quarta-feira, 8 abril , 2026
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Depois da tempestade, boas novidades

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Cleber Latrônico
Tubarão

O dia de ontem no Anibal Costa foi novamente foi movimentado. Só que, desta vez, diferente de terça-feira, quando o clube viveu momentos tensos, as novidades são positivas. E a tranquilidade transparece no semblante dos dirigentes, comissão técnica e jogadores.

A grande notícia é a confirmação, por parte do presidente do clube, Michel Mussi, de um grande patrocinador para o clube. Trata-se da Corbetta Construtora, de Criciúma. A empresa será a principal patrocinadora do clube e junta-se à Beckhauser Malhas, que também apoia o Leão.

“Eu estava para fechar com eles há uns quatro dias e hoje (ontem) tivemos a felicidade de contar com uma empresa deste porte. Os donos da Corbetta são de Tubarão e amigos meus, de bastante tempo”, revelou Michel.
Quem esteve ontem no Anibal Costa e está prestes a ser contratado é Márcio Azevedo. O administrador por formação trabalhou durante nove anos no Avaí, como gerente de futebol, e foi um dos responsáveis pelo acesso à Série A do Brasileiro, em 2008, e também da boa campanha do clube na elite nacional, no ano seguinte. A sua contratação deve ser oficializada hoje.

Orlando é dispensado, mas outro atacante pode chegar hoje
Dentro quatro linhas, a novidade é a dispensa do atacante Orlando, por indisciplina. Por outro lado, o gerente de futebol, André Barcelos, anunciou que está próximo da contratação de outro atleta para ocupar a posição. Caso se confirme, o jogador (o nome não foi revelado), chegará hoje ao Anibal Costa. Trata-se de um “homem de área”, segundo André. Além dele, dois meias devem ser anunciados no início da próxima semana.
Ontem, a equipe treinou em dois períodos. Pela manhã, o trabalho foi realizado no Ginásio Paulo Jacob May, em Tubarão. À tarde, o treinamento foi no Ginásio Juan Manoel dos Santos, em Capivari de Baixo. Os trabalhos de hoje também serão em período integral, mas com local indefinido.

Dirigente do Tigre é assediado pelo São Caetano

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Criciúma

O gerente de futebol do Tigre, José Reis, foi assediado pelo São Caetano ontem. Um funcionário do clube do ABCD paulista telefonou para Reis sondando-o sobre a possibilidade de uma transferência para o clube adversário do Criciúma na Série B do Campeonato Brasileiro.

Reis descartou o convite, mas agradeceu pela lembrança. O dirigente afirmou estar muito satisfeito no Criciúma, rechaçando qualquer possibilidade de transferência.
O gerente de futebol aguarda para hoje a legalização dos reforços vindos do exterior. O volante Doriva e os atacantes Adeílson e Éder devem ter os seus nomes divulgados hoje no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O supervisor Giuliano Bitencourt irá até a Federação Catarinense de Futebol, em Balneário Camboriú, no intuito de agilizar o processo. O Tigre enfrenta o Paraná neste sábado, às 16h20min, no Heriberto Hülse, em jogo válido pela 12ª rodada da Série B.

Tubaronenses competem em São Paulo

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Tubarão

Os karatecas tubaronenses André de Souza, Felipe Nunes Lanzendorf e o professor e atleta Fabrício de Souza competem hoje na fase regional dos Jogos Abertos de São Paulo, em Presidente Prudente (SP), com participação de atletas de todo o Brasil.

O trio faz parte da Associação Impacto de Karatê e disputa a competição a convite da cidade de Tarabai (SP). Eles subirão no tatame na categoria kata (luta imaginária) em equipe. Fabrício de Souza compete ainda no kata individual e kumitê (luta) absoluto.

“Esta será uma nova experiência e espero uma competição extremamente difícil, devido à qualidade e ao grande número de competidores. A expectativa é de conquistar ótimos resultados”, prevê Fabrício.

