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Perigos do comércio on-line

A professora Vera comprou o livro para presentear, mas, quando o produto chegou, estava danificado
A professora Vera comprou o livro para presentear, mas, quando o produto chegou, estava danificado

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
Comprar sem sair de casa tem se tornado uma opção cada vez mais atrativa para muitos consumidores. Na era da internet, os mais variados produtos são adquiridos desta forma. Mas é preciso muita atenção! Nem sempre as facilidades virtuais são seguras. Existem muitos sites mal intencionados, que abusam da boa fé dos clientes. 
 
A professora Vera Longo, de Tubarão, compra alguns produtos pela internet. O hábito não é frequente, apenas quando encontra boas ofertas ou algo que não está disponível nas lojas físicas. Ela nunca havia tido problemas com as mercadorias adquiridas, até o mês passado, quando foi surpreendida por um produto estragado. “Comprei dois livros em um site. A entrega foi bastante rápida, mas a lombada de um deles veio estragada”, conta. 
 
O caso da professora não é único. Cada vez mais cresce o número de reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor. Em Tubarão, os atendimentos ligados às compras virtuais representam 10% do total mensal de queixas. “A gente orienta para que o consumidor tenha o máximo de cuidado”, explica o chefe da divisão de fiscalização do Procon de Tubarão, Milton Gaspar.
 
Quando o consumidor recebe um produto com defeito, tem até sete dias para efetuar a troca, ou encaminhá-lo à assistência técnica. “Está previsto no Código de Defesa do Consumidor”, lembra Milton. Essa troca poderia ser mais fácil se fosse realizada em uma loja física. “O consumidor tem a possibilidade de reclamar junto ao gerente do estabelecimento. No meio virtual, não se sabe quem está do outro lado”, destaca o chefe de fiscalização.
 
Compras coletivas
Os sites de compras coletivas são nichos de mercado que crescem bastante no Brasil. Só em janeiro, este serviço movimentou mais de R$ 98 milhões. Os descontos geraram uma economia de R$ 186 milhões aos consumidores. Estes números mostram um crescimento de 7,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. 
São nos sites de compra coletiva que os consumidores encontram produtos por preços mais baixos. “Eles oferecem um número exato de produtos para determinado número de pessoas, por isso os descontos”, explica o chefe da divisão de fiscalização do Procon de Tubarão, Milton Gaspar.
Entretanto, estes sites são os menos aconselháveis para comprar no meio virtual. “Muitas vezes, não conseguem adquirir os produtos com os fornecedores. Então, os consumidores saem lesados”, conta Milton. 
As reclamações também têm crescido. “No Procon de Tubarão, já temos algumas reclamações deste serviço, mas não são muitas, ainda”, ressalta Milton.
 
Dicas para 
comprar na internet
1 – Conheça o site.
2 – Procure saber se é confiável.
3 – Consulte o CNPJ da empresa junto ao site da Receita Federal, para saber se está ativa.
4 – Verifique se a conta corrente para onde vai o depósito é da empresa ou de uma pessoa física (caso seja de uma pessoa física desconfie).
5 – Desconfie se o preço está baixo demais .
6 – Também desconfie se o preço ofertado é muito inferior ao encontrado em outros locais.
 
Melhor opção de pagamento
Na hora de fechar o pedido na internet, opções de pagamentos não faltam. Dá para escolher o débito automático, pagamento no boleto e no cartão de crédito. Mas qual delas é a melhor escolha? Conforme o chefe da divisão de fiscalização do Procon de Tubarão, Milton Gaspar, a melhor forma de pagamento é via cartão. “Caso a pessoa não queira mais, dá para cancelar o pagamento”, orienta. 
 
Dá para cancelar
O que muita gente não sabe é que existe a possibilidade de efetuar o cancelamento do pedido caso o produto não corresponda às expectativas do consumidor. Após a entrega, há um prazo de sete dias para fazer o pedido. “Se o site é confiável, vai acatar a devolução”, indica o chefe da divisão de fiscalização do Procon de Tubarão, Milton Gaspar.
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