em todas as guarnições em sistema de revezamento. “O sistema é portátil e também pode ser usado no policiamento ostensivo a pé, de bike ou de motocicleta”, explica.

Antes, os policiais precisavam preencher 11 formulários de papel, sendo que tudo agora se reuniu em um único aplicativo informatizado, tornando o processo menos propenso a erros. “Sabemos que se trata de uma grande mudança de rotina, onde saímos dos inúmeros formulários para um sistema informatizado. A implantação do PMSC Mobile trará muitos ganhos à segurança pública dos nossos municípios. Trará agilidade, eficiência, informação e satisfação ao policial militar que opera o sistema e à sociedade”, comemora o comandante de Laguna, tenente-coronel Jefer Francisco Fernandes.

Eficiência comprovada
Com três semanas de experiência do sistema em Tubarão, a PM da Cidade Azul conseguiu reduzir em 70% o número de policiais e agentes temporários empregados na atividade burocrática. Desta forma, com a diminuição do tempo para preencher as ocorrências, os policiais passaram a ficar mais disponíveis para as rondas.

Próxima cidade pode ser Jaguaruna
As viaturas de Jaguaruna devem ser as próximas a receber os equipamentos. O objetivo é atender todo o estado até 2017. A instalação é uma parceria com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e o Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc).

Período de defeso vai até novembro

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Laguna

O defeso do camarão, que começou há cinco dias, segue até 15 de novembro. A captura do crustáceo não poderá ser realizada neste período e a fiscalização da Polícia Militar Ambiental (PMA) e da Marinha já está mais acirrada na região. A proibição ocorre como forma de garantir a reprodução do animal. 

O defeso tem como foco a proteção dos camarões jovens em fase de recrutamento e desova. O pescador que descumprir as normas está sujeito à multa e não poderá realizar a atividade da pesca. A técnica utilizada na região é a rede, conhecida como aviãozinho.

De acordo com o subtenente da PMA, Agnaldo Pereira, desde 2006 é esperado o novo regramento que definiria os pontos de pesca e o cadastramento dos pescadores. Porém, como a medida não ocorreu, um estudo realizado por professores e alunos do curso de engenharia de pesca da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Laguna, foi realizado. “Em busca da viabilidade da pesca no plano econômico, social e ambiental resolvemos, em comum acordo com os pescadores, efetuar este cadastramento durante o período de defeso, com a mira no controle da quantidade de redes empregadas na pesca e permitir a atividade somente aos habilitados e que dependam exclusivamente da atividade pesqueira no Complexo Lagunar. Estas medidas serão efetivadas a partir da safra que iniciará no dia 15 de novembro”, detalha o subtenente.

Cerca de cinco mil pescadores artesanais do complexo sobrevivem da pesca de camarão. Conforme a presidente da União das Associações de Pescadores da Ilha, Maria Aparecida dos Ramos, a grande antagonista da boa pesca nos últimos anos é a poluição das águas. “Este fator tem comprometido os trabalhos dos pescadores artesanais. Além disso, esta função é a única fonte de renda dessas cinco mil pessoas. A situação também torna-se complicada quando pescadores profissionais e amadores ultrapassam os limites das atividades, que devem pertencer só aos artesanais”.

Entidade especial comemora meio século

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Tubarão

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em Tubarão, completa meio século neste mês. Ao longo do tempo, a instituição mudou bastante. A estrutura física recebeu melhorias, os profissionais estão em constante capacitação e o número de atendimentos realizados impressiona os envolvidos. Somente neste ano, 310 alunos são atendidos.

De acordo com a presidente da entidade, Noilda Domingos, a próxima semana será de grandes comemorações e agradecimentos. “Antes de iniciar, fecharemos esta semana com uma boa iniciativa. Vamos abrir a Apae neste sábado para os empresários e aqueles que nos auxiliam para conhecer a estrutura. Na próxima segunda-feira, por exemplo, ocorrerá uma sessão solene na Câmara de Vereadores em homenagem aos ex-dirigentes. Na quinta-feira da semana que vem haverá a 10ª edição do evento Lugar de Homem é na Cozinha”, convida Noilda. Este evento é organizado pela própria instituição e tem apoio do Notisul.

A presidente esclarece que iniciativas como o Lugar de Homem é na Cozinha, pedágio solidário, entre outras, ajudam a melhorar a estrutura da Apae. “O repasse do governo já vem carimbado. Os eventos e as demais colaborações nos ajudam, e muito! O valor alcançado com a 9ª edição do Lugar de Homem na Cozinha nos possibilitou a compra de um equipamento para fisioterapia. Por meio dele alguns dos nossos estudantes cadeirantes podem utilizar um andador”, enfatiza.