A bandidagem agradece e a população padece

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As mudanças no Código Penal Brasileiro, em vigor desde 4 de julho último, estimulam a impunidade, que potencializa a criminalidade, já com índices epidêmicos, segundo critérios da ONU.
Se há presos sem condenação e prisões (verdadeiras escolas do crime) superlotadas, a solução não está em manter, nas ruas, os criminosos primários e puníveis, com até quatro anos de prisão, como determinam as citadas mudanças. Mas investindo na prevenção – para evitar que outros adentrem ao crime, na justiça – para agilizar os julgamentos e nos presídios – para ressocializar os presos.

Para isso, é preciso que crianças e jovens tenham valores e limites em casa e na escola, bons espaços para estudos, esporte, cultura, lazer e trabalho. Para o preso, que haja apenas duas expectativas: não mais delinquir e ser reintegrado à sociedade. Ou seja, trabalhar e estudar, não mais ter acesso a celular, droga e armas e, as visitas não mais servirem de pombos-correio, como dissemos, neste espaço, em “Novo Presídio, Velhos e Maiores Problemas (?)” e em “10 lições da guerra no Rio de Janeiro”.

Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova Iorque, combateu a criminalidade, com sucesso, porque, dentre outras ações, puniu os crimes, partindo dos de menor potencial ofensivo, como pular a catraca do metrô, jogar lixo no chão etc..
O crime menor, bem sucedido, estimulará o maior. Ninguém começa como bandido de alta periculosidade. Vigoram, portanto, alguns ditados antigos: Prevenir e melhor que remediar; é de pequenino que se torce o pepino; o mal se corta pela raiz.

Previstas na lei, para substituírem as citadas prisões, o histórico das medidas alternativas indica que dificilmente surtirão efeito a menos que sejam, de fato, acompanhadas. Mulheres foram assassinadas por companheiros proibidos, pela justiça, de se aproximarem delas. Presos, em liberdade condicional, esperaram descarregar a bateria da tornozeleira para desativá-la definitivamente. Parece piada, mas não é. E o pagamento de fiança livrará bandido endinheirado da cadeia.
Quer dizer, em vez da solução, optaram pelo escamoteamento do problema, consequentemente, agravando-o, como na educação. Em lugar de resolver o problema das reprovações, ensinando melhor os alunos, editaram leis e resoluções proibindo-os de reprovar em certos períodos.

Nossos legisladores, salvo as exceções de praxe, deveriam utilizar escola, transporte, saúde, e segurança publica para tomarem um choque de realidade.
Com certeza, seriam menos inúteis para a sociedade que os elegeu.

Cercados pelo medo

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Mirna Graciela
Tubarão

Uma comunidade assustada com a forte onda de criminalidade que se instalou no local. Trata-se da Área Verde, no bairro Passagem, em Tubarão. A redação do Notisul confirmou esta realidade na tarde de ontem. Os moradores têm medo de falar a respeito, mas não conseguem esconder a grande preocupação.

Em função desta situação, policiais civis e militares ‘montaram acampamento’ no bairro, como forma de combater a violência e levar mais tranquilidade à população. A delegacia móvel da 5ª Delegacia Regional de Polícia da cidade foi instalada em local estratégico, no foco da zona de conflito. A iniciativa faz parte do projeto “Mãos Amigas”, um trabalho conjunto com vários órgãos da sociedade, como Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Senac, Sesi, entre outros. Além da segurança, ações sociais serão levadas aos moradores.

O principal objetivo, segundo o delegado regional Renato Poeta, idealizador do projeto, é aproximar a comunidade do poder público e da polícia. E, com isto, sufocar o tráfico de drogas e conscientizar a população de que segurança pública não é somente assunto de polícia, mas de toda a sociedade. Os trabalhos serão executados 24 horas por dia, até a próxima terça-feira. O delegado Adriano de Almeida, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão, revela que, após esta data, os policias não ficarão mais no local com esta frequência, mas que as incursões policiais serão constantes para proporcionar aos moradores a segurança que eles merecem.

