Projeto traz dia a dia da atividade por meio de depoimentos e imagens registradas na região Norte de Imbituba
Imbituba
O documentário ‘Pesca Artesanal da Tainha de Ibiraquera – a história, o lanço e o futuro‘ traz ao público, por meio de depoimentos e belíssimas imagens, um panorama da pesca artesanal da tainha, mais especificamente na região Norte de Imbituba.
A história tem o objetivo de mostrar o cotidiano dos pescadores durante a safra e registrar esta que pode ser a última geração a dedicar tempo integral à pesca, durante os 60 dias de temporada da captura da tainha no litoral catarinense.
Lançado pouco antes do início da temporada da tainha de 2016, o projeto foi realizado pela Morlima Filmes, junto com o governo de Imbituba, por meio da Secretaria de Esporte, Turismo e Cultura (Setec), contemplado pelo Programa Municipal de Incentivo a Cultura (Procult).
O registro material e imaterial de gerações que tinham como atividade principal a pesca foi filmado e produzido pelo produtor de audiovisuais Claudio Moreira Lima, que é gaúcho, radicado em Imbituba. “A pesquisa foi iniciada antes temporada de 2016, mas, no geral, a maioria foi estudada durante a própria pesca das tainhas, literalmente vivenciando o momento. Foram 30 dias acompanhando os pescadores. Foi muito especial conhecer a vida deles e presenciar esse momento tão singular”, conta Lima.
Esta é a quinta produção audiovisual de Cláudio Lima, que já havia lançado três DVDs sobre o esporte kitesurf e uma sobre windsurfe. A obra, de caráter histórico, jornalístico e cinematográfico, além de enriquecer qualquer videoteca, é uma excelente opção de presente, pode ser obtida em DVD, com a bela capa original, com o próprio autor através de pedidos via e-mail: morlima@uol.com.br.
Claudio Lima, produtor audiovisual da Morlima
“Meu primeiro foi em 2004 e fiz quatro sobre dois esportes náuticos muito praticados na região de Ibiriaquera, porém foi o primeiro sobre pesca e estou muito feliz por ter feito o filme no ano que foi o melhor para a pesca de tainha nos últimos 15 anos. Ver o sol nascer na praia, comer peixinho fresco conversar com aquelas pessoas que em outra situação eu nunca iria, foi mágico!”, lembra o produtor que é especialista em cobertura de eventos, produções para filmes e geração de conteúdo para as redes sociais.
Nos dias de hoje, com o aumento da pesca predatória, a quantidade pescada que chega às redes dos pescadores artesanais pode estar com os dias contados e, consequentemente, isso teria grande reflexo na tradição local.
Reflexo também na prática do surf na região, já que a quantidade pescada, apesar de ter voltado a crescer nas últimas três temporadas, dadas as restrições e na diminuição nas autorizações para pescas embarcadas e industriais implementadas através de projetos e estudos feitos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), ainda continua afetando diretamente a prática do esporte e trazendo eventuais desentendimentos entre pescadores e surfistas em diversas praias.

