Tubarão
Depois de um mês em estudos de campo no interior do Brasil, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o professor Joares May Júnior, do curso de medicina veterinária da Unisul, retornou às atividades didáticas. Especialista em epidemiologia de animais selvagens, ele é membro da ONG Instituto Pró-Carnívoros e participa de vários projetos que trabalham na conservação de onças-pintadas, todos com colaboração direta do Cenap-ICMBio, centro nacional para a conservação dos carnívoros brasileiros.
Durante o monitoramento, três animais foram capturados com a equipe da ONG Panthera, na divisa dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – uma fêmea e dois machos, um deles com 130 quilos, a onça mais pesada que o professor capturou até hoje. O outro macho já havia sido capturado em outubro do ano passado pela primeira vez e era monitorado pelo projeto. Nesta segunda captura, o radiocolar com GPS foi retirado. Nos outros dois, foram colocados esses equipamentos, que permitem o monitoramento por satélite 24 horas.
É pelo monitoramento dos animais que os pesquisadores conhecem hábitos dos bichos e podem assim propor ações para a preservação da espécie. “O ecoturismo pode ser uma solução viável de manter, por exemplo, o Pantanal com suas características de atividade pecuária e permitir que a onça conviva de forma pacífica com os proprietários de fazendas e hotéis fazenda. Assim se contribui para o fim da caça a esses bichos e se dá a possibilidade de retorno financeiro a toda a comunidade, através do turismo”, afirma o professor.

