Jailson Vieira
Laguna
A greve dos servidores da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), que estava programada para iniciar amanhã, tomou novo rumo. Primeiro, terá uma assembleia estadual.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de Santa Catarina (Sintaema), José de Oliveira Mafra, adianta que a direção da Companhia apresentará uma contraproposta amanhã em um encontro, na capital, com funcionários. “Vamos analisar o valor e, se entendermos que a proposta for positiva, não entraremos em greve. Caso contrário, estará agendada para a próxima quarta-feira”, esclarece José.
A categoria reivindica o acordo coletivo de trabalho desde o último mês, quando entregou a pauta de pedidos à diretoria da estatal. O pagamento integral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – 9,83% (período de maio de 2015 a abril de 2016) – é o principal deles, além da renovação das cláusulas do Admitido em Caráter Temporário (ACT) 2015/2016, aumento real de salários, jornada de seis horas para todos, fim das terceirizações e mudanças na estrutura organizacional e de gestão da Casan, com redução do número de diretorias e de funções comissionadas, além da definição de um perfil técnico para estes cargos/ funções.
O diretor administrativo da estatal, o tubaronense Arnaldo Venício de Souza, garante que na proposta enviada para os servidores o pagamento integral do INPC é a principal aceitação da direção. “Vamos entregar a documentação amanhã (hoje) e esperar pela resposta. Acreditamos que os trabalhadores aceitarão”, pressupõe.
Nos últimos dias 17 e 19, a categoria paralisou suas atividades por quatro horas como forma de protestar e exigir da empresa uma proposta de acordo com os anseios dos servidores. Quase 100 agências aderiram. Cerca de 200 dos 295 municípios catarinenses são atendidos pela empresa.
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