O prefeito de Armazém, no Sul de Santa Catarina, foi vítima de um suposto estelionato que envolveu R$ 865 mil em dinheiro vivo. O caso ocorreu no domingo (14) e terminou com a prisão de dois homens em Itapema, no Litoral Norte do estado. O dinheiro foi recuperado, e as versões apresentadas pelas partes agora são investigadas pela Polícia Civil.
Segundo informações repassadas às forças de segurança, o prefeito Luiz Paulo Rodrigues Mendes, de 53 anos, procurou a polícia após perceber que havia sido enganado durante uma negociação realizada em seu escritório, no bairro Vila Medianeira, por volta das 17h05.
Negociação envolvia compra de milho
De acordo com o relato da vítima, a negociação envolvia a compra de sacas de milho para sua agropecuária. O produto teria origem em uma fazenda localizada no estado de Goiás. Dois homens compareceram ao local se apresentando como representantes da suposta propriedade rural.
Ainda conforme o prefeito, o pagamento foi combinado em dinheiro, com entrega do produto prevista logo após a quitação. No escritório, foi feita a conferência da quantia, totalizando R$ 865 mil em espécie.
Em determinado momento, o prefeito informou que precisou se ausentar rapidamente. Ao retornar, percebeu que os dois homens haviam deixado o local levando o dinheiro. Eles fugiram em um veículo VW T-Cross branco.
Abordagem ocorreu na BR-101, em Itapema
Após o registro da ocorrência, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas. O veículo foi localizado pouco tempo depois trafegando pela BR-101, em Itapema, em uma ação da Inteligência do 12º Batalhão da PM, com apoio da Guarda Municipal.
Durante a abordagem, agentes da ROMU e do Canil encontraram no porta-malas uma mala com código. Dentro, havia outra mala trancada contendo todo o dinheiro informado pela vítima, acondicionado em um invólucro de acrílico.
Os ocupantes do carro foram identificados como Charles Souza Aragão, de 47 anos, morador de Brasília, e Welton da Silva Leite, de 51 anos, natural de Juiz de Fora (MG). Ambos receberam voz de prisão no local.
Suspeitos apresentam versão diferente
Na versão apresentada pelos detidos, o dinheiro não teria sido subtraído de forma fraudulenta. Eles afirmaram que a quantia teria sido entregue de forma voluntária pelo prefeito, durante uma negociação financeira.
Segundo os suspeitos, o contato com o prefeito ocorreu pela internet, pelo fato de ele ser uma figura pública. Eles alegam que teriam apresentado uma suposta proposta de investimento, na qual o valor poderia ser multiplicado em até cinco vezes. Questionados sobre o funcionamento da negociação, não detalharam o esquema.
Sobre o veículo utilizado, os homens afirmaram que o carro teria sido alugado por um terceiro, identificado apenas como José, em Balneário Camboriú. A intenção, segundo eles, era seguir até o aeroporto de Florianópolis, onde dividiriam o dinheiro antes de retornar às cidades de origem.
Caso segue sob investigação
Os dois homens foram conduzidos à Central de Polícia junto com o dinheiro apreendido e o veículo. O caso foi registrado como estelionato.
A Polícia Civil irá apurar as versões apresentadas, verificar a origem da negociação, a procedência do dinheiro, a identidade utilizada pelos suspeitos e a possível participação de outras pessoas no caso.
FONTE: Jornal Razão

