Priscila Loch
Tubarão
Os impactos negativos gerados pelos atrasos das obras de duplicação da BR-101 foram medidos financeiramente. O valor, apesar de ainda ser sigiloso, é “muito alto”, revela o pró-reitor de desenvolvimento e inovação institucional da Unisul, Valter Schmitz. Os dados foram compilados pela universidade em um relatório encomendado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).
O trabalho de pesquisa e elaboração levou aproximadamente quatro meses para ser concluído. Uma versão preliminar já foi enviada à Fiesc, mas a entrega do documento oficial deve ocorrer nesta ou na próxima semana. E o conteúdo deve ser divulgado pela federação até meados de dezembro.
O relatório levou em consideração efetivamente quanto o sul do estado deixou de se desenvolver em relação ao norte. Diversas variáveis foram analisadas para fazer o cálculo. Não se entrou no mérito, por exemplo, de acidentes e mortes, nem foi considerado o retardo em relação ao início dos serviços, que deveria ter ocorrido anos antes de 2005.
“Pensa em muito dinheiro. Agora multiplica esse muito. É o que o governo federal deve ao sul, só considerando o impacto econômico. O impacto não é pouco e este é um documento muito importante, pelo qual sugiro seja carregado embaixo do braço pelos prefeitos depois de divulgado”, destaca Valter.
O capítulo final do estudo lista as obras macroestruturais identificadas pelas lideranças políticas de todo o sul como prioritárias para recuperar o tempo perdido no quesito crescimento. “Mostramos quanto vai significar cada real investido no sul em um tipo de obra estruturante”, acrescenta o pró-reitor.