Mês passado, a Apae recebeu de doação da justiça do trabalho R$ 185 mil para a construção de três salas de aula e um banheiro. Os recursos são provenientes de multas aplicadas a uma empresa que descumpriu decisão judicial. Noilda salienta que os valores arrecadados na 10ª edição do evento, que ocorrerá na quinta-feira da próxima semana, serão investidos no mobiliário das salas. Muita história para contar, comemorar e outras para projetar.

Pesquisa pode apontar novidades na doença

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Rafael Andrade
Tubarão

São aproximadamente quatro milhões de pessoas com algum tipo de epilepsia no país. Somente em Tubarão são dois mil pacientes que necessitam de tratamento neurológico. 

As barreiras e preconceitos da sociedade ainda são muitos, mas os avanços científicos dão, a cada pesquisa, novas esperanças, maior conformidade e, acima de tudo, mais qualidade de vida a estes cidadãos que podem, sem quaisquer tipos de situação, manter um convívio natural com seus familiares, amigos e colegas de trabalho. Um desses projetos especiais, que poderá auxiliar uma vida mais saudável ao epilético, acaba de ser publicado em uma revista da Federação Mundial de Neurologia.

Com sua tese de mestrado reconhecida internacionalmente, sobre o sono dos pacientes com epilepsia, Aline Vieira Scarlatelli Lima Bardini, médica com atuação na Clínica Pró-Vida, em Tubarão, e professora do curso de medicina da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), comemora a publicação do seu artigo de mestrado na principal revista científica de neurologia do planeta, a eNS eNeurologicalSci, da Editora Elsevier, de Amsterdã, Holanda.

A pesquisadora é formada em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem residência e especialização pela Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto (SP), e agora com mestrado pela Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc). São seis anos de faculdade, mais três de residência, mais um de especialização e dois de mestrado. 

A profissional e professora não pretende parar tão cedo, já prepara o doutorado, que deve ser uma extensão da pesquisa sobre sono em pacientes epiléticos. "Conseguimos mostrar algo muito relevante neste trabalho, que é apontar que a sensação de sonolência pode ser causada pela própria doença e não por medicamentos, como efeito colateral – até então definido como principal causa", detalha.

Campanha mundial "Epilepsia fora das sombras"
A epilepsia é a doença cerebral mais comum e um problema global, acometendo pessoas de todas as idades, raças, classes sociais e países. Isto implica em enorme carga física, psicológica, social e econômica, tanto para os indivíduos portadores da doença como para as famílias e nações, principalmente devido aos maus entendidos, medo e estigma. Esses problemas são universais, porém mais intensos em países em desenvolvimento, onde vivem 85% dos 50 milhões de pacientes com epilepsia, e onde até 90% ou mais não recebe diagnóstico ou tratamento.

A Campanha Global contra Epilepsia "Fora das Sombras"  é uma iniciativa conjunta da Liga Internacional contra Epilepsia (Ilae), do Comitê Internacional para Epilepsia (IBE) e da Organização Mundial de Saúde (WHO). Cada uma das organizações envolvidas tentou, no passado, promover alguma modificação, mas nenhuma foi bem-sucedida. O lema oficial da Campanha é: "Melhorar a aceitação, diagnóstico, tratamento, serviços e prevenção de epilepsia em todo o mundo". Afinal de contas, 70-80% das pessoas com epilepsia poderiam levar vidas normais se tratadas corretamente.

Os objetivos são: aumentar a consciência pública e profissional de epilepsia como doença do cérebro universal e tratável; elevar a epilepsia a um novo nível de aceitação no domínio público; promover educação pública e profissional sobre epilepsia; identificar as necessidades das pessoas com epilepsia nos âmbitos regional e nacional; e encorajar governos e departamentos de saúde a contemplar as necessidades das pessoas com epilepsia, incluindo consciência, educação, diagnóstico, tratamento, cuidados, serviços e prevenção.

Na pesquisa da médica Aline Scarlatelli, 54 pacientes foram acompanhados durante um longo período. São maiores de 18 anos e de várias cidades catarinenses. Todo o procedimento ocorreu na Ufsc, em Florianópolis. A orientadora foi Lucia Sukys e a co-orientadora foi a professora Katia Lin. A pesquisa ainda não acabou e deve, agora em forma de doutorado, apontar em possíveis parcerias com outros profissionais da área neurológica, uma das mais complexas da medicina. "A ideia central é estimular a qualidade de vida a este grupo de pacientes. O sono atrapalha muito os epiléticos, por isso a minha atenção e dedicação no apoio dessas pessoas", destaca Aline.


