Cleber Latrônico
Tubarão
Os constantes reajustes no preço dos combustíveis têm deixado o povo brasileiro revoltado. Prova disso é a grande quantidade de protestos. Um deles, um manifesto difundido via correio eletrônico, chama a atenção pela forma como deve ocorrer.
Trata-se de uma mobilização nacional contra o aumento abusivo no preço dos combustíveis. A ideia é que os consumidores amarrem uma fita preta nos retrovisores ou antenas dos carros, até a próxima terça-feira, dia em que, segundo o protesto, ninguém deverá abastecer.
Mas a atitude que promete dar o que falar é a que sugere para todos que liguem o pisca-alerta e parem seus veículos, onde estiverem, durante um minuto, a partir das 18h15min de terça.
O administrador Alvim Marcelino Filho, 43 anos, apoia o movimento. “Em 15, 20 dias, três aumentos, é um absurdo! O governo federal é o culpado. Vou aderir ao manifesto e repassarei aos meus contatos. Se todos fizessem, quem sabe nossos governantes criam vergonha na cara”, reclamou Alvim.
O manifesto ainda questiona os aumentos em referência ao fato de o Brasil ser o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo e ser autossuficiente na produção de petróleo.
Entenda a revolta
Contrariando a expectativa de que o preço da gasolina e do etanol reduziria por conta do começo da safra da cana-de-açúcar, os combustíveis tiveram um aumento de pelo menos R$ 0,30 no preço do litro nas últimas semanas.
O motivo seria a falta do álcool anidro, que é misturado à gasolina, no mercado. Na região, desde o início de março, a gasolina subiu 12,07%. O etanol sofreu uma elevação ainda maior neste período, de 14,15%. No começo de abril, o preço da gasolina era de R$ 2,80. Na última semana, chegou a R$ 2,98. Agora, chegou ao que todos temiam, R$ 3,00 o litro.
Em junho do ano passado, o litro do álcool anidro era vendido a R$ 0,87. Hoje, é comercializado por até R$ 3,00.
