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Ação irá apurar irregularidades

O terreno escolhido para instalar parte do complexo fica no bairro Sertão do Cangueri
O terreno escolhido para instalar parte do complexo fica no bairro Sertão do Cangueri

 

Mirna Graciela
Imaruí 
 
Uma ação civil foi instaurada pelo Ministério Público (MP) de Santa Catarina para apurar irregularidades sobre a instalação de parte do complexo penitenciário masculino em Imaruí. Um prazo foi dado à secretaria estadual de justiça e cidadania, prefeitura e câmara de vereadores para que apresentem informações e documentos que esclareçam os fatos.
 
Entidades de classe e moradores do município entraram com uma representação para que o MP intercedesse no assunto. “Agora sim é que vai iniciar uma discussão que deveria ter ocorrido por parte do estado e da prefeitura no início de tudo. Este era o desejo da população”, enfatiza o advogado Rodrigo Brasiliense Vieira, que entrou com o pedido. 
 
Após a apuração das questões solicitadas, o Ministério Público fará uma análise e se pronunciará sobre o caso. A Associação Comercial e Industrial, Câmara de Dirigentes Lojistas, Rotary Clube, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Associação de Pescadores e Cooperativa de Crédito são algumas das entidades. Mas o MP recebeu outras representações. 
 
A professora e vereadora Elina Vieira Roussenq esteve à frente de vários protestos, desde o início do processo. “Tudo que dizíamos está acontecendo. Ainda bem que o Ministério Público interferiu. Reacendeu nos moradores uma chama de esperança para que a penitenciária não seja instalada aqui”, declara a vereadora. 
 
Anúncio da instalação gera polêmica
Após muita polêmica e manifestações contrárias – a população organizou vários protestos -, o governador do estado, Raimundo Colombo, anunciou em dezembro do ano passado que Imaruí receberá a Penitenciária Masculina de Segurança Máxima. E que as obras deveriam começar em 90 dias, a partir daquele mês.
Com isso, o Complexo Penitenciário de Florianópolis, existente há 81 anos, será desativado até 2014, quando ocorrerá a transferência dos detentos para a nova unidade, no sul. A capacidade é de 1,2 mil vagas, em uma área de 21 mil metros quadrados, no bairro Sertão do Cangueri.
O projeto está orçado entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões (R$ 80 milhões é o custo total, para a remoção de todo o complexo da capital). Investimentos serão feitos em Imaruí, como forma de compensação, segundo o governador. 
 
Algumas irregularidades apontadas
• Obrigatoriedade de audiência pública com a população, que não foi realizada.
• Falta de um estudo de impacto ambiental, pois o local não possui condições de receber o complexo.
• Realização de impacto de vizinhança (danos sociais).
• Localização do terreno, pois se situa em região habitada – além de moradores, existe uma escola pública estadual.
• Confirmação do valor de desapropriação do terreno. 
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