N ada contra a intenção inicial da construção de uma nova ponte, aliás, um ótimo investimento em mobilidade. Agora convenhamos, a ponte que ligaria à Capivari é, sem dúvida alguma, a de maior prioridade para aliviar o trânsito no acesso norte e oferecer uma saída de emergência direta para a BR-101. Se a decisão do gestor público quer ir de encontro ao desenvolvimento comercial, e não poderia ser diferente, afinal, a nossa cidade sobrevive do comércio e serviços, com certeza esse é o melhor caminho. Paralelo a essa questão, que não é culpa desta ou de outras gestões recentes, até para que o leitor mais novo fique bem situado, vale salientar que todo o problema no trânsito tubaronense vem de raiz.
Tubarão herdou de seus gestores antepassados um desafio infinito: falta de planejamento no traçado de suas vias. Historicamente, a origem foi baseada tão somente nos traçados que as tropas campeiras faziam em suas picadas abertas por intermédio de cavalgadas, levando produtos da serra para o litoral e vice-versa. Curiosamente e voltando ao assunto da ponte da integração, ali os tropeiros atravessavam manadas de bois e produtos para serem comercializados, bem como a linha férrea que até hoje está em uso no mesmo local.
Ponte Tubarão x Capivari, acesso norte mais eficiente – Este acesso interliga inúmeros comerciantes e prestadores de serviços em toda a região pela BR-101:
– Turismo de compras (shoppings e comércio do Centro, gastronomia).
– Serviço Médico – Socimed e clínicas ao longo da avenida.
– Turismo de eventos – clubes recreativos (formaturas e competições) – Clube 29, CCT, Ases, Cecontu, Arena Multiuso, em breve turismo religioso com o futuro santuário Santa Terezinha.
– Serviços diversos – Fórum, escritórios, futuro Centro de Tecnologia, movimento intenso de caminhões utilizados na Coan, Seasa, Centro de Condutores Detran, Metalurgias, Extração de Areia, Empresa de ônibus, linhas, etc.
– Futura conexão Interpraias.
Tudo isso dependendo de apenas um acesso (mais próximo) e de uma única ponte, a conhecida ponte do quartel, que já carece de manutenção. Pelo menos, quem transita nela sente o desconforto, sem falar que em termos técnicos não é recomendável parar veículos sobre ela. O seu dimensionamento está sobrecarregado, houve aumento de tráfego considerável comparando em sua época de construção.
E tem mais. Futuro parque industrial pelo outro lado da BR, ligando o bairro Revoredo à Rodovia SC-438 ao bairro São Martinho, que irá aumentar ainda mais o fluxo de carros neste acesso. Ah, mas Fábio, o movimento irá cair na Avenida Tancredo Neves e na Getúlio Vargas! Eu penso que não. Pois é melhor atender bem quem chega na cidade, do que afunilar tudo em uma só via sem agradar ninguém (uma simples colisão e se agrava ainda mais o caos). A região norte tem espaço para se desenvolver como um todo, só precisa melhorar este acesso com a nova ponte de integração.

