quinta-feira, 9 abril , 2026
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Começa a obra

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Laguna

 

 
Homens e máquinas ‘invadiram’ a praia do Mar Grosso, em Laguna. É o começo de uma obra há tempos reivindicada pela comunidade: a revitalização da orla. As antigas lajotas começaram a ser retiradas e os tubos de concretos para a implantação do novo sistema de drenagem já estão no local. Os trabalhos iniciaram pela região dos molhes.
 
A obra foi licitada por R$ 2.183.850,69 e é executada pela empresa Magapavi. Deste total, R$ 233.850,69 são referentes à contrapartida da prefeitura. O restante diz respeito a uma emenda parlamentar da então ex-senadora Ideli Salvatti (PT), por meio do Ministério do Turismo.
 
A meta é que esta primeira fase dos trabalhos esteja pronta em um ano. Serão revitalizadas uma extensão de 2.550 metros, com calçadão de quatro metros de largura e ciclovia de 2,3 metros.
 
Serão abertas 804 vagas de estacionamentos, das quais 75 são para deficientes físicos. Ao todo, 155 palmeiras real serão replantadas. Nesta primeira etapa da obra, será realizada a ampliação da drenagem superficial da Bacia da Orla (avenida e passeios), com bocas de lobo a cada 50 metros dos dois lados da avenida. A drenagem existente será mantida, a fim de otimizar os pontos de coleta.
 
O canteiro central será diminuído para adequação da área de estacionamento nos dois sentidos da pista. As lajotas retiradas para a implantação da ciclovia e calçada serão colocadas nos Molhes. 
 
Segunda fase da obra
A segunda etapa da revitalização da orla da praia do Mar Grosso, em Laguna, deverá ser viabilizada com recursos provenientes da venda dos terrenos do loteamento Ravena, localizado na avenida Beira-mar, avaliados em R$ 22 milhões. “Apresentamos à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) um programa de parcelamento dos lotes, onde os recursos serão destinados para a infraestrutura”, antecipa o prefeito Célio Antônio.
Com a liberação dos lotes para venda, o passo seguinte é discutir com entidades onde deverá ser investido o dinheiro. “Temos que pensar na unificação dos pisos da orla, no trânsito pesado e no eixo de mobilidade no Mar Grosso. Espero que as conversas sejam iniciadas em breve”, projeta Célio Antônio.Novos retornos serão construídos. Um espaço para eventos também será elaborado, na região dos molhes. Bancos e lixeiras resistentes serão instalados em toda a extensão da orla, que terá ainda iluminação especial.

Mais de mil pessoas serão beneficiadas na região

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Tubarão

Um mutirão de cirurgias será iniciado no estado na próxima semana e seguirá até o fim do ano. Na região, serão realizados 1.303 procedimentos, 609 destinados à gerência regional de Tubarão, 230 para Braço do Norte e 464 para Laguna. No estado, serão 22,6 mil cirurgias pelo Projeto Estadual de Cirurgias Eletivas, com um custo de R$ 20 milhões. 

As operações serão realizadas por ordem de inscrição. Terão prioridade os pacientes cadastrados no sistema e em espera há mais de dois anos na fila. A meta da secretaria estadual de saúde é que os 200 hospitais catarinenses participem do projeto. 
 
Para incentivar a adesão dos médicos, será oferecido um valor além do tabelado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Vamos considerar que uma cirurgia de ortopedia custa R$ 700,00. Mas esse valor não paga o material de vídeo. Se a cirurgia custar R$ 1 mil, o estado pagará a diferença”, explica o secretário de saúde do estado, Dalmo Claro de Oliveira.
 
Por causa da falta de horários nas agendas de alguns médicos, também serão realizados procedimentos cirúrgicos durante os fins de semana e à noite. 
Só em Florianópolis, a expectativa é realizar mais de três mil cirurgias. Os hospitais de Imbituba e Braço do Norte também estão aptos. 
 
As cirurgias contemplam as especialidades:
• Oftalmologia: cirurgia de catarata.
• Otorrinolaringologia: amígdalas e adenóide.
• Cirurgia geral: vesícula, hérnia e varizes. 
• Ortopedia: cirurgias de joelho, membros superior e inferior e retirada de materiais de síntese.

