Laguna
Laguna
Tubarão
Um mutirão de cirurgias será iniciado no estado na próxima semana e seguirá até o fim do ano. Na região, serão realizados 1.303 procedimentos, 609 destinados à gerência regional de Tubarão, 230 para Braço do Norte e 464 para Laguna. No estado, serão 22,6 mil cirurgias pelo Projeto Estadual de Cirurgias Eletivas, com um custo de R$ 20 milhões.
Pescaria Brava
Zahyra Mattar
Tubarão
Uma pesquisa feita pelo IBGE reforça o que entidades de defesa da comunidade negra no país alertam há muitos anos. As leis para punir atitudes racistas são eficazes, mas o preconceito por conta da raça e da cor são tão sutis que passam ‘batido’.
O levantamento aponta que mais da metade da população brasileira (63,7%) reconhece que a cor ou a raça exerce efeitos diferentes nas relações cotidianas. Segundo o resultado, o trabalho, citado por 71% dos entrevistados, é a situação cotidiana que mais sofre influência da cor e da raça.
Em seguida, aparecem as relações com a polícia/justiça (68,3%) e no convívio social (65%). “Estes números devem ser maiores, muitos têm vergonha de admitir. A cor da pele ainda fala mais alto do que o currículo, ainda é decisiva no mercado de trabalho. Um negro, por mais gabaritado que seja, ainda é preterido por alguém da raça caucasiana. É um ranço do passado”, concorda o professor Maurício da Silva, de Tubarão.
Ele lembra que há alguns anos os anúncios de emprego pediam boa aparência, o que agora é proibido. “O negro chegava e era dispensado porque teoricamente não era considerado dentro do padrão exigido. Absurdo”, dispara o professor.
A presidenta do Movimento Cultural de Conscientização Negra Tubaronense (Mocnetu), Alaíde Corrêia, também é enfática quanto ao tema. “A discriminação, hoje, ocorre de forma muito sutil, mas existe e em grande escala. A vaga existe, mas quando o negro, o índio, chega, dizem que a vaga já foi preenchida”, alerta.
O resultado do censo 2010 neste aspecto, mostra que a região é formada por maioria branca. Os negros somam pouco mais de 15 mil pessoas. “Muitos preferem dizer que são pardos ou morenos. O negro ainda nutre preconceito contra si próprio”, admite Alaíde.
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Tubarão
Após uma sexta-feira de prisões e apreensões de armas, munições, droga e dinheiro no bairro Campestre, em Tubarão, a comunidade do Jardim Floresta (a Área Verde), no bairro Passagem, teve um sábado diferente. Por meio do projeto Mãos Amigas, os moradores usufruíram de uma série de atividades voltadas ao social, à saúde, à educação e ao lazer.
Desde a última terça-feira, policiais militares e civis estão no local para combater a criminalidade. Juntamente, a intenção é elevar a qualidade de vida das pessoas e oferecer mais cidadania às famílias. Para o secretário de gestão da prefeitura, Estêner Soratto da Silva Júnior, a aproximação entre da comunidade com a polícia e a prefeitura é o que os moradores precisam.
“Muitos não têm consciência de que existem estes mecanismos, que o poder público oferece vários serviços gratuitos e têm medo de buscar auxilio policial. Nossa meta é esta: resgatar estas pessoas, esta famílias. Aqui residem muitas pessoas de bem, trabalhadoras e honestas”, valoriza Soratto.
Uma providência para evitar mais aglomero e permitir que o acesso à comunidade seja mais fácil é a abertura da rua Luciano Luiz, onde o projeto foi executado. “Existe um terreno que vamos desapropriá-lo. Além de facilitar o trânsito, também viabilizará a passagem da polícia, dos bombeiros, ambulâncias”, antecipa Soratto.
Para a secretária de desenvolvimento social da prefeitura, Vera Stüpp, a receptividade foi excelente. “A comunidade veio buscar os serviços, com destaque às crianças e aos jovens. O ideal é que este trabalho seja sistemático e ocorra, ao menos, uma vez por mês para surtir efeito”, idealiza Vera.