Ações de violência são constantes

Alguns pontos da localidade da Área Verde, no bairro Passagem, têm sido palco de uma série de conflitos armados entre grupos rivais que disputam pontos de tráfico de drogas. O resultado desta disputa reflete diretamente nos crimes ocorridos na cidade de Tubarão. Dos 11 homicídios registrados em 2011, sete ocorreram nos últimos três meses. Disparos de arma de fogo são ouvidos constantemente pelos moradores do bairro, que acionam a Polícia Militar com frequência, mas sempre no anonimato. Em uma única noite, neste mês, quatro carros foram alvejados.

Dentro do projeto “Mãos Amigas”, executado desde ontem no local, as ações relacionadas à Polícia Civil são coordenadas pelos delegados da Central de Plantão Policial (CPP) de Tubarão, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) e da Delegacia Regional de Polícia de Tubarão, com policiais das 17 delegacias, e o apoio operacional da Central de Operações Policiais (COP) de Florianópolis.

Projeto Mãos Amigas oferece atividades sociais

Com a intenção de elevar a qualidade de vida e oferecer mais cidadania às famílias, várias ações sociais serão realizadas na Área Verde, no bairro Passagem, neste sábado, em uma integração das polícias civil e militar com a sociedade, por meio de diversos órgãos. Recuperação de ruas, iluminação pública, cortes de cabelo e atividades de lazer para as crianças, com recreação e cultura, são algumas delas.
O projeto também é levado ao bairro Jardim Floresta, a partir de hoje. “Vamos efetuar a recuperação das estradas de chão e de lajotas, ver a situação da drenagem e limpar as caixas coletoras. Além disso, os profissionais da Cosip vão revisar postes e lâmpadas”, explicou o secretário de infraestrutura, Nilton de Campos.

“Eles estão tomando conta do nosso lugar”, lamenta moradora

O delegado Adriano de Almeida, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão, relatou que a equipe de policiais civis e militares foi bem recebida, ontem de manhã, pela população da Área Verde, no bairro Passagem. “Inclusive, alguns moradores elogiaram esta ação. São pessoas de bem, que desejam melhorias e a tranquilidade de volta”, destacou o delegado.

No entanto, estas pessoas que desejam ver a paz novamente estão amedrontadas, e muitas não querem se manifestar publicamente. É o caso de uma mulher de 32 anos. “Acho que estava na hora de dar um basta nisto. Eles (os traficantes) estão tomando conta do nosso lugar, que está perdendo a paz. Não conseguimos colocar a cabeça no travesseiro e ter um sono tranquilo. Não dá para saber o que vai acontecer no dia seguinte”, reclamou.

Outra moradora, uma senhora de 63 anos, estava de olho na ação da polícia, mas não quis conversar muito com a reportagem, a exemplo de muitos outros. Ela mora bem no foco do conflito. “Saio de casa, vou para o meu trabalho, volto do fim do dia, e me tranco aqui com minha família, não quero falar”, disse a senhora.

Dia ‘quente’ no Hercílio Luz

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Cleber Latrônico
Tubarão

A falta de café da manhã para os atletas e o cancelamento do treino marcado para o primeiro período do dia de ontem era o prenúncio de um dia complicado no Hercílio Luz. E a confirmação veio logo em seguida, quando o técnico Joceli dos Santos anunciou a sua saída do clube.

Mas o pior ainda estava por vir. À tarde, em uma reunião entre os atletas, comissão técnica e o gerente de futebol, André Barcelos, a bomba do dia explodiu. André anunciou que o clube desistiria de disputar a Divisão Especial do Catarinense e liberaria os atletas (que treinam no clube há 13 dias sem contratos assinados). André avisou que uma reunião com a diretoria, marcada para o fim da tarde, decidiria sobre os seus salários.