Eleitores não serão transferidos

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Pescaria Brava

A Escola Chiquinha Gomes de Carvalho não será mais um dos locais de votação do novo município, Pescaria Brava. Na última semana, o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina atendeu o pedido do corregedor regional eleitoral e vice-presidente do TRESC, desembargador Irineu João da Silva, para que a escola fosse excluída.

A decisão foi tomada depois que o juiz da 20ª zona eleitoral, Maurício Mortari, realizou uma inspeção no local. Ele concluiu que a escola está situada em uma área que pertence a Laguna. O magistrado também decidiu que os eleitores que estavam inscritos nas seções eleitorais localizadas na escola não devem ser transferidos para Pescaria Brava.  
Na visita a escola, Mortari estava acompanhado pelo prefeito de Laguna, Célio Antônio (PT), pelo procurador-geral de Laguna, Gelson de Souza, e por representantes da Comissão Pró-Emancipação do Distrito de Pescaria Brava. 

Calendário será definido esta semana

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Karen Novochadlo
Tubarão
 
Ainda não foi completamente definido como ficará o calendário de reposição de aulas dos alunos das escolas estaduais. De acordo com a gerência regional de educação em Tubarão, até o fim desta semana deve ser emitido um comunicado pela secretaria estadual.  
 
Por enquanto, as escolas repõem as aulas conforme o calendário disponibilizado pelo governo para este mês. A greve dos professores durou 62 dias, com 40 dias letivos sem aulas. 
 
Cada estabelecimento de ensino vira-se como pode para repor o conteúdo. “Em algumas, ocorrem aulas no contra-turno. Outras, em vez das aulas terminarem às 11h30min, encerram ao meio-dia”, explica a gerente regional de educação, Teresa Cristina Meneghel. Em algumas escolas, há reposição no período noturno. Na regional de Tubarão, não foi preciso contratar nenhum ACT. 
 
Na Escola Hercílio Luz em Tubarão, 18 dos 22 professores entraram em greve. De acordo com a diretora, Zenaide Alves Mateus, nove educadores trabalharam ontem. Há alguns dias, os ACTs repuseram o conteúdo no contra-turno.
 
“Pelos meus cálculos, as aulas vão até o dia 16 de janeiro”, contabiliza Teresa Cristina. Esta estimativa é para as unidades onde não há horários disponíveis para a reposição. Nesta sexta-feira, a gerente se reunirá com todos os diretores para dar as diretrizes de como cada instituição de ensino deve montar o calendário. 

Roda dos expostos 2011

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Em 2001, Maria Emília Azevedo e equipe ofereceram aos catarinenses um (filme) curta com uma cena de alta densidade emocional em que uma jovem mãe, valendo-se do quase anonimato da escuridão da noite, deposita uma bela criança recém-nascida na roda dos expostos. Ao girar a roda, a criança desaparece das vistas e da vida da mãe. Certamente, jamais desapareceria de sua memória, de seus remorsos, de seus sentimentos de culpa.
 
O instituto da roda dos expostos ou dos inocentes revela um dos papéis que santas casas e instituições religiosas exerciam num cenário em que a maternidade “clandestina” enfrentava a condenação mais fria e absoluta das famílias e da sociedade.
 
Em Florianópolis, ou melhor, na Desterro do século 19, o Imperial Hospital de Caridade, da nossa quase tricentenária Irmandade do Senhor dos Passos, cumpriu a missão socialmente heróica de acolher os enjeitados.
 
O Tribunal de Justiça de São Paulo, segundo O Estadão de 19 de julho, dá contas de que nos últimos 12 meses, em levantamento que abrange menos de 20% do estado, a cada três dias, uma mãe entregou seu filho recém-nascido aos cuidados da justiça. Ou seja, 102 mães desistiram de seus filhos nascidos vivos. Psicóloga ouvida diz que essas mulheres, geralmente, não se posicionam como mães e guardam pouco sofrimento. Nos dias de hoje, boa parte é de vítimas do crack.
 
