terça-feira, 3 março , 2026

Presidente do BC diz que setor financeiro apoia fiscalização e que Faria Lima e fintechs são vítimas de criminosos

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta sexta-feira (5) que as instituições financeiras da Faria Lima, em São Paulo, e as fintechs são vítimas do crime organizado e não responsáveis pelas irregularidades recentes no sistema.

A declaração foi feita após o anúncio de medidas de reforço à segurança no setor financeiro, como a limitação de transferências em instituições de pagamento não autorizadas e a obrigatoriedade de certificação técnica para novos participantes.

“Faria Lima ou fintechs são as vítimas do crime organizado. Tanto os bancos incumbentes quanto os novos entrantes no mercado foram responsáveis por uma inclusão fantástica no sistema financeiro. Isso é essencial para que o Brasil mantenha sua posição privilegiada”, disse Galípolo.

Sistema unido contra fraudes

O presidente do BC destacou que recebeu apoio de todas as associações e federações ligadas ao sistema financeiro para intensificar a fiscalização. “O sistema financeiro está unido para combater o ataque que o crime organizado tem tentado fazer”, afirmou.

Segundo Galípolo, novas medidas serão anunciadas nas próximas semanas como parte de um “pacote contínuo” de reforço à segurança. Ele também defendeu o projeto em tramitação no Congresso que garante autonomia financeira ao Banco Central, permitindo mais investimentos em fiscalização e no aprimoramento do Pix.

“O sistema brasileiro é hígido, um dos mais solventes do mundo, com reservas de liquidez abundantes”, garantiu.

Investigações e ataques recentes

As declarações ocorrem após uma megaoperação da Polícia Federal contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), que revelou o uso de pelo menos 40 fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro no setor de combustíveis, com prejuízo de R$ 7,6 bilhões em impostos não pagos.

Além disso, ataques cibernéticos recentes expuseram vulnerabilidades no sistema financeiro. Em setembro, a fintech Monbank sofreu um ataque hacker que desviou R$ 4,9 milhões — dos quais R$ 4,7 milhões já foram recuperados. No mesmo mês, a empresa Sinqia relatou o desvio de R$ 710 milhões em transações não autorizadas. Em julho, a C&M Software, prestadora de serviços para instituições conectadas ao BC, também foi alvo de hackers.

Segurança como prioridade

Para Galípolo, a mudança da criminalidade para o ambiente digital gera novas percepções de insegurança. “Antes, quando havia assalto a banco ou a carro-forte, era visível. Hoje, a coisa ficou virtual, mais opaca, e isso gera receio. Mas o tema da segurança não dá margem para tolerância”, concluiu.

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