sexta-feira, 22 maio , 2026
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Retomada de serviços segue indefinida

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Jailson Vieira
Tubarão

O edital de licitação para a obra dos acessos da Ponte de Congonhas, na divisa sudeste dos municípios de Tubarão e Jaguaruna, que seria lançado na semana passada, deverá ocorrer nos próximos dias. Mas, para que esse passo seja realizado, o grupo gestor do governo do estado deverá reenviar o projeto para representantes da Agência de Desenvolvimento Regional em Tubarão (ADR). Depois, a documentação será remetida ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

De acordo com o secretário executivo de Desenvolvimento Regional, em Tubarão, Nilton de Campos, o documento foi enviado para o governo na última quarta-feira, a expectativa é que seja analisado e entregue na próxima semana. “Pedimos agilidade, mas temos que aguardar. Acredito que, em breve, teremos o aval do grupo gestor e, posteriormente, uma análise positiva do TCE. Queremos entregar a obra ainda neste ano”, projeta Nilton.

Os trabalhos foram paralisados por precaução há dez meses, uma vez que o aterro colocado na cabeceira pelo lado da Cidade das Praias cedeu e, por causa disso, na época, o ex-secretário da ADR, Caio Tokarski, afirmou que não poderia ficar omisso com a possibilidade de que algo mais grave pudesse ocorrer. A última camada asfáltica na ponte poderá ser concluída somente depois de finalizadas as cabeceiras.

A construção dessas cabeceiras custará cerca de R$ 2 milhões. Assim, com R$ 1,7 milhão já investido na estrutura, mais o novo projeto das cabeceiras, R$ 74,5 mil, e “alguns” reais gastos na primeira licitação, na qual só foi instalado um canteiro de obras que não seguiu em frente, a ponte custará cerca de R$ 4 milhões no total.

A antiga ponte de madeira foi demolida por decisão dos prefeitos de Tubarão e Jaguaruna, no fim de 2013. À época, o governo estadual assumiu a obra e destacou que as duas prefeituras teriam que fazer os acessos, mas não deram conta.

Estrutura definitiva terá 64 metros
A construção da passagem fixa previa um investimento de R$ 1,5 milhão aos cofres do executivo estadual, sem contrapartida das prefeituras de Tubarão e Jaguaruna. Porém, com ajustes, o investimento chegou a R$ 1.753.011,85.

A estrutura definitiva terá 64 metros de comprimento e 8,9 metros de largura, com duas passarelas para pedestres, com largura de 1,1 metro, em um total de área construída de 569,6 metros quadrados. No trabalho de estaqueamento foram colocadas, ao todo, 60 estacas, divididas 30 para cada lado. A área central do rio tem até quatro metros de profundidade.

Uma manifestação que teve pouca adesão estava marcada para o último dia 4. Um grupo de moradores do bairro Congonhas iria se reunir em frente ao Museu Willy Zumblick, no centro de Tubarão, para seguir caminhada em protesto até a Câmara de Vereadores. A ideia era pressionar os parlamentares para que formassem uma comissão de cobrança da obra junto ao governo do estado. Porém, devido à baixa adesão, a manifestação, que estava planejada com a participação de agricultores e seus tratores e caminhões, precisou ser cancelada. Somente três moradores apareceram, incluindo o presidente do Conselho Comunitário.

Laguna terá novo quartel da Polícia Militar

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Laguna

Cresce a expectativa para a obra de reforma e ampliação do quartel da Polícia Militar de Laguna. Após a inclusão da obra como prioridade no Plano Plurianual (PPA), em audiência da Assembleia Legislativa, na Cidade Juliana, o comandante da Guarnição Especial, tenente-coronel Jefer Francisco Fernandes, informa que em duas semanas o projeto deve seguir para a capital catarinense, ao Comando da PM, por meio da 18ª Agência de Desenvolvimento Regional (ADR).