Na mesma reportagem, informa-se que uma criança recém-nascida, ainda com cordão umbilical, foi encontrada viva em um bueiro de Londrina, no Paraná. E passa bem. Para reduzir o isolamento das mães que chegam a esse extremo e informar que se pode entregar um bebê ao estado, planeja-se uma campanha dita educativa. 
 
Lembro que Leonel Brizola, com seu raciocínio campeiro, comparava e advertia que “quando, num rebanho, a mãe rejeita a cria, isto é sinal de que o conjunto caminha para a extinção”.
Sem termos derrubado todas as barreiras sociais à mãe solteira e sem termos podido promover a educação que contempla a maternidade responsável, percebemos que, apesar de avanços institucionais, vivemos com menos amor e menos valores do que imaginamos.

Cor e raça são decisivos

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Zahyra Mattar
Tubarão

Uma pesquisa feita pelo IBGE reforça o que entidades de defesa da comunidade negra no país alertam há muitos anos. As leis para punir atitudes racistas são eficazes, mas o preconceito por conta da raça e da cor são tão sutis que passam ‘batido’.

O levantamento aponta que mais da metade da população brasileira (63,7%) reconhece que a cor ou a raça exerce efeitos diferentes nas relações cotidianas. Segundo o resultado, o trabalho, citado por 71% dos entrevistados, é a situação cotidiana que mais sofre influência da cor e da raça.
Em seguida, aparecem as relações com a polícia/justiça (68,3%) e no convívio social (65%). “Estes números devem ser maiores, muitos têm vergonha de admitir. A cor da pele ainda fala mais alto do que o currículo, ainda é decisiva no mercado de trabalho. Um negro, por mais gabaritado que seja, ainda é preterido por alguém da raça caucasiana. É um ranço do passado”, concorda o professor Maurício da Silva, de Tubarão.

Ele lembra que há alguns anos os anúncios de emprego pediam boa aparência, o que agora é proibido. “O negro chegava e era dispensado porque teoricamente não era considerado dentro do padrão exigido. Absurdo”, dispara o professor.
A presidenta do Movimento Cultural de Conscientização Negra Tubaronense (Mocnetu), Alaíde Corrêia, também é enfática quanto ao tema. “A discriminação, hoje, ocorre de forma muito sutil, mas existe e em grande escala. A vaga existe, mas quando o negro, o índio, chega, dizem que a vaga já foi preenchida”, alerta.
O resultado do censo 2010 neste aspecto, mostra que a região é formada por maioria branca. Os negros somam pouco mais de 15 mil pessoas. “Muitos preferem dizer que são pardos ou morenos. O negro ainda nutre preconceito contra si próprio”, admite Alaíde.

Comunidade ganha sábado diferente

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Tubarão

Após uma sexta-feira de prisões e apreensões de armas, munições, droga e dinheiro no bairro Campestre, em Tubarão, a comunidade do Jardim Floresta (a Área Verde), no bairro Passagem, teve um sábado diferente. Por meio do projeto Mãos Amigas, os moradores usufruíram de uma série de atividades voltadas ao social, à saúde, à educação e ao lazer.

Desde a última terça-feira, policiais militares e civis estão no local para combater a criminalidade. Juntamente, a intenção é elevar a qualidade de vida das pessoas e oferecer mais cidadania às famílias. Para o secretário de gestão da prefeitura, Estêner Soratto da Silva Júnior, a aproximação entre da comunidade com a polícia e a prefeitura é o que os moradores precisam.
“Muitos não têm consciência de que existem estes mecanismos, que o poder público oferece vários serviços gratuitos e têm medo de buscar auxilio policial. Nossa meta é esta: resgatar estas pessoas, esta famílias. Aqui residem muitas pessoas de bem, trabalhadoras e honestas”, valoriza Soratto.

Uma providência para evitar mais aglomero e permitir que o acesso à comunidade seja mais fácil é a abertura da rua Luciano Luiz, onde o projeto foi executado. “Existe um terreno que vamos desapropriá-lo. Além de facilitar o trânsito, também viabilizará a passagem da polícia, dos bombeiros, ambulâncias”, antecipa Soratto.
Para a secretária de desenvolvimento social da prefeitura, Vera Stüpp, a receptividade foi excelente. “A comunidade veio buscar os serviços, com destaque às crianças e aos jovens. O ideal é que este trabalho seja sistemático e ocorra, ao menos, uma vez por mês para surtir efeito”, idealiza Vera.

