Laguna
“Em virtude de notícias veiculadas recentemente, tendo em vista o acontecido na última sessão de nossa Câmara de Vereadores, em 22/3/2017, onde estes decidiram, por maioria, instalar uma CPI contra a minha pessoa e outros, tenho a esclarecer que: Os primeiros cinco itens, referente às obras executadas decorrentes da situação emergencial do cataclisma ocorrido em 29/12/2016; legalidade contratual de aditivo de locação de software; idem de utilização de veículos; locação de imóveis sem utilização pública; idem de iluminação pública; que poderiam ter sido, simplesmente, objeto de consultas, via requerimentos, como habitualmente e sistematicamente são enviados à PML para as devidas justificativas, no prazo legal. Mantive-me sereno, providenciando que todas as respostas a estes questionamentos estejam, desde já, à disposição da Comissão Especial Processante. E observo, com exceção de um, todos os demais são aditivos a contratos da gestão passada, que foram, pela atual gestão, adequadamente analisados, corrigidas incongruências; todos pactuados com suporte em pareceres do corpo jurídico da PML, para que não houvesse solução de continuidade ou interrupção de serviços essenciais nos primeiros 84 dias e subsequentes de nossa gestão, enquanto se elaboram novos editais para novas licitações para atendimento das necessidades inadiáveis do nosso município. Quanto à denúncia de uma servidora da 18ª ADR, de supostas irregularidades ocorridas no âmbito daquele órgão do governo do Estado, repudio qualquer alusão de minha participação, como secretário executivo, em qualquer ato ilícito. Acrescentando, ainda, que qualquer investigação de atos praticados no âmbito daquele órgão estadual, não se inclui na competência investigatória da Câmara de Vereadores. Ainda, assim mesmo repudiando tais insinuações caluniosas contra mim, provarei que tais denúncias são inverídicas, infundadas, armada por pessoas com a finalidade de obterem vantagens e criar obstáculos à minha administração, promovendo esta CPI, com a expectativa de tomarem o poder, porque não lograram êxito nas suas pretensões. Adianto que um importante documento entregue pela denunciante ao departamento jurídico da 18ª ADR – e que põe a nu manobras de um golpe institucional, visando à tomada do poder executivo municipal – já é de meu conhecimento e o apresentarei na coletiva desta segunda-feira (27) para ciência da sociedade. Reconheço como legítimo e benéfico à sociedade a transparência dos atos públicos, sejam pelos órgãos competentes, seja pela própria sociedade, mas não posso admitir que pessoas se utilizem de meios e redes sociais para difamar minha imagem. Repudio qualquer iniciativa de desconstrução de minha gestão, de minha vida pública e particular, eis que sempre foram pautadas pela ética, transparência e honestidade em todas as ações. Por conseguinte, tais atitudes, com notícias de desgoverno, disputas internas e denúncias improcedentes, só servem para assustar investidores eventualmente interessados em se estabelecer em nossa cidade, tão necessitada de crescimento. Enquanto alguns vereadores estavam me crucificando com estas denúncias infundadas, encontrava-me em Brasília, com o Fórum Parlamentar (audiência com 13 deputados federais e três senadores), em busca de uma solução para nosso Terminal Pesqueiro, recursos para um parque solar para nossa Ponte Anita Garibaldi, mais emendas e apresentação de projetos em vários Ministérios. Senti falta de acompanhamento destes vereadores. Lamento que projetos de criar uma Secretaria de Pesca e Agricultura e cessão para Udesc, da Escola de Gastronomia, não avancem na Câmara. Portanto, permaneço sereno cuidando dos melhores interesses de nosso município”, assina o prefeito de Laguna, Mauro Candemil (PMDB).