Esta é a melhor posição para primeiros-socorros para um epilético

 

Três adolescentes são apreendidos na região

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Tubarão

Duas ocorrências, ontem, resultaram na apreensão de três adolescentes. Dois em Gravatal, pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv), e um em Sangão, pela Polícia Civil. 

Por volta das 13h30min, a guarnição da PMRv abordou um veículo Mercedes Benz, com placas de Imaruí. O condutor, um senhor de 63 anos, não acatou o sinal dos policiais. Uma viatura, então, acompanhou o veículo, que seguia para o interior de Gravatal. 

Na abordagem, a polícia encontrou embaixo de uma lona uma motocicleta com registro de furto em Criciúma. O motorista e seus dois netos, de 15 e 17 anos, foram conduzidos à delegacia na Cidade Hidromineral. O caminhão não estava licenciado e o motorista sequer era habilitado para conduzi-lo.

Em Sangão, às 9 horas, a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão de um adolescente de 15 anos. Segundo os agentes, ele tinha envolvimento em crimes de roubo, receptação, posse e tráfico de drogas nas cidades de Capivari de Baixo, Braço do Norte, Jaguaruna e Sangão. “Durante as investigações foi esclarecida uma série de roubos a transeuntes que vinham sendo praticados pelo adolescente e demais comparsas de posse de uma arma de brinquedo em Sangão e Jaguaruna”, explica o investigador Alex Etevaldo de Souza.

Quatro agressões a mulheres são registradas

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Tubarão

Quatro homens foram presos na região, enquadrados em flagrante na Lei Maria da Penha. Os casos ocorreram no último domingo em Tubarão, Braço do Norte, Imbituba e Laguna.

No bairro Humaitá, na Cidade Azul, o agressor foi um senhor de 77  anos. Segundo a Polícia Militar (PM), durante a tarde, o idoso empurrou e tentou estrangular sua esposa de 62 anos. Em seguida, fugiu em seu veículo. Cercado pela PM, acelerou e colidiu contra a viatura. Ele estaria embriagado.

Em Braço do Norte, às 22h22min, uma guarnição atendeu uma mulher de 35 anos. A agressão praticada por um jovem de 24 anos ocorria no meio da rua. 

No fim da tarde, às 17h05min, no bairro Vila Nova, em Imbituba, a PM abordou o ex-marido de uma mulher de 32 anos, por agressão. Ele estava bastante alterado, segundo os policiais.

Já a mulher, caída no chão, em estado visível de embriaguez. Na conversa com a PM, a vítima também não soube explicar como o homem, de 28 anos, a agrediu, se com pauladas ou com uma enxada.

Em Laguna, no bairro Barbacena, uma mulher de 31 anos foi agredida pelo marido de 45, por volta das 16h30min. Quando a polícia chegou, a vítima tinha uma lesão na cabeça, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, onde ficou em observação. A mulher passa bem. 

Gelo oferece riscos de acidente

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Kalil de Oliveira
Lauro Müller

A previsão de temperaturas negativas para as próximas noites e madrugadas requer uma atenção especial dos motoristas que utilizarem a SC-390, na Serra do Rio do Rastro, em Lauro Müller. A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) do mirante da serra prepara-se novamente para agir em uma possível formação de gelo nas partes mais altas. Ontem, a pista ficou fechada das 5 às 6 horas.

De acordo com o sargento Gean Carlos, durante os patrulhamentos, os policiais aplicam sal nos pontos com maior possibilidade de acumular gelo. “O sal tem a capacidade de abaixar o ponto de congelamento da água. Mesmo assim, temos uma quantidade limitada da substância, concentrada para usar nos pontos certos”, explica.

A PMRv recomenda que a velocidade em uma pista congelada fique entre 5 e 10 km/h. O condutor que trafegar pela serra, entre as madrugadas e até próximo das 10 horas nos dias mais frios, pode ser surpreendido pelo fenômeno. “É preciso atenção redobrada”, recomenda Gean Carlos.

Saídas de pista
O maior risco em uma pista congelada é a saída da estrada, segundo a PMRv. Ontem, no Planalto Norte, na SC-350, em Caçador, foram duas ocorrências registradas. 
Entre 7h30min e 8 horas, no mesmo local, os veículos deslizaram para fora da pista, o que resultou em ferimentos leves aos condutores e danos materiais. “Se com chuvas já há acidentes, com a formação de gelo na pista a probabilidade é muito maior”, avisa o sargento da PMRv. 

