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Pelo Estado Entrevista – Candidatos ao Senado SC

“Qual será a primeira medida concreta que pretende defender no Senado?” 

 

A Coluna enviou a seguinte pergunta aos seis principais candidatos ao Senado por Santa Catarina, Afrânio Boppré, Décio Lima, Antídio Lunelli, Esperidião Amin, Carol De Toni e Carlos Bolsonaro:  

“Santa Catarina terá duas vagas no Senado em 2026. Se o senhor for eleito, qual será a primeira medida concreta que pretende defender no Senado que possa trazer um benefício direto para os catarinenses — e como pretende viabilizá-la politicamente?” 

 

*Os candidatos que não deram retorno ficaram de fora da publicação 

 

Confira a resposta de cada um deles:  

 

Afranio Boppré (Psol) – A minha primeira iniciativa no Senado não será apenas uma ação isolada, mas sim a apresentação de um pacote de medidas prioritárias focado na dignidade, no respeito e na qualidade de vida da população. Logo nos primeiros dias de mandato, vou atuar em três frentes centrais: 

Instituir o Orçamento Participativo no âmbito federal: A população precisa ter voz ativa sobre como o dinheiro público é investido. Queremos garantir que as verdadeiras prioridades do povo sejam respeitadas na definição das verbas. 

Pedir urgência na votação do fim da escala 6×1: É urgente modernizar e humanizar as relações de trabalho no Brasil. Trabalhadoras e trabalhadores precisam de mais tempo com suas famílias, para descanso, estudo e lazer. 

Apresentar Projeto de Lei para acabar com as Bets: As apostas virtuais têm drenado a renda das famílias brasileiras e gerado um grave problema de saúde pública e endividamento. Precisamos dar um basta nessa exploração e proteger o orçamento do trabalhador. 

Esse é o compromisso do nosso mandato: colocar o povo no centro das decisões desde o primeiro dia. 

 

Esperidião Amin (PP) – A primeira necessidade de Santa Catarina é viabilizar investimentos na logística do Estado que está deteriorada. Nós estamos com a nossa capacidade de circular mercadorias, a começar pela BR-101, em um estado de infarto. E como desobstruir isso? Ampliando aquilo que nós já conseguimos sob a forma de lei, derrubando veto presidencial, para que o Estado obtivesse o ressarcimento dos mais de R$ 385 milhões colocados pelo Estado no caixa do governo para pagar faturas de obras federais executadas pelo próprio DNIT. Portanto, nós podemos fazer o mesmo com outros pontos de estrangulamento, como o Morro dos Cavalos, a situação de Itajaí, a BR-280, a 480, a BR-282. Assim, estaremos replicando o que já fizemos antes, abatendo da dívida. Portanto, esse acordo é perfeitamente moral e já é legal. 

 

Carol De Toni (PL) –  

 

Antídio Lunelli (MDB) – Minha primeira prioridade será defender uma mudança profunda no pacto federativo, para que mais dinheiro fique em Santa Catarina e nos municípios. E isso tem uma consequência direta na vida das pessoas: mais recursos para a saúde, por exemplo. 

 

Não é razoável o município ter o hospital, a unidade de saúde, a fila de exames, cirurgias e consultas para atender e, ao mesmo tempo, depender permanentemente de Brasília para conseguir dinheiro.  

 

Mas o Senado também tem uma responsabilidade que não pode ser ignorada: estabelecer equilíbrio entre os Poderes. Quero participar da discussão de uma ampla reforma no Supremo Tribunal Federal, com regras mais claras para a escolha de ministros, critérios mais rigorosos e mandato definido, além de fortalecer o papel do próprio Senado nas decisões que lhe cabem constitucionalmente. 

 

São mudanças que exigem maioria no Congresso. Por isso, minha atuação será buscar apoio da bancada catarinense e construir entendimento com senadores de outros estados que também enfrentam os mesmos problemas de concentração de recursos e de equilíbrio institucional. 

 

Meu objetivo será muito claro: mais recursos chegando onde o cidadão é atendido e instituições funcionando com regras, limites e responsabilidades bem definidos. 

 

Décio Lima (PT) –  

 

 

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