A decisão revoltou os atletas, que abriram mão de outras propostas para virem para atuar em Tubarão. Eles aguardaram a reunião sem deixar o Estádio Anibal Costa. Nervosos, poucos quiseram falar com a imprensa. E os que falaram pediram para não serem identificados, todos com as mesmas reclamações: amadorismo, desorganização e falta de planejamento.
Como previsto, às 17 horas, o presidente Michel Mussi reuniu-se com a cúpula colorada no estádio. Na saída, não quiseram falar sobre o que haviam decidido. E partiram para outra reunião, desta vez com os atletas, no vestiário.

A ‘raiz’ dos problemas

O anúncio da desistência do Hercílio Luz da segundona do Campeonato Catarinense foi motivado pela falta de patrocínios suficientes para suprir os gastos do time, inicialmente estimados em R$ 150 mil mensais. Mas o orçamento do clube não passa de R$ 75 mil.

Os dois jogadores com os salários mais altos são o goleiro Adílson e o atacante Felipe Oliveira. Cada um recebe uma média de R$ 3,6 mil. Ontem, nos bastidores, chegou-se a comentar que a diretoria iria propor uma redução dos salários aos atletas, informação não confirmada até o fechamento desta página, por volta de 22h40min.

A folha de pagamento dos jogadores, comissão técnica e funcionários do clube deve ser quitada no próximo dia 5. Mas alguns atletas reclamaram que haviam pedido adiantamentos, o que foi negado pelos diretores.
O grupo do Leão também mostra insatisfação com a estrutura do clube e condições de trabalho. Questões simples como falta de uniformes limpos para os treinos, reembolso de passagens e combustível, café da manhã (o caso de ontem) e até água são citadas com problemas.

Jogadores dizem que ficam, se Joceli ficar!

Após a reunião entre jogadores e diretoria, alguns atletas confirmaram o que o presidente do Hercílio Luz, Michel Mussi, havia informado antes, mas com uma ressalva. Eles afirmaram que ficam no clube, desde que o treinador Joceli dos Santos também permaneça.

Os jogadores reconheceram o esforço do mandatário colorado e disseram que ninguém sai se o clube cumprir as promessas, renovadas ontem à noite. E às 22 horas de ontem, um final feliz para a torcida, clube, jogadores e comissão técnica. Após uma reunião com Michel Mussi, que durou aproximadamente 2 horas, Joceli dos Santos garantiu que permanece no clube com todos os atletas. “Vou dar um voto de confiança ao presidente e ao clube”, avisou.

Diretoria convence atletas a ficarem, volta atrás, e decide disputar a segundona

Já era noite quando a diretoria do Hercílio Luz reuniu-se com a maioria dos atletas no vestiário do Anibal Costa. Em um encontro fechado para a imprensa, os jogadores puderam expressar suas insatisfações e reivindicações aos cartolas do Leão.

A reunião durou aproximadamente uma hora e terminou, pelo menos provisoriamente, com um final feliz para o clube. O presidente hercilista, Michel Mussi, confessou alguns equívocos.
“Agimos com amadorismo para um time que disputará um campeonato profissional. Mas nossa obrigação é reconhecer e corrigir estes erros, e é por isso que estamos aqui. Os atletas chegarem para tomar café e não ter é de um amadorismo a toda prova”, reconheceu.

Contudo, o mandatário contornou a crise e pediu mais apoio. “Convencemos os jogadores e o técnico a ficarem. O que foi acordado de salários foi mantido. Estamos fazendo o possível, fomos ao comércio, nas indústrias, mas parece que a cidade não quer. Hoje, conseguimos contornar, mas salvador da pátria eu não sou. É preciso que a diretoria procure sócios. Todos precisam dar sua parcela de contribuição. Caso contrário, o futuro do Leão pode ganhar outro rumo”, avisou Michel Mussi.

Trio é abordado com crack, arma e dinheiro

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Tubarão

Três pessoas foram presas ontem, por volta das 18 horas, pelos policiais rodoviários federais do Grupo de Apoio Tático (GAT) de Tubarão. A abordagem ocorreu nas proximidades da ponte da divisa de Capivari de Baixo com a Cidade Azul. Trata-se de duas mulheres, de 23 e 24 anos, e um jovem de 18.

