Tubarão
O estado de saúde da bebê de dois meses que teria sido espancada pelo próprio pai, em Capivari de Baixo, ainda é considerado grave, segundo representantes do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão. O caso ocorreu nesta terça-feira (17). A criança foi levada a unidade de saúde com afundamento no crânio e fraturas pelo corpo. Ela passou por cirurgia no início da tarde desta terça e permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI).
O pai da criança foi preso na terça-feira à tarde. Conforme o delegado da Polícia Civil de Capivari de Baixo, Vandilson Moreira da Silva, o caso chegou ao conhecimento da polícia no início da tarde. “Representantes do conselho tutelar vieram a delegacia e informaram o ocorrido. Buscamos o apoio da polícia militar de Tubarão e eles trouxeram os pais da criança que estavam no hospital para prestar depoimento. Conversamos com os genitores, a mãe apresentava falas desconexas e o pai estava inquieto e não demonstrava preocupação com a situação. Na instituição de saúde ele por diversas vezes queria se evadir do local”, conta o delegado.
Segundo Vandilson, o médico que atendeu a menina relatou que em todos os anos como profissional de medicina este foi o primeiro caso com esta gravidade. “O médico estava emocionado e assegurou que o corrido não poderia ser outro a não ser agressão. A menina apresentava fraturas nas pernas e braços. Em maio, quando ainda tinha apenas 12 dias de vida, a criança teve fratura na costela. Na época a mãe alegou que estava dando banho na bebê, no entanto, a menina escorregou de suas mãos e caiu na banheira. Depois disso, a menina foi atendida na unidade também por convulsão. Na terça-feira, porém os profissionais da área da saúde constataram agressão. A mãe afirmou que as agressões eram constantes, pois o marido dizia que a menina não seria filha biológica e que a ameaçava a criança e a jovem de morte. Ela também será investigada por possível omissão”, observa.
Na delegacia, a mãe da criança contou que a desconfiança do pai se deu pelo fato da menina não ter as características fisiológicas dos demais filhos e que pretendia fazer exame de DNA para comprovar a paternidade. O homem está preso em Tubarão e deve responder por maus-tratos e tentativa de homicídio. De acordo com a conselheira tutelar, Louizi Cristina Eich, da cidade termelétrica, o caso chegou ao conhecimento dos profissionais por volta das 10h desta terça-feira. “Acompanhamos esta situação e realizamos os procedimentos cabíveis e esperamos que a criança possa ter alta hospitalar em breve”, resume.

