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Pela cultura da vida e da paz

Oataque que vitimou mais de 50 pessoas na boate gay em Orlando chocou o mundo. Foi o mais grave atentado nos USA após o “11 de setembro”. Mais preocupante ainda foi o atentado ter sido assumido pelo Estado Islâmico, o que gerou discussões em toda a parte. O Papa Francisco expressou consternação por mais esse ato de violência, conforme o comunicado divulgado pelo porta-voz do Vaticano: “O terrível massacre que teve lugar em Orlando, com o seu terrivelmente elevado número de vítimas inocentes, provocou no Papa Francisco, e em todos nós, os mais profundos sentimentos de horror e condenação, de dor e tumulto diante desta nova manifestação de loucura homicida e ódio sem sentido”. 

O fato é que o mais grave atentado depois da queda das torres gêmeas levou os Estados Unidos a ficarem em estado de alerta novamente. E o mais preocupante é que, mais uma vez, volta à discussão o fator islâmico. Sabemos que se trata de uma minoria que, em nome da religião muçulmana, acaba fazendo um ato extremo tão abominável, mas não podemos obviamente generalizar, concluindo que todos os muçulmanos são terroristas. É evidente que se trata de radicais fundamentalistas, que se utilizam da religião para justificar seus atos políticos e criminosos extremos. Todo e qualquer extremismo, seja religioso ou político, é responsável e por isso deve ser rechaçado. Precisamos de uma cultura da vida que seja promotora de uma cultura da paz. Não será com o ódio e a violência que iremos construir um mundo melhor, pelo contrário. Por isso não podemos aceitar atitudes como essa, de extremismo injustificável. 

Os Estados Unidos sabem que o Estado Islâmico representa um sério problema na política internacional, pelo que já fizeram no Oriente Médio, principalmente pela perseguição aos cristãos, fazendo cada vez mais vítimas e mártires. Chocante ainda foram as imagens de cristãos decapitados e jogados em penhascos pelos membros do Estado Islâmico, como também a demolição de monumentos e obras de arte, que são patrimônio histórico. Líderes do mundo todo já fizeram apelo aos Estados Unidos a ações mais enérgicas no combate ao fundamentalismo religioso e político. O mundo clama por paz, por isso rezamos pelas vítimas do ataque à boate gay, em Orlando, e por seus familiares, desejando que iniciativas efetivas sejam tomadas no sentido de combater tais extremismos, para afirmar a cultura da vida e da paz. Para não omitir o debate sobre a motivação real do assassino, posiciono-me pela tese de que ele foi movido pela frustração, pela psicopatia e pela covardia de alguém que não assumiu a própria homossexualidade, resolvendo ceifar monstruosamente a vida de frequentadores de uma casa noturna gay.

 

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