Carolina Carradore
Tubarão
Dois dias de silêncio total dentro do Presídio Regional de Tubarão foi o suficiente para que os agentes prisionais, junto com a Polícia Militar, desconfiassem de algo errado na galeria que abriga os presos. E não deu outra, uma ação rápida dos agentes frustrou a tentativa de fuga de sete detentos da cela dez.
O plano foi descoberto no início da noite deste domingo. Os agentes encontraram um buraco de pelo menos 40 centímetros de diâmetro e sete metros de extensão. “A intenção deles era fazer um túnel até o Instituto Geral de Perícia (IGP), ao lado do presídio, para poder fugir”, afirma o diretor do presídio, Décio Paquelim.
Os detentos escavavam o túnel secretamente há cerca de duas semanas. Para isso utilizavam um “rabo quente” (aparelho para esquentar água) e garfos. Uma panela era utilizada para recolher a terra que era jogada no “boi” (vaso sanitário de celas presidiárias). “Eles estavam muito quietos desde sexta-feira. Resolvemos fazer uma vistoria e descobrimos o buraco”, enfatiza o chefe de segurança, Wamerson Wiggers. Outra tática utilizada pelos detentos para tentar ludibriar a segurança foi trocar “os moradores” de outras celas para a cela dez. “A intenção dos presos era fugir hoje (domingo) à noite, antes da conferência diária”, explica Wamerson.
Como medida de segurança, o diretor do presídio transfere nesta segunda-feira pela manhã os sete detentos envolvidos na tentativa de fuga. Todos irão para a Penitenciária Sul, em Criciúma. Para repreender a atitude, Paquelin também diminuirá em uma hora o tempo de pátio dos detentos. A cela dez foi isolada e o buraco tapado ainda no domingo. Essa foi a segunda tentativa de fuga registrada no presídio de Tubarão em pouco mais de um mês.