“Há pequenos ajustes na parte elétrica, que não estava contemplada. Então só falta esse detalhe técnico”, destaca Jefer, que propôs a votação de prioridade durante a audiência, realizada há sete dias.

“Laguna é uma cidade turística. Recebe, durante a Operação Veraneio, um grande número de visitantes, e a estrutura física do quartel está muito precária. É antiga e nunca teve a devida manutenção. Entrou em colapso”, lamenta.

A guarnição está instalada em uma escola desativada no bairro Mar Grosso desde 1983, e nunca recebeu uma ampla reforma. Para as obras, Jefer prevê adaptações. “Temos uma área dos bombeiros, que está saindo daqui, então vamos passar ainda que de forma precária para este local, aí então as obras serão realizadas”, detalha o comandante. Portanto, o novo imóvel funcionará no mesmo endereço.

Agente de Tubarão assume o Deap

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Tubarão

Humanização do sistema e valorização dos servidores são algumas medidas que o novo diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), o advogado tubaronense Deiveison Querino Batista, pretende seguir a partir desta segunda-feira, quando assumirá as funções, em Florianópolis. Nas próximas semanas, visitará unidades prisionais, tomando conhecimento da realidade catarinense, incluindo na cidade de Tubarão, onde teve passagem como diretor do presídio masculino.

Desde 2007, quando ingressou no Deap, em Criciúma, Deiveison assume um desafio atrás do outro. Em 2010, como diretor na Cidade Azul, acompanhou a transição dos presos para a unidade nova de Tubarão, no bairro Bom Pastor, e no ano seguinte voltou a Criciúma para a direção da Penitenciária Sul, permanecendo por quase cinco anos.

Deiveison é formado em direito e pós-graduado na área penal e processo penal. Tem aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas não exerceu a função de advogado, por enquanto, optando por atuar na área administrativa prisional, onde é concursado.

Nesta sexta-feira, Deiveison passou o dia na Cidade Carbonífera, orientando a colega Maira de Aguiar Montegutti, que ficará na direção da unidade. A posse como diretor do Deap ocorreu nesta quinta-feira, em cerimônia que contou com a presença da secretária de estado da Justiça e Cidadania (SJC), Ada Faraco De Luca.

Para Deiveison, esta oportunidade trata-se de uma continuidade do seu empenho. “O trabalho no Deap já é feito de uma maneira técnica e profissional há tempo, primeiramente pelo agente Leandro Lima, depois por Alexandre Camargo. Venho para dar continuidade a este trabalho, de acordo com os critérios e lemas da secretaria, que visam humanizar o sistema prisional catarinense, tanto para o servidor quanto para o recluso”, destaca. O tubaronense assume o posto do agente Edemir Alexandre Camargo Neto.

Trecho da SC-390 é considerado instável

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Kalil de Oliveira
Tubarão

Quem transitar pela Serra do Rio do Rastro, na SC-390, em Lauro Müller, precisa redobrar a atenção. Após uma avaliação dos últimos deslizamentos, o local foi considerado instável em períodos de chuva pela Defesa Civil. A pista foi novamente fechada na noite de quinta-feira e somente liberada no fim da manhã de sexta-feira, após a remoção de pedras no quilômetro 406.

A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) está preparada para orientar os motoristas no caso do tempo não colaborar novamente. Na quinta-feira, grandes rochas caíram sobre um Ford Ka vermelho, de São Ludgero, e o condutor, de 42 anos, não se feriu gravemente. 

Nesta sexta-feira, a Defesa Civil divulgou uma proposta de contenção das rochas inspirada em rodovias japonesas, com grades de cabo de aço para sustentação das rochas. O projeto foi entregue ao Deinfra pelo secretário da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli. “A intenção é solucionar o problema por completo”, ressaltou.