Moradores aproveitaram os serviços oferecidos
Vários profissionais da prefeitura de Tubarão e entidades participaram das atividades na comunidade de Jardim Floresta (a Área Verde), no bairro Passagem, em Tubarão, neste sábado. Equipes das secretarias de desenvolvimento social e saúde marcaram presença. Cerca de 26 encaminhamentos para a confecção da carteira de identidade foram realizados.
Na parte de estética, oferecida pelo Senac, 30 moradores utilizaram os serviços. As crianças divertiram-se com cinema, jogos de mesa, desenho e leitura, entre outras brincadeiras. O projeto ‘Paz na Linha’ também foi levado por profissionais da Ferrovia Teresa Cristina (FTC).
Equipes da secretaria de saúde fizeram a distribuição de preservativos e orientaram sobre a prevenção da dengue e sobre saúde bucal. Um escovódromo foi montado para ensinar as crianças como higienizar os dentes. Houve distribuição de escovas e creme dental.
O projeto “Mãos Amigas” é desenvolvido além das polícias civil e militar, por meio da parceria entre a prefeitura e entidades, como Acit, CDL, OAB, Tractebel, Exército, FTC, Sesc, Rotary, Senac e Combemtu, entre outras.
Mirna Graciela
Tubarão
Com disposição e muita garra, cerca de 60 skatistas de Tubarão realizaram ontem à tarde uma passeata pelo centro da cidade. Eles saíram da praça Osvaldo Pinto da Veiga (do antigo Angeloni) e percorreram a avenida Marcolino Martins Cabral até o Praça Shopping.
A ação visa reivindicar ao poder público um novo espaço para a prática do esporte, já que semana passada a pista que usavam, no estacionamento do antigo Angeloni, no Centro, apelidada de ‘Anjéla’, foi destruída. “Não protestamos contra a demolição, mas sim por um outro local para o nosso esporte”, explica o presidente da Associação Tubaronense de Skateboard, Ranieri Rodrigues, 26 anos.
Eles não querem muito. Apenas o espaço. A estrutura eles mesmos farão. “Uma quadra grande seria o ideal. O resto nós mesmos fazemos”, reforça. Hoje à noite eles vão na câmara de vereadores, onde participarão de uma audiência, explicar os motivos da necessidade de um novo espaço.
A pista na praça Walter Zumblick, no Centro, é para a modalidade ‘vertical’. A praticada pelos rapazes é a ‘street’ e assimila os obstáculos de rua. A pista ‘Anjéla’ existia desde 2003 e foi montada pelos garotos.
O vice-presidente da associação, Philipe Gonçalves Honório, conta que no local foram promovidos quatro campeonatos nacionais, inclusive com a presença de grandes nomes do esporte no Brasil e internacionalmente, como Luan de Oliveira e Ricardo de Carvalho. “No último participaram skatistas do Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul”, relembra Philipe.
Novo espaço é avaliado
A paixão pelo skate é notável diante da união e a vontade de fazer acontecer. Na semana passada, os skatistas de Tubarão foram pegos de surpresa quando viram a pista onde treinavam, no estacionamento do antigo Angeloni, na margem direita, destruída.
“Não sabíamos que o terreno tinha sido vendido. É um direito do dono, claro”, observa o presidente da Associação Tubaronense de Skateboard, Ranieri Rodrigues. No lugar serão construídos dois prédios.
Os integrantes da associação sugerem que o espaço cedido seja a praça na avenida Pedro Zapellini, ao lado do Ginásio Santíssimo Sacramento (irmãs Bahianas) ou ao lado da pista, na praça Walter Zumblick.
O secretário de cultura e esporte da prefeitura, Luiz Ernani Buerguer, solicitou ao prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) um espaço junto ao Ginásio Otto Feuerschuette, no bairro Aeroporto. A proposta é avaliada.