Monitoramento da pista é diário
Técnicos do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) voltaram ontem à Serra do Rio do Rastro, em Lauro Müller. Por enquanto, segundo o governo estadual, não há previsão de início das obras de contenção de pedras no local. A última proposta entregue ao Deinfra partiu da Defesa Civil, que sugeriu a colocação de telas de aço, baseando-se no que existe em rodovias orientais. Desde a última quinta-feira, a orientação é para a PMRv administrar o tráfego em caso de uma nova ameaça de deslizamentos. No mesmo dia, um acidente resultou na destruição de um Ford Ka vermelho, com placas de Braço do Norte, e um homem de 42 anos ferido.

Estudo de impacto ambiental já iniciou

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Rafael Andrade
Tubarão

As leis ambientais estão cada vez mais a favor da população e, consequentemente, da sua qualidade de vida. É alinhada ou uniforme. Vale tanto em Tubarão quanto em qualquer outro município do país. Os danos à saúde que os cemitérios podem causar, por exemplo, alertado pelo Ministério Público (MP) e profissionais do meio ambiente, parecem finalmente estar entre as prioridades dos poderes públicos. Um dos maiores cemitérios da região, o Municipal, no centro da Cidade Azul, passa por um minucioso estudo de impacto ambiental.

A empresa Geoconsultores Engenharia & Meio Ambiente, contratada pela prefeitura de Tubarão, já iniciou o estudo, provocado e indicado após uma série de diligências com representantes do Ministério Público e da Delegacia de Delitos de Trânsito e Divisão de Crimes Ambientais, que resultou em um decreto  assinado pelo prefeito Olavio Falchetti no dia 10 do mês passado, que determina a suspenção temporária de sepultamentos no Cemitério Municipal.

O motivo foi a falta de tal estudo e da licenciamento ambiental, previstos mediante um Termo ide Ajustamento de Conduta (TAC) em 2010. Em março deste ano, o próprio município publicou um decreto que dispôs sobre a obrigatoriedade de impermeabilização interna das urnas, caixões e ataúdes como medida contra a contaminação do lençol freático pelo necrochorume, pois, conforme técnicos da área, contribui muito na prevenção dos danos ecológicos. Após a conclusão dos estudos, previstos para novembro, deverá ser expedida a licença ambiental. “É uma medida temporária. No fim, iremos resolver definitivamente esse problema. A ideia é estender para todos os cemitérios de Tubarão. Temos a responsabilidade oem ajudar todas as questões ligadas à prevenção do meio ambiente”, resume o prefeito, ao se referir às ações citadas.

Familiares precisam procurar outros cemitérios
Antônio Espanhol e Liete da Silva Espanhol, que moram há 25 anos em uma casa vizinha do Cemitério Municipal de Tubarão, brincam com a preocupação de amigos e curiosos, que perguntam se eles têm medo de residir ali.

“Temos a melhor vizinhança do mundo. Nunca vimos nada”, garante Liete. Indagados sobre uma possível contaminação do lençol freático ou odores provenientes do cemitério, o casal responde em consenso: “Acostumamos com tudo isso. Não percebemos se há poluição, mas se está fechado para sepultamentos, algo pode estar errado”. Antônio chegou a trabalhar no local durante dois anos e de madrugada. “Foi uma grande experiência. Os mortos são os melhores companheiros”, ironiza.

Rafael Mendes trabalha no Cemitério Municipal de Tubarão há dois anos. É contratado por algumas famílias para executar e manter a limpeza em alguns jazigos. “É uma pena que suspenderam os enterros. Mesmo assim, procuro deixar tudo no seu devido lugar por aqui. É deste trabalho que ajudo a minha esposa e levo o pão nosso de cada dia para casa”, detalha Rafael.

O promotor responsável, Sandro de Araújo, chegou a encaminhar uma série de citações e notificações para que a administração municipal cumprisse o acordo firmado por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em 2010. O tratado foi entre Ministério Público e prefeitura, e pede a regularização de dois cemitérios municipais por meio de um estudo de impacto ambiental para comprovar se há poluição, e, caso haja, quais medidas deverão ser tomadas. Conforme o MP, os cemitérios são considerados atividades potencialmente poluidoras e precisam de licença ambiental para funcionar. Dos 13 de Tubarão, dois são municipais e 11 administrados por pessoas ligadas às comunidades ou à Igreja Católica.