SC-108
Também houve deslizamentos na SC-108, entre Orleans e São Ludgero, por volta das 22h30min de quinta-feira, no quilômetro 319, atingindo dois veículos, cujas placas não foram informadas. Os carros tiveram danos materiais e a pista foi bloqueada por 30 minutos. “O trânsito está liberado, mas é algo imprevisível. Muita atenção dos usuários. Se observar uma pedrinha no meio da pista não ficar próximo, se afastar”, orientou o policial militar rodoviário do Posto de Guatá, responsável  pelo monitoramento do trecho atingido.

“Agradeço a Deus por estar vivo”
O motorista que foi vítima do deslizamento na Serra do Rio do Rastro, na quinta-feira, é morador de Braço do Norte. Ele conta que não lembra do ocorrido e que, quando caiu em si, estava fora do carro, vendo-o destruído. “Eu apenas agradeci a Deus por estar vivo. Os bens materiais, a gente conquista de volta. A vida não se reconquista”, salientou, lembrando que seguia diariamente pelo trecho a trabalho e que naquele dia estaria com o cunhado, mas este teve um compromisso. Ele sofreu alguns cortes na perna.

 

Bundões, sim!

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Sim, essa era a chamada que gostaria de usar para o meu artigo. Mas, percebi que o termo ficaria com caráter pejorativo. Daí, mudei. Vou usar a palavra frouxos. Suaviza um pouco. E antes de continuar, quero fazer uma revelação. Adoro crianças. Pela minha ótica, elas representam o que há de mais gracioso, belo e puro na humanidade. Elas ofertam um sorriso sincero, com um brilho no olhar. Os gestos são suaves, a voz doce e o abraço envolvente. Muito mais poderia dizer, mas acredito não ser necessário. Quem de nós não teve a oportunidade de conviver com uma criança? Qual de nós não viveu com maior ou menor intensidade essa experiência?

Mas, esqueci de mencionar um detalhe. Muito importante, é claro. Estou a falar de crianças educadas. Que já não são muitas nos tempos atuais. E o que mencionei até aqui, quero estender também aos adolescentes. Aliás, boa educação é algo lindo em qualquer idade. Faz a diferença em todos os lugares. Fiz todo esse ensaio e não fui ao ponto da conversa. Estou segurando minha irritação, minha indignação. A última gota d’água para motivar meu artigo foi perceber que o governo federal, através do seu Ministério da Educação, acredito eu, está “investindo” uma fortuna em alguns veículos de comunicação para nos informar ou nos alertar que os professores gastam 20% de seu precioso tempo para resolver, ou talvez ficaria melhor, se envolver com questões de indisciplina nas salas de aulas. Uma vergonha confessada. E aposto que os pesquisadores que apontaram esse percentual foram generosos. O índice é bem maior. 

E aí é que vem o cerne da questão. Quem são os culpados por essa vergonhosa indisciplina? Os professores? Claro que não. A educação dos filhos é tarefa doméstica. É atribuição, responsabilidade dos pais, é claro, evidente. Mas com a frouxidão com que muitos pais se posicionam diante dos filhos, os pirralhos logo tomam as rédeas da situação e dão o tom da conversa. É aí que o caos começa a se instalar. O que os pais não entenderam ainda é que as crianças clamam por limites. Elas sentem necessidade disso. E quando percebem que os pais não apontam esse divisor, se rebelam. E na busca do limite vão avançando nas imposições, nas exigências. Cada uma do seu jeito, com suas estratégias. São espertas, logo percebem o ponto fraco dos pais. Se você quiser comprovar o que digo, vou lhe dar uma pista. Vá a um supermercado. Esse é o palco preferido, onde nossos ‘atores’ se manifestam com maior frequência. E atuam de forma ‘brilhante’. É um espetáculo. É assistir e se divertir. Filhos que choram, gritam, chutam as canelas dos pais. E os frouxos colocam um sorriso amarelo na cara e limitam-se a dizer por repetidas vezes: “não faz isso meu filho”!. Paspalhos! 