Mirna Graciela
Tubarão
Duas mortes ocorreram na região entre a última sexta-feira e ontem. Uma foi por atropelamento, em Tubarão, e a outra devido a um acidente de carro, em Treze de Maio.
Ontem, por volta das 6h30min, Cristiano dos Santos Lourenço, 18 anos, conduzia sua motocicleta, de Pedras Grandes, quando, em uma curva, bateu em um barranco na Estrada São Sebastião. O jovem voltava de uma festa da comunidade local.
Inconsciente, Cristiano foi socorrido pelo próprio pai, avisado do acidente por um morador. Ele levou o filho para o Hospital São Sebastião, em Treze de Maio, mas o rapaz não resistiu aos ferimentos e faleceu horas depois.
A outra morte vitimou Paulo César Miranda, 45 anos, na última sexta-feira. Ele tentava cruzar a BR-101 de bicicleta, perto do viaduto de acesso ao bairro Morrotes, em Tubarão, quando foi atingido por um Pálio, de Içara. O condutor do veículo, um homem de 42 anos, saiu ileso e parou para prestar socorro.
Paulo foi conduzido ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, mas não resistiu ao ferimentos e morreu por volta das 19h30min. Até o fechamento desta página, por volta das 23 horas, sua documentação ainda não tinha sido apresentada ao Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão. Ele morava no bairro Pantanal.
Mirna Graciela
Tubarão
Os motoristas que passaram pela BR-101, no bairro São Cristóvão, em Tubarão, no sábado à tarde, tiveram uma surpresa. Indignados, os moradores da localidade bloquearam a rodovia nas proximidades da Vinícola Grassi. Munidos de faixas e cartazes, eles exigiram a construção de uma passarela para pedestre e mais proteção nas passagens inferiores.
A BR-101 ficou interditada por 25 minutos, o que formou filas de até cinco quilômetros de extensão nos dois sentidos da rodovia. A falta de segurança neste trecho vitimou pelo menos sete pessoas nos últimos dois meses, entre atropelamentos e acidentes. O único local que os pedestres têm para atravessar as pistas é por uma passagem inferior. Mas a estrutura não está finalizada, falta a iluminação.
Com isso, o local tornou-se um reduto de mendigos e usuários de droga. Uma mulher de 44 anos quase foi atacada por dois homens quando tentou utilizar o equipamento para levar a filha à catequese.
“Precisamos de uma passarela. Aqui tem escolas dos dois lados (da rodovia), as crianças correm risco diariamente. Tive que tirar minha filha de uma instituição e colocar em outra para ela não ter mais que atravessar a BR-101 todos os dias”, revela a cabeleireira Mariléia Rodriques, 38 anos.
Os moradores mostram-se decididos a não esquecer o movimento e prometeram que se a situação não for resolvida nos próximos dias, eles fecharão novamente a rodovia.
“Perdi um pedaço de mim”
Emocionados, parentes e amigos das pessoas que morreram no trecho da BR-101 no bairro São Cristóvão, em Tubarão, formaram um círculo que simbolizou um abraço na rodovia e oraram em homenagem as pessoas que perderam suas vidas.
Uma delas foi Maria Teresinha Meura de Melo, 60 anos. Ela morreu atropelada na semana passada. Ao tentar atravessar a rodovia, foi atingida por uma caminhonete. Ela morreu duas horas depois de dar entrada no Hospital Nossa Senhora da Conceição.
“Sinto muita falta da minha filha. Perdi um pedaço de mim. É muito triste perder uma filha desta forma”, lamentou o pai de Teresinha, João Meura, de 83 anos, sem conter as lágrimas. Com um foto da filha nas mãos trêmulas, ele participou do manifesto deste sábado para pedir mais segurança no trecho.
“A manifestação é legítima, tem que dar um basta na falta de compromisso no que se refere à duplicação. Tem lugar que só passa boi e fizeram viaduto. Em Tubarão, passa gente, são seres humanos”, ponderou o secretário de administração da prefeitura, Edson Firmino, também presente no ato.