Tubarão
Um desfile de bijuterias diferente foi realizado ontem, em Tubarão. As artistas e modelos eram mulheres internos do Presídio Feminino da cidade. A passarela, o pátio interno da instituição. O evento marcou o encerramento de um projeto de extensão realizado pelo Câmpus Tubarão do Instituto Federal de Santa Catarina (Ifsc).
Desde agosto deste, o Ifsc realizou atividades de capacitação e formação com um grupo de mulheres do presídio, dentro do projeto “Empoderar mulheres é libertar: Educação Integral, Arte e Trabalho”, realizado no âmbito do programa Mulheres Sim, mantido pela instituição federal de ensino. Tendo a artista mexicana Frida Kahlo como tema do projeto, as mulheres participaram de oficinas sobre educação, saúde da mulher, empreendedorismo e artesanato, entre outros temas.
“A missão do Ifsc é promover a inclusão de todas as pessoas, e dar oportunidades a elas por meio da educação”, observou a diretora-geral do Ifsc campus Tubarão, Consuelo Sielski, durante o evento de encerramento do projeto. Participou também a presidente do Conselho da Comunidade de Tubarão, Gizela da Rosa May, servidora da 2a Vara Criminal de Tubarão e que esteve representando a juíza Liene Francisco Guedes.
O desfile não foi diferente apenas pelo local e pelas protagonistas. Além do resultado do trabalho realizado ao longo dos últimos meses, as reeducandas apresentaram uma breve biografia de Frida Kahlo e leram poesias feitas de próprio punho inspiradas na artista mexicana. Professor do IFSC, Emerson Serafim se encarregou da parte musical da programação, com apresentações de saxofone e flauta transversal.
Coordenadora do projeto, Juliana Espíndola destaca que as reeducandas terão uma alternativa concreta para quando saírem do sistema prisional. “É um projeto de futuro, para que elas vejam que podem ter um trabalho e um retorno financeiro depois. Não é nada utópico, que elas não vão conseguir. É um trabalho viável”, afirma.

