Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, entre os anos de 2002 e 2011, as exportações brasileiras cresceram 326%, somando uma marca de US$ 256 bilhões. Dentre os meses de janeiro e novembro de 2012, as vendas brasileiras para o exterior alcançaram a soma de US$ 17 bilhões. O número de empresas exportadoras também cresceu: no final do primeiro semestre de 2011, haviam 15.541 empresas que vendiam para o exterior. E esse número tende a crescer juntamente com a maior atenção que o Brasil vem recebendo da comunidade internacional. Porém, quais os benefícios que a exportação podem trazer para uma empresa?
Dentre as inúmeras vantagens que a atividade exportadora pode oferecer, pode-se destacar uma maior produtividade (pois exportar implica no aumento da produção, o que pode ser obtido pela utilização da capacidade ociosa da empresa ou pelo aperfeiçoamento de seus processos industriais) e a diminuição da carga tributária, isto é, dos impostos a serem pagos. A empresa exportadora está isenta de recolher o IPI, ICMS, Cofins, PIS, Pasep e IOF. Cumpre ressaltar que as micro e pequenas empresas enquadradas no Sistema Simplificado de Tributação, o Simples, não gozam da isenção de IPI, Cofins, PIS e Pasep. Já a incidência do ICMS varia para cada estado.
As empresas que exportam tendem a ser mais inovadoras, tendo uma maior facilidade em aperfeiçoar seus processos produtivos e, consequentemente, geram uma melhor imagem para a empresa, que passa a depender menos das oscilações que as vendas internas sofrem.
Em resumo, a atividade exportadora pode ser muito relevante para uma empresa, pois é o caminho mais eficaz para garantir uma maior inclusão em um ambiente globalizado cada vez mais competitivo. Através da exportação, uma empresa também contribui para o planejamento estratégico do país, pois gera mais empregos e facilita a entrada de divisas imprescindíveis ao equilíbrio das contas externas e para a promoção do crescimento econômico do Brasil.