Dia desses entraram no mesmo elevador que eu estava, um casal e duas crianças. O menor, aparentando um pouco menos de 2 anos, estava no colo da mãe. E quando entraram, já estava aos berros. Naquele curto espaço de tempo, ele não poupou tapas e murros na cara da mãe, que se limitava a se defender e a simular um sorriso de vergonha. E o pai, um cara notadamente sem atitude, sem autoridade alguma, apenas abaixava a cabeça, sem esboçar reação alguma. Cena lamentável, mas corriqueira. E daí fiquei a me perguntar: estavam com vergonha do que? De quem? Se era vergonha da atitude do filho, mais uma vez cometiam um grande engano. Deveriam ter vergonha deles mesmos, por não terem controle sobre uma criança de no máximo 2 anos.

 E o reflexo dessa frouxidão vai para as salas de aula. Pois, acostumados a fazer o que bem entendem em casa, o mesmo repete-se nas escolas. Não vou mais me estender. O espaço não permite. Mas vou deixar registrado que, no meu entendimento, os professores deveriam receber o benefício da insalubridade. Com a péssima educação de boa parte dos estudantes e a proibição imposta ao professor de exercer autoridade sobre seus alunos, eles, educadores, com certeza, sofrerão abalos psicológicos e emocionais a curto prazo. É um preço que precisa ser ressarcido ou compensado. E, como percebo que nada está sendo feito na direção de mudar nossa “cultura” que incentiva e protege a má educação, mudei de ideia. O primeiro título é o que vai valer. Pais frouxos, são sim, uns bundões!!!

 

Hora de investir em saneamento

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O Brasil reduziu em 58% os investimentos em infraestrutura desde a década de 1970. Os setores de saneamento e eletricidade foram os que sofreram maiores quedas neste período (- 59% e – 67% respectivamente), segundo pesquisa realizada pela Inter.B Consultoria Internacional de Negócios para a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Nacional). O levantamento mostra que entre 1971 e 1980, o país investiu 5,42% do PIB em infraestrutura, contra 2,28% entre os anos de 2011 e 2014. O estudo mostra ainda uma das piores mazelas que caminham com as obras públicas brasileiras. Além da redução de investimentos nesses empreendimentos, empregamos mal os recursos públicos. No saneamento, os dados apresentaram os piores indicadores na conclusão da sua execução. A pesquisa aponta que apenas 9,3% das obras do setor do PAC 1 e 26,7% do PAC 2 foram concluídas no período programado. Também é relevante a execução dos investimentos nessa área. Apenas 3,7% no PAC 1 e 36,1% no PAC 2 foram investidos em saneamento do total programado. 

A falta de investimentos em coleta e tratamento de esgoto afeta milhares de brasileiros com elevação dos custos na saúde pública. A Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) defende a imediata reavaliação dos projetos na área de saneamento básico no país, ressaltando a importância de maior transparência das informações sobre esses empreendimentos. É indispensável o acompanhamento da sociedade de todo o programa, com seus projetos e ações individuais, com custos e cronograma de execução. O país também precisa assumir o compromisso de adotar medidas de planejamento que garantam a execução da obra de acordo com as reais necessidades da população. Por isso, devemos melhorar a qualidade desses empreendimentos com uma legislação atualizada, que determine a execução de uma obra a partir de um projeto básico e executivo, por meio de uma licitação equilibrada, com os aspectos “técnica” e “preço” de acordo com os preceitos de uma economia mais aberta e competitiva. 

As nações desenvolvidas já adotaram procedimentos para contratar projetos de melhor qualidade. Para reduzir custos e concluir as obras dentro das especificações necessárias, elas adotam a contratação de consultorias, cujos custos não ultrapassam 5% do valor final do empreendimento. A criação de um banco de projetos que, por suas características estratégicas futuras, seja capaz de agregar as melhores soluções de infraestrutura, é outra sugestão da Apecs para os períodos com menores recursos financeiros. Assim, com a retomada dos investimentos públicos, os agentes podem reduzir os prazos de execução de uma obra e atender à demanda da sociedade. Essa agenda deve ser prioridade para o país. A Apecs tem certeza que o adiamento de obras essenciais tem forte repercussão negativa para o nosso futuro, impedindo que o Brasil alcance posições de uma nação de referência internacional. 

