Letícia Matos
Tubarão
A paralisação dos servidores do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) completa hoje 45 dias. E a queda de braço entre o governo federal e os grevistas, ao que parece, não cessará tão cedo. Ontem, os servidores protestaram em frente aos Ministérios do Trabalho e da Previdência Social, em Brasília. Os grevistas pedem um reajuste de 27%, porém o governo sinalizou um acréscimo de 22,8% parcelado até 2019.
Em Santa Catarina, mais de 90% dos servidores estão paralisados. Conforme a diretora executiva do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde da Anvisa e da Previdência de Santa Catarina (Sindprevs), Viviane Fogaça, em Tubarão o número de grevistas chegou a 85% ontem. “Somente três servidores e dois gerentes estão trabalhando. Em Laguna, o número de grevistas é um pouco menor, mas a paralisação também está firme. Nesta semana, a federação entrou com uma petição contra o governo. Além de cortar o ponto, os nossos salários serão descontados. Porém, a greve não foi considerada ilegal e isso não pode ocorrer”, explica Viviane.
Segundo o diretor do Sindprevs, João Paulo Silvestre, a adesão aumentou significativamente em todo o país. “O governo cortará o ponto dos grevistas e, com isso, a adesão cresceu. Nesta semana mais pessoas chegaram à capital federal e estão nos ajudando a pressionar os gestores. Muitos daqueles que não estavam em greve resolveram aderir em solidariedade aos colegas”, esclarece.
O ministro do planejamento, orçamento e gestão, Nelson Barbosa, salientou que o governo elabora uma proposta para todas as categorias do funcionalismo público que demandam o reajuste. A expectativa é de que as medidas sejam apresentadas nesta semana.
Abrangência da agência em Tubarão
A agência de Tubarão atende os moradores de dez municípios: Jaguaruna, Sangão, Treze de Maio, Gravatal, São Martinho, Armazém, Pedras Grandes, Pescaria Brava, Capivari de Baixo e Tubarão. A população atendida é de cerca de 245 mil pessoas, de acordo com os dados do INSS.
Reivindicações
• Redução da jornada de trabalho para 30 horas;
• Incorporação das gratificações aos salários;
• Data base em 1º de maio;
• Realização de concurso público;
• Melhores condições de trabalho;
• Paridade entre ativos e aposentados;
• Fim do assédio moral nos locais de trabalho.

