quinta-feira, 29 janeiro , 2026

Poder Judiciário se une à comunidade para combater a violência doméstica em SC

A última semana foi de esforços concentrados pelo Poder Judiciário catarinense para dar prioridade aos processos que envolvem violência doméstica contra as mulheres – Lei Maria da Penha e feminicídios – pendentes de audiências, despachos e sentenças. É o que preconiza a Semana da Justiça pela Paz em Casa que chegou na 26ª edição, a primeira realizada em 2024. A campanha é coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça.

De acordo com a desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho, responsável pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência (Cevid), os números mostram a importância do evento: “Em Santa Catarina, nas três edições do ano passado, foram proferidas 10.005 sentenças ou decisões, realizados 2.764 despachos e concedidas 1.625 medidas protetivas”, diz.

Na comarca de Joinville, por exemplo, o juiz Túlio Augusto Geraldo Parreiras, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Crimes Contra a Criança e Adolescente, e nove servidores, além de estagiários e terceirizados, realizaram 28 audiências de instrução e julgamento; proferiram 22 despachos, 152 sentenças/decisões, 28 sentenças com resolução do mérito e outras 60 sentenças sem resolução do mérito; com a concessão de 30 medidas protetivas e revogação de outras quatro.

A Cevid produziu amplo material didático, disponível no site do TJSC, que pode ser utilizado em ações e debates. Há cartilhas e palestras que abordam temas relacionados à violência de gênero e ao empoderamento feminino, algumas com conteúdo especifico para crianças e adolescentes, inclusive.

Diversas ações junto à comunidade também marcaram o engajamento dos magistrados. Juízas e juízes catarinenses foram convidados a promover palestras, rodas de conversas, cursos, ações informativas, entrevistas e eventos sobre violência de gênero e formas de identificar e prevenir.

Criciúma

Na região Sul, a juíza Leticia Pavei Cachoeira, do Juizado Especial Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da comarca de Criciúma, participou da aula inaugural do curso de Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) na manhã da última quinta-feira (7/3), na qual foi promovido um painel com o tema “Os desafios do enfrentamento da violência contra as mulheres no âmbito da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006)”.

Além da magistrada, participaram da discussão sobre o assunto o promotor de justiça Samuel Dal-Farra Naspolini; o delegado da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Criciúma, Fernando Pagani Possamai; a vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) de Criciúma, Maria Estela Costa da Silva; e a representante da Secretaria Municipal de Assistência Social, Mariela Renata Paseto.

Lages

Em Lages, na Serra Catarinense, o Núcleo de Justiça Restaurativa integrou uma ação proposta pelo Município. A data escolhida para a realização das atividades teve um simbolismo ainda maior por se tratar do Dia da Mulher. Na praça João Costa, no centro da cidade, diversas instituições, entidades e órgãos governamentais se uniram para abordar assuntos relacionados à mulher, prestar serviços e homenageá-las.

Para alertar, falar da prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres foram distribuídos cartazes e materiais informativos de campanhas do Tribunal de Justiça nos espaços montados na praça e entregues às frequentadoras da ação. O coordenador do Núcleo de JR, juiz Alexandre Takaschima, conversou e orientou as mulheres sobre o trabalho realizado na comarca de Lages para fomentar a paz em casa.

Palmitos

No Extremo Oeste, a juíza da comarca de Palmitos, Mariana Helena Cassol, conduziu um encontro entre servidores do fórum com profissionais da rede pública de saúde e educação atuantes nos municípios de Palmitos e Caibi. A discussão foi sobre aplicação da Lei Maria da Penha. “Foi um momento de troca de sugestões e de debate sobre as problemáticas de enfrentamento da violência doméstica. Precisamos trabalhar a prevenção, principalmente com os jovens, e buscarmos quebrar o ciclo da violência, tanto com as vítimas quanto com os agressores. São estratégias que têm apresentado resultados efetivos, especialmente, na baixa reincidência dos autores”, enfatiza.

A juíza ainda atendeu a convite da Faculdade do Oeste de Santa Catarina para participação na aula magna. O assunto abordado foi “Rompendo o silêncio: violência familiar, contra a mulher e suas manifestações na rede social”. Na ocasião, acadêmicos de diversos cursos puderam conversar com a magistrada e tirar dúvidas a partir da experiência vivenciada no dia a dia do fórum.

Rio do Campo

Na comarca de Rio do Campo, no Alto Vale do Itajaí, as ações aconteceram nos dias 6 e 8. A analista jurídica e assessora de gabinete, Daniela Cristina Hellmann, acompanhou a juíza substituta Karolin Guesser em palestras realizadas na Escola de Ensino Fundamental Roberto Heinzen, no Município de Salete, e também nas Escolas de Educação Básica Villa Lobos e Doutor Fernando Ferreira de Mello, em Rio do Campo. Em todos os estabelecimentos educacionais foi abordado o tema violência familiar, “Relacionamento Abusivo”.

Imagens: Divulgação/Comarcas
Conteúdo: NCI/Assessoria de Imprensa

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