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PM confessa que matou mulher

Mirna Graciela
Imbituba

Acompanhado da Polícia Civil de Imbituba e da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), o sub-tenente da Polícia Militar Ênio Sebastião de Farias, 50 anos, chegou à cidade às 16h40min desta sexta-feira. Ele é acusado de matar e esquartejar a companheira, a professora Hannelore Siewert, de 40 anos.

Ênio desceu da viatura calado, algemado e cobria o rosto. Em depoimento, confessou que matou a mulher. Mas as informações sobre como a assassinou ainda são desencontradas.
O policial relatou que o casal ingeriu bebida alcoólica e teve uma grande discussão. Alegou que a mulher tinha uma personalidade muito forte.

Ele contou que a matou com um tiro, mas, segundo a análise do Instituto Médico Legal, a vítima estava com afundamento de crânio, causado por algum objeto, e não havia perfurações.
Ênio foi levado para o 4º Batalhão da Polícia Militar, em Florianópolis. Ele poderá ficar em uma cela especial, direito garantido aos policiais. A prisão ocorreu em Santana do Livramento (RS), quarta-feira, após ser reconhecido nas imagens das câmeras de uma agência bancária, onde sacou dinheiro, no domingo.

À polícia gaúcha, o sub-tenente também assumiu ser o responsável pela morte. A confissão foi filmada.
A suspeita da Polícia Civil é de que ele planejava uma fuga para o Uruguai. Quando foi preso, possuía anotações de possíveis rotas, cálculo de quanto tempo poderia ser condenado (30 anos), a sua idade, e a idade que estaria novamente em liberdade, com 80 anos.

Relação de Amor e ódio

Hannelore Siewert, 40 anos, lecionava em duas escolas de Imbituba. O sub-tenente trabalhava no museu da PM, na capital. Foram 27 anos e nove meses na carreira, e faltava pouco para a sua aposentadoria. As investigações apontam que o casal, que estava junto há 18 anos, vivia uma história de amor e ódio, pautada em cenas de ciúme, muitas brigas e rompimentos e voltas.

A sequência dos fatos

12/04 (sexta-feira)
• O sub-tenente da Polícia Militar Ênio Sebastião de Farias, 50 anos, e a professora Hannelore Sievert, 40, mantiveram o último contato com parentes.

14/04 (domingo)
• Um Cross Fox foi localizado atolado em uma estrada de acesso à praia sul de Itapirubá, em Imbituba. O carro foi identificado como de sua propriedade. Havia sangue no porta-malas e o celular do policial estava dentro do veículo. Sua casa fica a dois quilômetros do lugar.

17/04 (quarta-feira)
• Um corpo carbonizado foi encontrado enterrado e esquartejado, no balneário de Itapirubá, em Imbituba, pela manhã. A identificação não era oficial, mas uma tornozeleira encontrada no local foi reconhecida por familiares de Hannelore.
• Depois disso, a justiça decretou a prisão temporária do policial por cinco dias e ele tornou-se foragido.
• Durante a noite, a Polícia Civil do estado gaúcho entrou em contato com a de Santa Catarina e avisou que o sub-tenente havia sido preso em uma pousada, em Santana do Livramento (RS), na divisa com o Uruguai.

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