 

Caixa recebe projeto segunda

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Laguna

Um ponto turístico com melhor acessibilidade. Esta é a intenção de representantes da prefeitura de Laguna com o projeto que prevê a pavimentação da avenida Professora Júlia Nascimento, no Morro da Glória, que liga o Mar Grosso ao Centro Histórico. O documento será entregue na Caixa Econômica Federal na segunda-feira. O município recebeu, na última terça, o projeto elaborado pela Amurel. O valor da obra é estimado em aproximadamente R$ 500 mil para uma extensão total de 244,8 metros, uma área de 3.231,15 m².

A assessoria técnica da associação dos municípios foi a responsável pelo projeto, sem custos à municipalidade. O dinheiro já está garantido por meio da emenda (n° 37860002) do senador Dário Elias Berger: R$ 250 mil, e outra (n° 31830006) de mesmo valor do deputado federal Edinho Bez. A pavimentação permitirá, de acordo com a justificativa do projeto, uma melhoria significativa para turistas e moradores ao Centro Histórico, com calçadas, sinalização viária e uma área de observação.

O secretário de Turismo, Lazer e Comunicação da prefeitura de Laguna, Iberê Aguiar Jaques, destaca o desenvolvimento que a pavimentação asfáltica trará à localidade. “É de fundamental importância a melhoria desse trecho. Com o número de turistas e visitantes que recebemos aqui, além de proporcionar maior tranquilidade para os moradores locais, será uma grande conquista para a cidade”, resume o secretário.

O assessor de gabinete do município, Laércio Freitas, explica os detalhes do processo. “Na segunda-feira, encaminhamos o projeto à Caixa, que já solicitou os documentos. Eles terão até 30 dias para avaliar. Com a liberação, o próximo passo seria iniciar a licitação”, pontua. 

Baleia-de-bryd encalhada pode ter colidido com embarcação

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Rafael Andrade 
Laguna

Técnicos do Projeto de Monitoramento de Praias da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), profissionais do Projeto Baleia-Franca e da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia-Franca, do Instituto Chico Mendes, do governo federal, passaram boa parte desta sexta-feira na isolada Praia do Tamborete, no Molhe Sul da Barra da Lagoa Santo Antônio dos Anjos, no bairro Ponta da Barra, em Laguna, para avaliar o corpo de uma baleia de dez metros, morta após encalhar no banco de areia. Uma análise macroscópica indicou que a causa do encalhe pode ter sido decorrente de uma colisão com embarcação. 

O caso ocorreu na tarde desta quinta-feira, e chamou muita a atenção de lagunenses e turistas. O grupo fez a necropsia no animal ali mesmo e, depois, foi enterrado com apoio de homens da prefeitura.

Segundo a bióloga e diretora do Projeto Baleia-Franca, Karina Groch, é um cetáceo adulto e ficou com uma “bola” que aparece de uma forma bem evidente, que se tratava da língua inchada do animal. “Ela tem hábito costeiro. Já temos registros dessa espécie aqui na região e mesmo em toda costa brasileira. Ainda não foi possível saber o sexo nem as possíveis causas da morte”, explica a bióloga.

É de uma espécie que não costuma aparecer muito na região. A Baleia-de-bryd costuma migrar ao litoral brasileiro na primavera e verão. O comprimento médio dos machos e fêmeas é, respectivamente, de 13,7 metros e 14,5 metros, e pesa entre 16 e 18,5 toneladas. Seu corpo é longo, esguio, cabeça larga e plana com uma quilha central proeminente e duas quilhas laterais, característica que as diferenciam das baleias-sei.
 

