FOTO Notisul
O sistema é bruto
Nos últimos meses, os sistemas político, econômico e judiciário balançaram diante de um dos maiores escândalos financeiros dos últimos tempos, que atingiu investidores de toda ordem. O caso alcançou grandes e pequenos, políticos e ministros da Suprema Corte.
A situação envolvendo, principalmente, os ministros Dias Toffoli e Alexandre Moraes e o Banco Master ganhou repercussão após decisões judiciais relacionadas a processos que envolvem instituições financeiras. Não só o Banco Master.
Em quem confiar
O que aconteceu? O ministro Dias Toffoli, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), foi relator de processos que discutiam investigações e bloqueios de valores envolvendo o Banco Master.
Quando o escândalo veio à tona, decisões tomadas pelo ministro passaram a levantar suspeitas. Alguns atos considerados precipitados chamaram a atenção do país — e a bomba explodiu.
Amigo do meu amigo
O novo relator dos processos, André Mendonça, extremamente evangélico, tem inclinação à esquerda. É amigo pessoal, na Corte, do ministro Dias Toffoli, que fazia a interlocução entre o STF e o governo Bolsonaro na época em que Mendonça era ministro do ex-presidente.
Mas, para os bolsonaristas, a esperança é a última que morre.
André Mendonça foi advogado-geral da União (de 2019 a 2020) e ministro da Justiça e Segurança Pública (de 2020 a 2021) durante o governo Bolsonaro.
Tudo articulado
Li e gostei. Compartilho com você, amigo leitor:
“O roteiro de Brasília em 2026: Lula libera o impeachment de Toffoli, Alcolumbre, presidente do Senado, põe em pauta. Jorge Messias sobe e Rodrigo Pacheco (União) garante a vaga. Tudo em nome da ‘democracia’, claro. De amigo do amigo do meu pai a peça de descarte no tabuleiro. O centrão não faz política, faz gestão de RH de luxo.”
Ex-governador Moisés

O ex-governador Carlos Moisés decidiu: é pré-candidato a deputado federal nesta eleição. Não tem mais volta. É oficial.
Ele tem até o dia 4 de abril para definir por qual partido disputará. Convites não faltarão — é questão de conversa. Moisés mira PSD, MDB, Progressistas e Podemos.
A Amurel ganha mais um federal.
Nem mini reforma, nem reforma
O que o prefeito de Tubarão Estener Soratto (PL) fará depois do Carnaval não é reforma, nem mini reforma. São trocas de lugares. Sai um nome, entra outro.
Pode até mudar o modo de gestão em determinada pasta. Por enquanto, o secretário Jó Kruger será o único atingido. Nos bastidores, porém, fala-se — ainda sem confirmação — na saída de outro secretário, guardado a sete chaves.
A possível novidade
Nilton de Campos (PL) pode sair da Câmara de Vereadores para o Executivo. O vereador desmente a especulação, mas a política é dinâmica.
Já Felipe Tessmann (PL) é, até o momento, a única certeza de saída da Casa Legislativa rumo a uma secretaria. Qual delas ainda é dúvida no Paço Municipal. São duas opções. Uma delas será.
A bomba de Momo 1
Os antigos políticos diziam que o ano político no Brasil começa durante ou depois do Carnaval. A máxima se confirmou no MDB.
O ex-deputado federal Edinho Bez, em entrevista à Rádio Litoral, colocou fogo no parquinho ao lançar, em plena festança de Momo, sua filha, a advogada Leatrice, como candidata a deputada estadual pela Amurel.
A bomba de Momo 2
O MDB de Tubarão, na segunda-feira de Carnaval, divulgou carta aberta afirmando que essa candidatura não prosperará na Amurel. O diretório regional já oficializou o ex-delegado Jorge Kock para deputado estadual e João Marcelo (Joma) para deputado federal.
Edinho irredutível
Edinho afirmou à Coluna que não abre mão da indicação. A filha será candidata pela história política do pai.
No MDB é assim: quando parece que tudo está calmo, na sigla de doutor Ulysses, surge uma tempestade e um novo problema. Isso ainda renderá boas notas.
Tudo passará
Fala-se em abafar uma possível CPMI do Banco Master. Jogar para baixo do tapete.
O Brasil vive de escândalos: vêm, fazem barulho e passam. Temos a CPMI dos velhinhos, a CPI do crime organizado, o caso Banco Master e, agora, o impeachment de Lula na Marquês da Sapucaí como nova narrativa.