Antônio Espanhol, que mora há centímetros do cemitério com a esposa, tem um jazigo da família no local e está com uma parente na UTI do HNSC 

 

Carta de um amigo

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Às quatro horas da tarde do dia 10 de fevereiro de 2011, o som de estampidos feriu os ouvidos dos homens, das mulheres e das crianças que transitavam pela avenida Marechal Deodoro, no centro de Tubarão. Eram tiros disparados pelas armas de assaltantes. Sem saber o que estava acontecendo e na ânsia de se proteger da mortal “chuva de balas”, os transeuntes deitaram-se no chão, correram à procura de algum abrigo ou simplesmente gritaram desesperados… 

Mas, embora existisse o risco iminente de alguém ser encontrado por uma “bala perdida”, a realidade é que para os cidadãos trajados com roupas comuns, tudo não passou de um grande susto! Os tiros tinham um alvo certo, meu amigo Marcelo Goulart Silva. Atiraram nele por quê? Pelo simples fato de Marcelo estar vestindo o uniforme azul-marinho da Guarda Municipal de Tubarão (GMT).

Os autores dos tiros foram quatro bandidos que, alguns minutos antes, tinham assaltado uma relojoalheria. Quando já estavam dentro do carro e tentavam fugir, depararam-se com Marcelo realizando uma simples fiscalização de trânsito. Por mais incrível que isso possa parecer, o tradicional uniforme azul-marinho que ele vestia foi o suficiente para que os meliantes o condenassem à morte, pois para os bandidos não importa a cor da ‘farda’.

Marcelo foi covardemente atingido por três tiros, e na calçada da Marechal Deodoro caiu sem vida. Os jornais repercutiram amplamente o crime. Meses após o trágico fato, à custa do sangue inocente de um pai de família, os guardas municipais de Tubarão conquistaram o direito de trabalhar armados e protegidos por coletes balísticos. Naquela ocasião, embora ainda estivesse de luto, fiquei feliz de saber que os demais guardas municipais estariam seguros com os novos equipamentos adquiridos, pois assim os agentes da lei teriam o direito de proteger a própria vida.

Meu amigo Marcelo não teve essa chance! A Guarda Municipal obteve outras conquistas depois daquela tragédia. Quando tudo caminhava para o crescimento e fortalecimento da GMT, a atual administração chegou como um ladrão silencioso e dilapidou quase que totalmente a instituição municipal de segurança pública, deixando os agentes mais uma vez vulneráveis e a mercê da própria sorte.

O tempo passa, é claro. Para mim e para os meus colegas que servimos o exército com Marcelo, a dor da perda cedeu lugar às boas lembranças dos momentos vividos com ele. Sinceramente, eu preferiria não falar sobre este triste assunto. Mas hoje, quando me debrucei sobre o jornal e li a notícia de que os guardas municipais estão novamente desarmados, chorei. 

E minha tristeza é em razão de que sei do risco de vida que correm os guardas municipais, estando o grupo novamente desarmado. Será que o poder público não entende que o mal é poderoso demais para ser combatido com as mãos vazias?

Espero que o prefeito Olavio Falchetti entenda de uma vez por todas que segurança pública não é brincadeira. Vidas estão em jogo. Juro que se mais algum guarda municipal tiver a sua vida perdida pela negligência do poder público, não terei dúvidas de afirmar que as mãos que comandam esta cidade merecem ficar eternamente sujas de sangue.

Atenciosamente,
Um soldado que serviu em 2001 com o guarda municipal Marcelo Goulart Silva.

 

Evento beneficente tem cardápio fechado

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Tubarão

O evento gastronômico beneficente Lugar de Homem é na Cozinha chega à 10ª edição. A iniciativa foi criada pelo Notisul em 2008, mas, desde 2012, está sob a organização da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Tubarão. O jornal continua como um dos apoiadores. Marcado para a quinta-feira da próxima semana, no Clube 29 de Junho, na Cidade Azul, toda a quantidade arrecadada será revertida à Apae.

No Lugar de Homem é na Cozinha são eles os protagonistas, responsáveis pelos ‘pratos saborosos’, os quais serão servidos no evento. Como ocorre todos os anos, representantes de 13 empresas ou lideranças locais convidadas são responsáveis por uma cozinha e servem até 35 pessoas cada. Os chefs fornecem todos os ingredientes para um cardápio bem variado. Como a solidariedade na região é marcante, a escolha é feita em forma de revezamento, uma vez que o espaço é limitado.

Os pratos já foram definidos. A maior parte dos alimentos é de frutos do mar. A gama de comida selecionada engloba desde moqueca de frutos do mar até paella de frutos do mar. Todo o dinheiro arrecadado com o evento será aplicado na Apae tubaronense, que investe em melhorias em seu espaço físico, realiza o pagamento de contas e também dos salários dos funcionários.