Atlético Tubarão estreia contra o Concórdia

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Tubarão

Focado, preparado e unido. Essas são as principais características do time desta temporada do Atlético Tubarão, que fará a sua partida inicial no catarinense deste ano contra o Concórdia, neste domingo, às 15 horas, no Estádio Emília Mendes Rodrigues, em Imbituba. O Peixe jogaria em casa no Domingos Silveira Gonzalez, porém, por questões burocráticas, a partida não pode ser realizada em Tubarão.

Na Cidade Portuária, o Tricolor iniciará a sua caminhada em busca de uma vaga na elite do futebol de Santa Catarina.  A equipe do bairro Oficinas trabalha há mais de um mês em busca da melhor forma. Treinamentos físicos puxados e trabalhos técnicos para colocar em campo o melhor. “Será um campeonato muito disputado. É uma competição com muitos times qualificados, basta olhar para o plantel de cada equipe. Tenho certeza que nossa preparação foi bem feita e dará tudo certo. Vamos buscar este acesso, que o clube e a cidade merecem, por tudo que tem sido realizado”, analisa o atacante Rafinha. 

Conforme o técnico Marcelo Mabília, o elenco do Peixe tem tudo para fazer bonito nesta temporada e todas as condições foram e serão dadas para que o grupo consiga atingir o objetivo: o acesso à Série A do Catarinense. “As condições de trabalho para a comissão técnica e para os atletas foram dadas. Não podemos nos sentir visitantes na cidade, mas inseridos dentro da comunidade de Tubarão. Nos foi dado um desafio e queremos alcançá-lo.

Sabemos que é difícil, mas não impossível”, avalia. A pré-temporada do Peixe ocorreu em cidades próximas como Treze de Maio e Jaguaruna. 

Leão do Sul duelará fora de casa com o Barra
O Hercílio Luz viajou na tarde desta sexta-feira para enfrentar o seu primeiro desafio rumo ao objetivo maior que é a volta da equipe para a elite do futebol catarinense. O Leão do Sul faz a sua estreia fora de casa contra o Barra, no Estádio Augusto Bauer, em Brusque, neste sábado, às 16 horas. “Em toda estreia sentimos aquele frio na barriga e isso é normal até o jogo iniciar. Nossa equipe é leve, rápida e vamos usar o que temos de melhor. Destaco uma forte marcação com um contra-ataque rápido”, assegura o zagueiro Alex Silva.

 O elenco do Leão do Sul possui 25 jogadores com uma média de 26 anos e uma folha salarial que cabe no bolso do clube. O Colorado continua a pagar as dívidas antigas com receitas fixas. Algumas peças chegarão até a próxima semana no time do Centro da Cidade Azul.

De acordo com o diretor de futebol, Dalmiro Nunes, o Miroca, os representantes da equipe Colorada montaram um time forte que brigará para ser campeão. “Fizemos uma equipe de verdade. Não almejamos somente subir para a Série A. Não há dúvidas de que faremos de tudo para sermos campeões da segundona. Só contratamos os atletas quando escutamos o sim de comprometimento com a equipe e com o clube”, esclarece Miroca.


O elenco do Hercílio Luz realizou na manhã desta sexta-feira o último treino antes da partida

Foto:Divulgação/Notisul
 

 

 

O incansável Clemente de Sousa

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Tubarão

De uma família de 12 irmãos, criado na roça, pessoa simples. Quem não conhece Clemente de Sousa mal imagina o tamanho da história vencedora deste senhor de 75 anos. 

O tubaronense, campeão da São Silvestre no ano 2000, dono do recorde de 1h00min31seg naquela prova, colecionador de mais de mil troféus e 1,5 mil medalhas, vive com a esposa no bairro Monte Castelo, em Tubarão. Ele está pronto para correr novamente na manhã deste domingo na 8ª etapa da Corrida do Bem, com saída às 8 horas, em frente ao Sesi na av. Marcolino Martins Cabral, após recuperar-se de uma lesão no joelho.

