Angelica Brunatto
Tubarão
Vento sul e baixas temperaturas formaram a combinação ideal para que as tainhas aparecessem no litoral do estado durante o feriado prolongado. Os pescadores da região não poderiam estar mais contentes. Afinal, a tainha chegou! Em Laguna, os 30 barcos associados ao Sindicato dos Pescadores da Região (Sindipescalaguna) trouxeram para a terra firme uma média de cinco toneladas do pescado cada, um total aproximado de 150 toneladas.
A expectativa do presidente do Sindipesca, Gilberto Fernandes da Silva, é que esta seja a melhor safra dos últimos cinco anos. “De lá para cá, tem sido muito fraco. Agora, a gente espera que São Pedro mantenha o tempo assim para que venha mais peixe”, estima Gilberto.
Quando as temperaturas caem, principalmente na Argentina e no Uruguai, as tainhas sobem à procura de águas mais quentes. “O peixe chegou na época, mas um pouco atrasado. No mês passado, chegaram as primeiras em Ibiraquera, mas foi pouco”, lembra Gilberto.
Porém, os pescadores têm enfrentado a concorrência desleal. “Durante a noite, os barcos de pesca industrial tem se aproximado da costa, já que não há fiscalização nessa hora”, lamenta o presidente. Os barcos industriais só podem pescar a uma distância de cinco milhas da praia.
Além da grande leva de tainha no mar, a procura pelo pescado também aumentou nas peixarias. O vendedor do Box 37 do Mercado Público de Tubarão, Lindolfo Coelho, revela que houve incremento nas vendas nas últimas semanas. O quilo da tainha sem ova é vendido a R$ 7,00 e com ova a R$ 9,00. O preço é o mesmo há cerca de dois meses, e não há previsão de redução, mesmo que a safra supere todas as expectativas.