Moradores aproveitaram os serviços oferecidos

Vários profissionais da prefeitura de Tubarão e entidades participaram das atividades na comunidade de Jardim Floresta (a Área Verde), no bairro Passagem, em Tubarão, neste sábado. Equipes das secretarias de desenvolvimento social e saúde marcaram presença. Cerca de 26 encaminhamentos para a confecção da carteira de identidade foram realizados.
Na parte de estética, oferecida pelo Senac, 30 moradores utilizaram os serviços. As crianças divertiram-se com cinema, jogos de mesa, desenho e leitura, entre outras brincadeiras. O projeto ‘Paz na Linha’ também foi levado por profissionais da Ferrovia Teresa Cristina (FTC).

Equipes da secretaria de saúde fizeram a distribuição de preservativos e orientaram sobre a prevenção da dengue e sobre saúde bucal. Um escovódromo foi montado para ensinar as crianças como higienizar os dentes. Houve distribuição de escovas e creme dental.
O projeto “Mãos Amigas” é desenvolvido além das polícias civil e militar, por meio da parceria entre a prefeitura e entidades, como Acit, CDL, OAB, Tractebel, Exército, FTC, Sesc, Rotary, Senac e Combemtu, entre outras.

Skatistas fazem passeata

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Mirna Graciela
Tubarão

Com disposição e muita garra, cerca de 60 skatistas de Tubarão realizaram ontem à tarde uma passeata pelo centro da cidade. Eles saíram da praça Osvaldo Pinto da Veiga (do antigo Angeloni) e percorreram a avenida Marcolino Martins Cabral até o Praça Shopping.

A ação visa reivindicar ao poder público um novo espaço para a prática do esporte, já que semana passada a pista que usavam, no estacionamento do antigo Angeloni, no Centro, apelidada de ‘Anjéla’, foi destruída. “Não protestamos contra a demolição, mas sim por um outro local para o nosso esporte”, explica o presidente da Associação Tubaronense de Skateboard, Ranieri Rodrigues, 26 anos.
Eles não querem muito. Apenas o espaço. A estrutura eles mesmos farão. “Uma quadra grande seria o ideal. O resto nós mesmos fazemos”, reforça. Hoje à noite eles vão na câmara de vereadores, onde participarão de uma audiência, explicar os motivos da necessidade de um novo espaço.

A pista na praça Walter Zumblick, no Centro, é para a modalidade ‘vertical’. A praticada pelos rapazes é a ‘street’ e assimila os obstáculos de rua. A pista ‘Anjéla’ existia desde 2003 e foi montada pelos garotos.
O vice-presidente da associação, Philipe Gonçalves Honório, conta que no local foram promovidos quatro campeonatos nacionais, inclusive com a presença de grandes nomes do esporte no Brasil e internacionalmente, como Luan de Oliveira e Ricardo de Carvalho. “No último participaram skatistas do Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul”, relembra Philipe.

Novo espaço é avaliado

A paixão pelo skate é notável diante da união e a vontade de fazer acontecer. Na semana passada, os skatistas de Tubarão foram pegos de surpresa quando viram a pista onde treinavam, no estacionamento do antigo Angeloni, na margem direita, destruída.
“Não sabíamos que o terreno tinha sido vendido. É um direito do dono, claro”, observa o presidente da Associação Tubaronense de Skateboard, Ranieri Rodrigues. No lugar serão construídos dois prédios.
Os integrantes da associação sugerem que o espaço cedido seja a praça na avenida Pedro Zapellini, ao lado do Ginásio Santíssimo Sacramento (irmãs Bahianas) ou ao lado da pista, na praça Walter Zumblick.
O secretário de cultura e esporte da prefeitura, Luiz Ernani Buerguer, solicitou ao prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) um espaço junto ao Ginásio Otto Feuerschuette, no bairro Aeroporto. A proposta é avaliada.

