Zahyra Mattar
Tubarão
A indignação dos professores da rede estadual de ensino ficou mais do que visível na assembleia regional, ocorrida ontem, em Tubarão. E a previsão é que esta mesma indignação seja o fio condutor para mais uma greve.
Uma paralisação, ainda neste mês, não está confirmada, mas também não é descartada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC).
O motivo é recorrente: o estado reconheceu o aumento de 22,22% no piso nacional da categoria (passou de R$ 1.187,00 para R$ 1.451,00), mas avisou que não há qualquer possibilidade de arcar com o custo.
“Em resumo, o encontro com o secretário estadual da educação, Eduardo Deschamps, foi frustrante. Marcaram uma reunião para marcar outra reunião. Este foi o resultado”, desabafa uma das coordenadoras do Sinte em Tubarão e região, professora Tânia Fogaça.
Hoje, conforme dados do estado, a folha de pagamento dos professores catarinenses é de R$ 2 bilhões por ano (cerca de R$ 34 milhões por mês). Com o aumento, esse valor aumentará em mais R$ 400 milhões. São cerca de 35 mil professores na ativa.
O estado quer nova rodada de negociação com o sindicato. Tem pressa e quer frustrar qualquer possibilidade de paralisação. Na quinta-feira da próxima semana, o Sinte promove uma assembleia estadual.
E será neste encontro que os professores poderão definir as diretrizes para forçar o pagamento do piso. A categoria terminou a paralisação, mas segue em estado de greve desde julho do ano passado.