Era tudo o que os envolvidos no escândalo do Master queriam.
Vergonha União Progressista
Progressistas e União Brasil se uniram para um manifesto considerado inusitado, debochado e vergonhoso: apoio ao ministro Dias Toffoli, do STF, citado no caso Banco Master.
Amin não assinou

Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União) assinaram a nota conjunta em defesa do ministro Dias Toffoli. Para muitos, uma demonstração de descaso com a reação popular.
O senador Amin (SC) e outros quatro senadores do PP rejeitaram o documento da União Progressista em defesa de Toffoli.
Terão coragem?
Agora cabe aos deputados do Sul, Pepê Colaço e Zé Milton, além da bancada do PP na Alesc e na Câmara Federal, manifestarem-se sobre a posição dos partidos da Federação União Progressistas.
A novela do MDB
Volnei Weber colocou o nome à disposição para vice, caso haja chapa pura, ao governo de SC. Resta saber se o MDB realmente seguirá sozinho com Carlos Chiodini ou Antídio Lunelli, que está com um pé fora da sigla.
O mais provável é uma composição com o PSD, já que não haverá espaço na chapa do governador Jorginho Mello. Nesse cenário, Volnei pode voltar para casa.
Vem forte
Gelson Merísio deve ser o nome da centro-esquerda ao Governo do Estado. Fonte próxima afirma que a decisão está tomada; falta apenas definir o partido, possivelmente PSB ou PDT.
Merísio, hoje no Solidariedade, disputou o segundo turno em 2018 contra Carlos Moisés, então no PSD, quando conquistou 28,9% dos votos — 1.075.242 no total.
Missão de Merísio
Após quase oito anos, Merísio retorna ao cenário político. Segundo relato, recebeu missão da Presidência da República e dos patrões, leia-se a JBS, para disputar o pleito com o objetivo de levar a esquerda ao segundo turno e defender o governo Lula (PT) em Santa Catarina.
Governador irritado
Fonte próxima ao governador Jorginho Mello (PL) revelou irritação com a atitude do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), que telefonou ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD) que é pré-candidato a governador, a pedido do pai, Jair.
Carlos deixou a vereança no Rio de Janeiro para ser candidato ao Senado por Santa Catarina.
O custo político do governador, avalia-se, tem sido alto.
Quiseram vazar
Reações foram autorizadas para desgastar o filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro. Tudo nos bastidores. O governador evita confronto direto com o bolsonarismo e também se preocupa com o temperamento de Carlos, que Não tem papas na língua.
Por que vazaram? A quem interessa?
O centrão é forte 1
A candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência pode ser esvaziada se não transmitir segurança às lideranças do Centrão. Ainda há incertezas. O grupo negocia e não declarou o apoio com firmeza.
O centrão é forte 2
Flávio Bolsonaro depende muito do prestígio do pai e enfrenta dificuldades para firmar uma base própria, diferentemente do movimento de adesão em massa visto em torno de Jair Bolsonaro em 2018 e 2022.
Te liga, fraco
Há um ex-político da nossa região que acha que ainda decide alguma coisa — a não ser coisa errada e ruim para alguns que ainda acreditam em troca de apoio financeiro para 2028.
Esse desastrado político nunca chegará a ser alguém na política, a não ser pagando para mostrar uma força que não tem.
Resumão sem ponto
… A absolvição do senador Jorge Seif (PL) pelo TSE, por unanimidade, foi uma vitória dele e do próprio Alcolumbre, presidente do Senado.
… Aqui, a vitória frustrou a chapa do governador Jorginho Mello (PL), do ex-governador Colombo (PSD), seus aliados e mais alguns políticos de pele felpuda.
… E, para Santa Catarina, qual a vantagem dessa unanimidade eleitoral? NADA! Porque é um senador inexpressivo, desconhecido e continuará sendo zero em atuação
… O ex-governador Carlos Moisés (Sem partido) definitivamente é candidato a deputado federal nesta eleição. Muitos amigos, ex-prefeitos principalmente, já declararam apoio ao ex-governador. Não tem mais volta
… A Câmara de Vereadores de Tubarão poderá perder dois titulares que talvez assumam cargos no Executivo. Um é certeza. O outro está sendo discutido
… O vereador Gelson Bento (PP), mesmo contra a vontade do seu partido, está trabalhando para ser candidato a deputado federal nesta eleição. Claro que as chances de Bento são pequenas e não devem evoluir. Vai faltar apoio partidário, principalmente do diretório local
FIM