Duas pessoas morrem na região

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Mirna Graciela
Tubarão

Duas mortes ocorreram na região entre a última sexta-feira e ontem. Uma foi por atropelamento, em Tubarão, e a outra devido a um acidente de carro, em Treze de Maio.
Ontem, por volta das 6h30min, Cristiano dos Santos Lourenço, 18 anos, conduzia sua motocicleta, de Pedras Grandes, quando, em uma curva, bateu em um barranco na Estrada São Sebastião. O jovem voltava de uma festa da comunidade local.
Inconsciente, Cristiano foi socorrido pelo próprio pai, avisado do acidente por um morador. Ele levou o filho para o Hospital São Sebastião, em Treze de Maio, mas o rapaz não resistiu aos ferimentos e faleceu horas depois.

A outra morte vitimou Paulo César Miranda, 45 anos, na última sexta-feira. Ele tentava cruzar a BR-101 de bicicleta, perto do viaduto de acesso ao bairro Morrotes, em Tubarão, quando foi atingido por um Pálio, de Içara. O condutor do veículo, um homem de 42 anos, saiu ileso e parou para prestar socorro.

Paulo foi conduzido ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, mas não resistiu ao ferimentos e morreu por volta das 19h30min. Até o fechamento desta página, por volta das 23 horas, sua documentação ainda não tinha sido apresentada ao Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão. Ele morava no bairro Pantanal.

Moradores fecham rodovia e pedem segurança

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Mirna Graciela
Tubarão

Os motoristas que passaram pela BR-101, no bairro São Cristóvão, em Tubarão, no sábado à tarde, tiveram uma surpresa. Indignados, os moradores da localidade bloquearam a rodovia nas proximidades da Vinícola Grassi. Munidos de faixas e cartazes, eles exigiram a construção de uma passarela para pedestre e mais proteção nas passagens inferiores.

A BR-101 ficou interditada por 25 minutos, o que formou filas de até cinco quilômetros de extensão nos dois sentidos da rodovia. A falta de segurança neste trecho vitimou pelo menos sete pessoas nos últimos dois meses, entre atropelamentos e acidentes. O único local que os pedestres têm para atravessar as pistas é por uma passagem inferior. Mas a estrutura não está finalizada, falta a iluminação.
Com isso, o local tornou-se um reduto de mendigos e usuários de droga. Uma mulher de 44 anos quase foi atacada por dois homens quando tentou utilizar o equipamento para levar a filha à catequese.

“Precisamos de uma passarela. Aqui tem escolas dos dois lados (da rodovia), as crianças correm risco diariamente. Tive que tirar minha filha de uma instituição e colocar em outra para ela não ter mais que atravessar a BR-101 todos os dias”, revela a cabeleireira Mariléia Rodriques, 38 anos.
Os moradores mostram-se decididos a não esquecer o movimento e prometeram que se a situação não for resolvida nos próximos dias, eles fecharão novamente a rodovia.

Perdi um pedaço de mim”

Emocionados, parentes e amigos das pessoas que morreram no trecho da BR-101 no bairro São Cristóvão, em Tubarão, formaram um círculo que simbolizou um abraço na rodovia e oraram em homenagem as pessoas que perderam suas vidas.
Uma delas foi Maria Teresinha Meura de Melo, 60 anos. Ela morreu atropelada na semana passada. Ao tentar atravessar a rodovia, foi atingida por uma caminhonete. Ela morreu duas horas depois de dar entrada no Hospital Nossa Senhora da Conceição.

“Sinto muita falta da minha filha. Perdi um pedaço de mim. É muito triste perder uma filha desta forma”, lamentou o pai de Teresinha, João Meura, de 83 anos, sem conter as lágrimas. Com um foto da filha nas mãos trêmulas, ele participou do manifesto deste sábado para pedir mais segurança no trecho.
“A manifestação é legítima, tem que dar um basta na falta de compromisso no que se refere à duplicação. Tem lugar que só passa boi e fizeram viaduto. Em Tubarão, passa gente, são seres humanos”, ponderou o secretário de administração da prefeitura, Edson Firmino, também presente no ato.