
Angelica Brunatto
Tubarão
A costureira Carla Lopes compra pouco arroz para passar o mês, em média, quase três quilos. A família é pequena e não almoça em casa todos os dias. Mesmo assim, deve preparar o bolso: o preço aumentará em breve.
Mas o que é ruim para o consumidor geralmente não vale para o produtor. “Os preços para o consumidor vão ser mais elevados, mas, para os rizicultores, esta será uma safra melhor”, explica o presidente da Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro), Dionísio Bressan Lemos.
Na safra anterior, a saca de 50 quilos do cereal em casca era vendida por R$ 22,00. Agora, o produto é comercializado por R$ 27,00. “Neste início de safra, os preços do arroz estão um pouco melhor”, comemora Dionísio.
Com o desestímulo criado no ano passado, a produção foi menor. “Houve uma redução de 7% na área plantada”, esclarece o presidente da Copagro. A seca na região oeste do Rio Grande do Sul – principal estado produtor do cereal – também contribuiu para a queda.
Para esta safra, pela qual a colheita já iniciou, a expectativa é que os cerca de 300 rizicultores da Grande Tubarão produzam pelo menos três milhões de sacas de arroz. “Os principais produtores estão na região litorânea”, relata Dionísio.
O arroz em números
• Hoje, os produtores associados à Copagro cultivam 21 mil hectares, nos municípios de Tubarão, Jaguaruna, Imaruí, Sangão, Capivari de Baixo, Treze de Maio, Gravatal, Paulo Lopes, Laguna, Imbituba e Garopaba.
• A região produz o correspondente a 1,3% de toda a produção do Brasil e 13% do que colhe o estado anualmente. O percentual é considerado expressivo se o tamanho da região for comparado com outras áreas produtoras.
• Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os maiores estados produtores. Juntos, representam 70% da oferta nacional do produto.