Último a levar a tocha olímpica no revezamento que passou por Tubarão, Clemente revela que está na sua melhor fase. “Nem que eu fosse um garoto de 20 e poucos anos me sentiria tão bem fisicamente, mentalmente, em tudo”, salientou, com um belo sorriso, lembrando da família que sempre o incentiva.

Corpo são, mente sã
Numa área de dois cômodos ao lado de casa, centenas de troféus e medalhas estão distribuídos em estantes. Nos últimos anos, o atleta reuniu também uma variedade de recortes de jornais e produziu uma galeria de quadros.

Corredor profissional, incentivador do esporte, fundador e patrono do Clube dos Corredores de Rua de Tubarão, o Cortuba, ele ainda treina 12 a 15 km por dia, cuida da alimentação – muitas frutas e cereais – e frequenta a academia. “Ao longo da existência, seu corpo tem que ser cansado para que seu cérebro descanse”, ensina.

Clemente nunca para. Se precisa ir a algum lugar, prefere andar ou pedalar, mesmo se for para passear na casa de praia, em Jaguaruna. “Minha mulher vai de carro e eu de bicicleta”, brinca. “Não existe ex-maratonista. O corredor nunca se aposenta”, avisou.

“Quero inspirar os mais jovens”
Clemente estava nos preparativos das festas de bodas de 50 anos quando soube que conduziria a Tocha Olímpica. Ficou surpreso, mas não recusou. “Eu vi naquele momento que seria uma oportunidade de inspirar os mais jovens”, lembra. “Quando eu treinava no meio do mato diziam que eu era maluco. Não sabiam que estava plantando a semente para as futuras gerações. Vários congressos dizem que se a pessoa quiser sobreviver com mais qualidade de vida tem que praticar o esporte, que é o mais barato. Basta colocar um par de tênis e sair”, sugere. Adepto de uma vida natural, o atleta condena o uso de drogas para melhorar o desempenho no esporte. “A pessoa tem que ser campeão na raça”, criticou. 

Atleta de Tubarão será voluntário nas Olimpíadas
Entre os dias 5 e 21 do próximo mês, as atenções de todo o mundo estarão voltadas para o Rio de Janeiro. O motivo será as Olimpíadas Rio-2016. O maratonista de Tubarão, Amarildo Nascimento, de 54 anos, participará das competições, desta vez não como atleta, mas ele desempenhará um papel muito importante no maior evento poliesportivo do planeta, será um dos 35 mil voluntários. Amarildo conta que se inscreveu para participar da competição no início do ano passado, porém o resultado demorou alguns meses para sair. “A agonia foi grande. Como não podia atuar como atleta queria estar ajudando o meu país de alguma forma e o voluntariado contribui para isso. Há seis meses estamos trabalhando com treinamentos especiais online para o evento. Estar nas Olimpíadas é motivo de muita alegria”, festeja o tubaronense. 

O maratonista atuará no evento como apoiador e incentivará os atletas no Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão). No local ocorrerão as disputas de atletismo. No último sábado, Amarildo carregou a Chama Olímpica em Torres, no Rio Grande do Sul. Conforme ele, o símbolo foi o seu maior troféu. “Levar a Tocha foi o ápice de tudo. Participar desse momento único no país levando a paz, união e o amor entre os povos é indescritível. Esse presente ficará marcado para sempre na minha vida”, comemora.

O revezamento da tocha começou no dia 3 de maio, em Brasília. Um dos símbolos máximos, passará por mais de 300 municípios brasileiros até chegar ao Estádio do Maracanã, no próximo dia 5, data da cerimônia de abertura. A chama foi acesa com os raios do sol no dia 21 de abril em Olímpia, na Grécia, seguindo tradição milenar. Ela passou por algumas cidades gregas até chegar ao Brasil.


Amarildo carregou a Tocha Olímpica no último sábado em Torres, no Rio Grande do Sul
Foto:Divulgação/Notisul