Eles estavam em um Ford Fiesta e transportavam um quilo de crack, um revólver calibre 38 e R$ 1.335,00. O trio não acatou a ordem da parada dos policiais e jogou a droga às margens da rodovia. Durante a fuga, apontaram uma arma para fora do veículo, instante em que os policiais do GAT atiraram nos pneus do veículo e fizeram com que os criminosos se entregassem.

Segundo um deles, a droga foi comprada em Imbituba, mas os policiais desconfiam que foi adquirida em Florianópolis e seria distribuída em Tubarão. Todos foram encaminhados à Central de Plantão Policial (CPP) de Tubarão. Até o fechamento desta página, encontravam-se na CPP para os procedimentos.

Escola Verde!

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Os alunos da 2ª série da escola municipal Presidente Juscelino Kubitscheck, na comunidade de São Cristóvão, em Tubarão, aprenderam lições importantes sobre o meio ambiente no último mês. Eles participaram do programa “Semanas Verdes”, promovido pela Alcoa.

Na ação, eles puderam integrar várias oficinas, dentro da empresa, como desenho, pintura, música, teatro e tomar um lanchinho bem gostoso. Também realizaram um passeio pela mata, onde puderam observar os tipos de plantas e uma bela cachoeira. Todos sentiram como é bom respirar o ar puro! Com certeza, aprenderam lições valiosas de preservação da natureza!

Dentro da escola, professores, alunos e monitores desenvolveram um projeto baseado no livro Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon.
Os estudantes ainda fizeram uma panfletagem na comunidade, para conscientizar os moradores sobre os cuidados com o meio ambiente. No fim do projeto, as crianças produziram o livro Crianças do Dedo Verde.

Menino do Dedo Verde
No último mês, a leitura de cabeceira das crianças da 2ª série da escola municipal Presidente Juscelino Kubitscheck, da comunidade de São Cristóvão, em Tubarão, foi o Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon. O protagonista, Tistu, é um menino especial cujo dom é transformar em vida a terra infértil. Para isso, basta mergulhar o dedo para fazer florescer um belo jardim. A obra é um dos maiores clássicos da literatura infanto-juvenil do mundo.

Jornal na sala e em casa

Todos os dias, os estudantes do 5º ano da escola municipal Presidente Juscelino Kubitscheck, do bairro São Cristóvão, em Tubarão, levam o Notisul para casa. Todos acompanham as notícias fresquinhas! A editoria preferida da maioria é esporte.

Eles vibram com os atletas do município e de todo Brasil. E também se emocionam com histórias mais humanas. Nenhuma página é desperdiçada. Na última segunda-feira, eles estudaram o tempo verbal, utilizando os títulos das reportagens.

Uma outra tarefa é recortar as palavras-cruzadas do jornal, que são guardadas com muito carinho. Nos próximos dias, será promovida uma gincana cultural. A equipe que resolver mais cruzadinhas vence. É uma excelente forma de ganhar vocabulário.

Quem vai descascar o pepino?

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Zahyra Mattar
Tubarão

Com o bombardeio de denúncias que recaem sobre o Ministérios dos Transportes, uma solução para a retomada das obras no lote 25 de duplicação da BR-101, entre Capivari de Baixo e Laguna, também é colocada em xeque. As obras estão paradas há oito dias, por conta da falta de pagamento dos salários. Indignados e sem respostas do consórcio Araguaia/Blokos/Emparsanco, os trabalhadores cruzaram os braços.

Os salários começaram a ser pagos na noite de quarta-feira passada por um representante do grupo. Na quinta e na sexta-feira, os funcionários compareceram para trabalhar, mas foram dispensados. O mesmo ocorreu segunda-feira e ontem. Os operários dizem que os gestores do consórcio não estão em Laguna, onde fica a sede do grupo. Ontem, deveria ter ocorrido uma reunião, em Brasília, para definir como ficará a situação.
Contudo, o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), Hideraldo Caron, que havia intimado o consórcio a se explicar, foi afastado. É esperado que o Planalto anuncie um substituto logo. O problema é que, até o convocado aceitar assumir, inteirar-se dos problemas e descascar o pepino, vai um bom tempo.

