Recursos do governo federal se destinam às operações de custeio, comercialização e investimento
Tubarão
O agricultor brasileiro poderá contar a partir desta segunda-feira (3), com recursos para financiar a próxima safra agrícola. São R$ 190,25 bilhões liberados para o Plano Safra 2017/18. O plano é uma linha de crédito destinada ao médio e grande produtor. No último Plano Agrícola e Pecuário, o governo havia anunciado a liberação de R$ 202,88 bilhões, mas após contingenciamento, o valor caiu para R$ 185 bilhões.
Segundo o Ministério da Agricultura, além de elevar o valor disponível para o financiamento, o Plano Safra 2017/18 também terá juros menores, variando de 6,5% ao ano a 8,5% ao ano. De acordo com o ministério, R$ 150,25 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, sendo que R$ 116,25 bilhões terão juros controlados e R$ 34 bilhões terão juros livres, que dependerão de negociação entre o produtor e a instituição financeira.
Já o valor destinado a investimentos é de R$ 38,15 bilhões. Desse valor, R$ 1,4 bilhão será para apoio à comercialização. Também serão disponibilizados R$ 550 milhões para Seguro Rural.
Durante discurso no lançamento do plano, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, enfatizou que a agricultura foi o setor que garantiu a retomada do crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre de 2017. “O agronegócio apareceu este ano como o grande salvador da economia brasileira”, afirmou.
Taxas
O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) terá juros de 7,5% ao ano e contará com R$ 21,7 bilhões. Já a taxa para os demais produtores será de 8,5% ao ano. No último Plano Safra, as taxas eram, respectivamente, de 8,5% para 9,5%. Já o programa de Inovação Tecnológica (Inovagro) contará com R$ 1,26 bilhão, com limite de R$ 1,1 milhão por produtor, e taxa de juros de 6,5% ao ano. O Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) passa a contar com R$ 9,2 bilhões, com taxa de 7,5% ao ano. A taxa do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns terá taxa de 6,5% ao ano.

