Imbituba
O ex-jogador da seleção brasileira de handebol, Gean Carlos Fermino, o Tigrão, recebeu um presente raro e especial, aos 41 anos. Ele ganhou do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) uma nova chance de participar do maior evento esportivo do planeta, desta vez ao conduzir a tocha olímpica.
De quebra, Tigrão levará o símbolo dos jogos para a sua casa, em Imbituba. A população da cidade acompanhou com aflição, há 20 anos, o seu gesto de amor, de doar um rim que salvou a vida de sua irmã, mas, que, por consequência, lhe fez abandonar o esporte às vésperas de jogar em uma olimpíada.
“Meu pai já está construindo uma caixa, uma espécie de suporte para colocar a tocha quando chegar. Vou guardar com muito carinho, mas levarei a locais públicos para que todos possam conhecer”, promete.
Depois que sua esposa enviou uma carta ao COB narrando a história de Gean, o professor universitário foi indicado para ser um dos condutores da tocha. Ele carregará o objeto no próximo dia 10, às 17h55min, pelas ruas de Florianópolis.
“Terei muitos motivos para me emocionar no trajeto dessa segunda chance de participar dos jogos, e o maior é lembrar tudo que passamos, minha irmã, eu, para tê-la conosco. Mas também vou representar a história de um atleta de cidade pequena, da época do ápice do handebol imbitubense, da C.M.E. do professor Moisés, do Rafael, Clóvis, Juninho, quando conseguimos o quarto lugar nos joguinhos”, lembra.
O início no esporte
Incentivado pelo pai, João Firmino, que sempre foi ligado ao esporte, Gean começou cedo, aos 11 anos. Ele praticava judô, futebol e handebol, esporte pelo qual representou o município de Imbituba na extinta Comissão Municipal de Esportes (CME). Em 1989, foi estudar na Escola Técnica Federal, em Florianópolis, onde representou a capital em competições estaduais e nacionais. O imbitubense sempre esteve ligado ao esporte. Mesmo depois de parar de jogar, o ex-atleta ministrou aulas no curso de educação física da Unisul e ajudou a organizar o Mundial de Surfe na Cidade Portuária durante sete anos. Ele também fez parte da equipe que planejou e definiu o modelo de gestão da Arena Jaraguá do Sul e do Complexo Aquático da Unisul, além de outros projetos estaduais e nacionais.