Neste caso, a pergunta é outra: quando as obras serão retomadas? Por ora, o discurso é que as obras em andamento não serão – e nem estariam – afetadas por causa da crise nos Transportes, que também culminou no afastamento do diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot. Desde terça-feira da semana passada, o Notisul tenta contato com a Araguaia, sem sucesso.

Começa o cadastro de trabalhadores à obra da ponte

Desempregado há dois meses, André Henrique Bitencourt, 21 anos, nem acreditou quando uma oportunidade de emprego ‘bateu no seu ouvido’, literalmente. “Quando escutei o carro de som anunciar que o caminhão do Sine estaria no meu bairro em busca de trabalhadores, não pensei duas vezes”, conta André.

Assim como ele, muitos moradores estão ansiosos em fazer parte da equipe do consórcio Camargo Corrêa/M.Martins/Construbase, que construirá a ponte de transposição do canal de Laranjeiras, na comunidade de Cabeçudas, em Laguna.
Ontem, o posto volante do Sine esteve no bairro Vila Vitória e cadastrou 40 homens, entre 30 a 50 anos, para serem selecionados. A ação é realizada por meio de uma parceria entre o Sistema Nacional de Emprego e a secretaria de assistência social da prefeitura de Laguna.

A prioridade é cadastrar as pessoas que recebem o benefício do programa Bolsa Família, do governo federal. O ônibus do Sine também passará pelos bairros Portinho e Barbacena.
Atualmente, 2.166 mil famílias de Laguna estão cadastradas no Bolsa Família. A meta é ocupar 500 das 800 vagas de emprego que o consórcio abrirá para Laguna com estas pessoas.
Também há vagas para mulheres, como cozinheiras e serviços gerais. Neste caso, o cadastro deve ser feito no posto do Sine em Laguna, na rua Raulino Horn (da praça da República Juliana). O telefone para contato é o 3644-1122.

Como vai ser feita a ponte?

O canteiro de obras e o setor administrativo do consórcio Camargo Corrêa/M.Martins/Construbase em Laguna será instalado na SC-436, ao lado do bairro Cohab, em uma área de dez hectares. O espaço já foi alugado.
O terreno tem acesso até a lagoa, um dos motivos para ter sido escolhido. Isto porque toda a parte de concretagem e demais trabalhos deste tipo serão feitas em terra. Todo o material e trabalhadores serão transportados por balsas gigantescas até o local da obra. Serão usados cerca de 20 balsas.

Cerca de 20 engenheiros do grupo já estão em Laguna para iniciar os trabalhos, medições e uma série de questões ‘burocráticas’. A ponte sobre o canal de Laranjeiras foi licitada por R$ 597.190.345,20.
A construção terá quatro etapas. Na primeiro, será feita a fundação no solo. Depois, a construção dos pilares. A terceira fase é a colocação dos mastros e a última são os acabamentos.

Fases da obra

1ª – Fundação
No solo embaixo da ponte, serão feitas escavações com 2,5 metros de diâmetro, que serão protegidas com camisas metálicas. A mais profunda ficará a 75,8 metros de profundidade. Essas estacas serão armadas com vergalhões de concreto e, depois, preenchidas com concreto. Quatro equipes trabalharão ao mesmo tempo, em pontos diferentes da ponte.

2ª – Construção dos pilares
Assim que a fundação estiver pronta, começa a construção dos pilares de concreto, que irão sustentar as aduelas. A primeira de cada pilar é chamada de aduela de disparo. Construída no próprio local, serve de apoio para receber as demais, que serão colocadas simultaneamente em sentidos opostos em relação ao pilar. Concluída a armação das aduelas em um vão, a estrutura é completada com as abas laterais, que também são pré-moldadas. Paralelamente às duas primeiras etapas, as aduelas e as abas começam a ser feitas no canteiro de obras logo ao início da obra e, assim que dois pilares contínuos ficarem prontos, elas serão automaticamente transportadas e colocadas na estrutura.

