A prevenção da osteoporose envolve diagnóstico precoce, tratamento adequado e medidas para evitar quedas dentro e fora de casa. No Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, especialistas reforçam a importância de avaliar a saúde óssea, preservar a força muscular e adaptar os ambientes para reduzir o risco de fraturas, especialmente entre pessoas com mais de 50 anos.
Um tapete escorregadio, um degrau pouco visível ou a falta de iluminação no caminho até o banheiro podem passar despercebidos durante anos. Alterações no equilíbrio, na visão e na mobilidade também aumentam o risco de acidentes domésticos.
Para quem tem osteoporose, as consequências podem ser mais graves. A doença compromete a resistência dos ossos e aumenta a possibilidade de fraturas, inclusive após quedas aparentemente leves.
A médica intensivista Elizabeth Buss Lunardelli, coordenadora do Programa de Longevidade da DOM Senior Living, destaca que os cuidados preventivos devem começar antes do primeiro acidente.
“Quando falamos em prevenção de quedas, precisamos considerar diferentes fatores, como força muscular, equilíbrio, visão, uso de medicamentos e condições do ambiente doméstico. Também é fundamental realizar os exames indicados para avaliar a saúde óssea, diagnosticar a osteoporose e definir o tratamento mais adequado”, afirma.
Diagnóstico precoce ajuda a identificar riscos
A osteoporose pode evoluir sem sintomas durante anos e ser descoberta somente após uma fratura. Por isso, a avaliação médica é importante para identificar fatores de risco e determinar a necessidade de exames.
A investigação considera aspectos como idade, histórico familiar, fraturas anteriores, uso de determinados medicamentos e outras condições clínicas.
Entre os exames utilizados está a densitometria óssea, que mede a densidade mineral dos ossos e auxilia na avaliação do risco de fraturas. A indicação depende da idade, dos fatores de risco e da avaliação profissional.
A identificação precoce permite discutir medidas para preservar a saúde óssea e reduzir a possibilidade de complicações. O acompanhamento também ajuda a definir a frequência das avaliações e as estratégias mais adequadas para cada paciente.
Tratamento combina acompanhamento e hábitos saudáveis
Quando há diagnóstico de osteoporose, o tratamento pode incluir medicamentos, orientações nutricionais e exercícios físicos adaptados às condições de saúde de cada pessoa.
A alimentação deve contribuir para o consumo adequado de cálcio e vitamina D. A necessidade de suplementação, porém, deve ser avaliada individualmente por um profissional de saúde.
A atividade física também tem papel importante na manutenção da força muscular, do equilíbrio e da capacidade funcional. Exercícios de fortalecimento e equilíbrio podem ajudar a reduzir o risco de quedas, desde que sejam compatíveis com as condições clínicas do paciente.
Em pessoas com osteoporose, a escolha das atividades exige atenção ao risco de fraturas. Por isso, a orientação médica e, quando necessário, o acompanhamento de profissionais de fisioterapia ou educação física são importantes.
Cuidados em casa ajudam a prevenir quedas
Além do tratamento, a prevenção da osteoporose e de suas complicações envolve a identificação de situações que favorecem acidentes.
Algumas medidas podem tornar os ambientes mais seguros:
- Retirar tapetes soltos e obstáculos das áreas de circulação.
- Manter os cômodos, corredores e trajetos até o banheiro bem iluminados.
- Instalar barras de apoio em locais estratégicos, especialmente no banheiro, quando indicadas.
- Avaliar pisos escorregadios e desníveis.
- Organizar móveis para permitir a circulação sem obstáculos.
- Utilizar calçados firmes e adequados.
- Avaliar a visão regularmente.
- Conversar com um profissional de saúde sobre medicamentos que possam provocar tontura ou sonolência.
A médica ressalta que a organização dos ambientes deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de prevenção.
“A organização da casa também influencia a segurança no dia a dia. Uma boa iluminação, espaços de circulação livres e banheiros adequados ajudam a reduzir riscos. Quando associamos esses cuidados à atividade física e ao acompanhamento da saúde, conseguimos trabalhar a prevenção de forma mais abrangente”, explica Elizabeth.
Prevenção contribui para preservar a autonomia
Uma fratura decorrente de uma queda pode exigir internação, reabilitação e apoio temporário ou prolongado para atividades cotidianas. Em pessoas mais velhas, essas consequências podem comprometer a mobilidade e a independência.
Por isso, o planejamento preventivo deve considerar tanto a saúde óssea quanto a capacidade de realizar tarefas diárias com segurança.
A preocupação com esses fatores também aparece em projetos residenciais voltados à longevidade. Na Grande Florianópolis, o LOMA Pedra Branca by DOM Senior Living considera aspectos de circulação e mobilidade no planejamento dos ambientes. O empreendimento dispõe de academia, piscina aquecida e Programa de Longevidade com acompanhamento multidisciplinar.
A avaliação individual continua sendo essencial para determinar quais atividades, adaptações e tratamentos são indicados para cada pessoa.
No Dia Mundial da Osteoporose, a principal orientação é não esperar uma queda ou fratura para investigar a saúde dos ossos. O diagnóstico oportuno, o tratamento adequado e os cuidados com o ambiente podem ajudar a reduzir riscos e preservar a qualidade de vida.
Serviço: quando procurar avaliação médica
A avaliação da saúde óssea pode ser importante para pessoas com fatores de risco para osteoporose, histórico de fraturas após quedas leves ou condições que favoreçam a perda de massa óssea.
A indicação de exames, como a densitometria óssea, e a definição do tratamento devem ser feitas por um profissional de saúde. Em caso de queda com dor intensa, dificuldade para se movimentar ou suspeita de fratura, é importante procurar atendimento médico.19