3ª – Colocação dos mastros
A parte estaiada do vão central será apoiada em dois mastros com 50 metros de altura em relação ao pavimento da ponte. Em cada lado dos mastros, serão instalados 14 cabos chamados de estais (serão 56 no total), que terão a função de sustentar e dar equilíbrio à estrutura.

4ª – Acabamento
Nesta fase, serão feitas a colocação de proteções nas laterais e no centro da ponte, a pavimentação do tabuleiro e a pintura de faixas.

Ação civil é proposta

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Zahyra Mattar
Tubarão

O vereador tubaronense Geraldo Pereira (PMDB), o Jarrão, sua ex-assessora Cynara Guimarães Antunes e o Instituto Nacional Municipalista (INM) têm até a quarta-feira da próxima semana para apresentar suas argumentações em resposta à ação civil proposta pelo vara da fazenda pública do Ministério Público.

O processo é o terceiro em virtude do caso que envolveu Jarrão e Cynara, após os dois serem filmados na praia de Porto de Galinhas, no horário que supostamente deveriam estar em um curso para parlamentares, promovido pelo INM. O caso veio à tona em agosto do ano passado.
A ação civil pública busca esclarecer se houve, ou não, improbidade administrativa. O juiz Luis Francisco Delpizzo Miranda fez o despacho, para citação dos réus, no último dia 8. Jarrão e Cynara receberam a intimação na semana passada. O INM ainda não foi intimado.

Na esfera criminal, o vereador e sua ex-assessora já responderam a uma ação parecida. A primeira audiência de instrução e julgamento, sob o comando do juiz Elleston Canali, a primeira vara criminal de Tubarão, ocorreu no dia 15 do mês passado.
Nesta data, foram ouvidos o presidente da câmara de vereadores, João Batista de Andrade (PSDB), e a esposa de Jarrão, Rita Maria Guimarães Pereira. Ambos foram arrolados também pela defesa, quanto pela acusação.
Ainda serão ouvidas outras sete testemunhas por meio de carta precatória, já que não residem na comarca de Tubarão.

No TCE, o assunto está encerrado

O vereador Geraldo Pereira (PMDB), o Jarrão, e sua ex-assessora Cynara Guimarães Antunes comprovaram ao tribunal de Contas do Estado (TCE) que devolveram à câmara, os valores recebidos a título de diárias, passagens e inscrição no 416º Encontro Nacional de Vereadores, realizado entre os dias 1º e 5 de julho do ano passado, em Recife (PE).

A viagem culminou em um escândalo político depois que Jarrão e Cynara apareceram em uma matéria feita pelo programa Fantástico, da Rede Globo. A reportagem era sobre denúncias de que vereadores de diversos estados teriam utilizado irregularmente recursos públicos destinados à participação em eventos de capacitação.

Os dois apresentaram ao TCE comprovantes de depósito que confirmam o ressarcimento, por cada um, de R$ 4.300,82. Do total devolvido por cada um, R$ 2.867,20 são referentes às diárias, R$ 1.083,62 às passagens e R$ 350,00 à inscrição.

Além disso, eles também devolveram R$ 406,61 e R$ 421,81, respectivamente, referentes à atualização monetária, acrescida de juros. Com o ressarcimento ao erário, o Pleno do TCE deu quitação aos dois e julgou regulares, com ressalva, as contas referentes ao processo que verificou irregularidades na participação do vereador e da assessora no evento de Recife.

Para os advogados de defesa dos dois, Fábio Zabot Holthausen e Maurício Daniel Monçons Zanotelli, a decisão do TCE reforça o que Jarrão afirma desde o início do caso. “Temos plena convicção da inocência dos nossos clientes. A decisão do TCE chega em bom momento, pois confirma a tese da defesa, de que eles não praticaram qualquer irregularidade”, valoriza o advogado Maurício Daniel.